12 ideias para viajar com crianças em família

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Vai viajar em família e tem medo da reação dos seus filhos? Neste artigo damos-lhe 12 dicas para viajar com crianças com maior conforto e tranquilidade (mental).

  1. Atitude:

Esta é uma regra de ouro que influenciará tudo o que fizer na sua viagem. Sem um ‘descomplicómetro’ mental e uma vontade férrea de deixar o stress para trás, será menos fácil viajar com miúdos. Os pais ou cuidadores devem perceber que este tipo de viagem é distinto e que não adianta querer replicar viagens que faziam sós, a par ou com grupos de amigos. É preciso adaptar a preparação da viagem, as actividades/visitas a fazer, etc., em função dos mais novos, da sua idade e da sua resistência física e psicológica. Acima de tudo é preciso envolver toda a família e estar de espírito aberto e sem muitas exigências, mas com muita vontade de construir boas memórias em conjunto, apesar do cansaço e dos imprevistos que sempre surgem nestas situações (e que fazem parte). Ser o mais relaxado e descontraído que conseguir, sem almejar perfeição, será útil para todos e essa atitude passará para as crianças – a viagem será o que fizer dela.

  1. Organize e equilibre os dias

E confortável levar a viagem minimamente programada. Não é necessário fixar tudo, mas é preciso fazer um plano, sob pena de ter a sensação de que perde muito tempo no local a pesquisar ou de que perdeu as 2 ou 3 coisas mais importantes para si. Não deve ser é inflexível e admitir sempre planos B e C, ao sabor da viagem. É importante saber como fazer o trajeto do aeroporto até ao hotel; de que forma se vão movimentar na cidade ou o que querem ver e fazer – sem querer ver tudo (nem perto!) e sem preencher completamente os dias, roubando o relaxamento à família. As crianças precisam de descansar e brincar também: se, de manhã, os levou a um museu, a fazer um trilho na natureza com objetivos ou até às compras; de tarde, deixe-as ir a um parque infantil, um jardim, uma praia ou piscina, onde possam brincar livremente.

  1. Malas

Ser moderado e prático a fazer malas é essencial, porque terá também as crianças para ‘carregar’ e muita bagagem vai complicar a mobilidade. Embora possa levar umas coisas extra para os miúdos, e menos bagagem para si, não se esqueça de que há fraldas em quase toda a parte, toalhetes, cremes, alimento para bebés e crianças, etc. Não é preciso ir carregado com tudo para uma semana ou mais. Leve o essencial para a viagem e primeiro dia e depois compra o resto.

  1. Estadia

Ao reservar casa ou hotel, saiba bem a localização da mesma e perceba se é de fácil alcance a pé ou de transportes ou se implica grandes caminhadas e subidas e se tem, por exemplo, espaço para as crianças estarem.

  1. Identificação

A depender da idade, identifique a criança e coloque nos seus pertences, como um saco ou mochila, por exemplo, os seus contactos.

  1. Objetos essenciais

Se precisar de carrinho, escolha um leve e dobrável, que se possa transportar, leve braçadeiras ou coletes, caso a viagem implique contacto com água, ou calçado de montanha, se tiver de percorrer algum trilho, etc. No caso dos suportes de transporte de bebés, verifique previamente com a companhia aérea o que é permitido levar.

  1. Cuide da alimentação, mas simplifique

Se leva crianças muito pequenas, saiba que muitos aeroportos permitem que se passe na segurança com leite e comida de bebé em quantidades superiores a 100ml. Mas certifique-se das regras primeiro. Se forem mais velhos, mas sofrerem de alergias alimentares ou se forem ‘difíceis’ em matéria de alimentação, tente levar alguns snacks, uma vez que podem rejeitar a comida do avião ou transporte. Há muitas vezes alternativas nos aeroportos, embora, a depender dos países, deva ter atenção aos preços. Fora o trajecto, as crianças não precisam de comer sopa todos os dias quando estão de férias, se for impossível encontrá-la. Não se preocupe demasiado se vai viajar para um país muito diferente do seu em termos de alimentação, hábitos ou clima. As crianças adaptam-se a tudo facilmente e há crianças (e produtos para elas) em todo o lado.

  1. Voos e companhias low cost

Escolha vôos nocturnos ou na hora da sesta, em que a tendência será para crianças pequenas dormirem. Os lugares no avião também não são todos iguais, portanto tente escolher os perto do wc e/ou os que tenham mais espaço e não impliquem estar constantemente a fazer levantar outros passageiros.

As companhias low cost são sedutoras, mas muitas vezes voam para aeroportos mais longínquos e vão fazê-lo demorar muito mais a chegar ao centro, sendo que a diferença de preço, depois de pagar o transporte extra, muitas vezes não compensa. A alimentação do avião, nas companhias clássicas, também lhe pode fazer jeito e poupar preocupações.

  1. Vacinas e medicação básica

Perceba se as crianças devem levar alguma vacina extra para o país que vão visitar, e leve a medicação básica consigo. Se tiver alguma criança com problemas de saúde muito específicos ou crónicos, marque uma consulta pediátrica previamente e perceba com o médico que tipo de medicação extra deve levar.

  1. Tempos de espera:

Faça o check-in online, preveja os tempos de viagem para chegar ao aeroporto, vá com antecedência maior ainda que o costume, e evite grandes filas e tempos de espera. Não se esqueça de levar algum entretenimento para os mais novos, sejam brinquedos, jogos ou até desenhos animados que possam ver no seu telemóvel ou tablet (mesmo que não seja hábito terem essa permissão, é uma situação excecional).

  1. Envolvimento e acompanhamento

Caso a criança já tenha idade suficiente, envolva-a o mais possível na pesquisa sobre o lugar para onde vão, com explicações adequadas à sua idade. Terá mais entusiamo, participará mais e aprenderá coisas novas com alegria. Se é a primeira vez que a criança vai viajar, explique detalhadamente tudo o que vai acontecer: a descolagem, os cintos de segurança, as regras para entrar e sair. Estes procedimentos podem assustar a criança, pelo que deve sempre explicar tudo.

  1. Aprender em conjunto e criar crianças felizes

Tente criar diários de viagem, escritos, desenhados ou fotográficos; dar tarefas ‘de viagem’ às crianças ou aprender algo em grupo, como mergulho ou canoagem – tudo é útil para o crescimento das crianças, para alargar a sua mundividência e reforçar os laços familiares.

Quando ainda são pequenos para ficarem com memórias muito nítidas para futuro, mantém-se a importância de lhes acrescentar novas e boas experiências que influenciarão o seu subconsciente e adaptação à mudança. Por outro lado, a ciência já contempla estudos que comprovam que o desenvolvimento do cérebro é outro grande benefício das viagens.

Quando estamos de férias, supostamente exercitamos duas áreas na parte límbica do cérebro: a área da brincadeira/ jogo e a área da descoberta. Ao expor crianças a ambientes mais estimulantes e diferentes da rotina, estará a promover os seus níveis de concentração e de atenção, o controlo do stress, a sua capacidade de planear e de aprender, a fazer aumentar o seu coeficiente de inteligência, bem como a melhorar a sua saúde física, mental e emocional.

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