A minha carteira de fundos de investimento – Abril

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A minha carteira de fundos de investimento – Abril

5 min Partilhar 28 de Abril, 2021

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Decidi começar com este artigo (ou recomeçar) uma série de artigos em que relato a minha experiência no investimento em fundos de investimento. De seguida, irei falar-lhe das minhas motivações e objetivos, de como estou a estruturar a carteira e de qual a estratégia que estou a seguir. Pode ser que lhe transmita algumas ideias para a sua reflexão?

Alerta

Antes de começar, deixo um alerta que terá de ter em mente em todos os artigos. Este é um artigo informativo e que tem como objetivo relatar a minha experiência e algumas reflexões. Não pode nem deve ser entendido como uma recomendação de investimento.

Objetivo da carteira de investimento

A carteira de investimento que iremos acompanhar será uma carteira onde colocarei um património todos os meses do qual não irei necessitar no futuro próximo. Já garanti que tenho o meu fundo de emergências salvaguardado e que tenho outros ativos que diversificam esta carteira. Se pensa começar a investir, tenha em mente:

  • Objetivo – Qual o seu objetivo para determinado investimento? Poderá definir o montante de investimento mensal, o nível de retorno pretendido e o montante que pretende acumular até determinada altura;
  • Nível de risco – Qual o nível de risco que está disposto a correr? É fundamental saber se gosta de risco ou se prefere aplicações com capital garantido. Não há mal nenhum em ser mais conservador, mas certamente que perceberá que ser conservador implicará, nos dias que correm, ter taxas de retorno que não superam os 1%;
  • Horizonte de investimento – Associado aos dois pontos anteriores, o horizonte de investimento é o prazo de resgate. Quando vai precisar do dinheiro de volta? Vai estar a investir para o longo prazo, ou precisa do dinheiro dentro de poucos meses? Esta pergunta é fundamental para definir o nível de risco que pode correr e a classe de ativos que deve escolher.

No meu caso concreto, não tenho um objetivo de acumulação específico mas antes o objetivo de poupar para o longo prazo, com um programa de entregas periódicas. Este programa permite diversificar o risco de comprar no pico do mercado, alisando o preço de compra. Sou adepto do risco mas numa carteira diversificada com pendor mais agressivo. Claro que não gosto de perder dinheiro, mas nesta carteira vou arriscar mais na expetativa de obter um nível de retorno mais elevado.

Banco que escolhi para investir?

Sou adepto do Banco BIG. Existem vários outros e tenho conta bancária noutros bancos, mas tenho optado por investir através do BIG, algo que faço desde a altura que este banco me deixava fazer depósitos a prazo a um dia. Já lá vai bastante tempo. Simplesmente gosto deste banco (não ganho nada na publicidade, atenção). É um banco com características que eu gosto, nomeadamente:

  • Banco Digital, pelo que todas as operações e interação com o banco são por esta via praticamente. Está preparado para um relacionamento à distância e gosto bastante da conveniência;
  • Não concede crédito, o que lhe dá uma maior solidez, uma vez que não tem de registar os incumprimentos dos clientes. Logo, a pressão no balanço não é tão grande;
  • Estrutura acionista composta também pelos colaboradores do banco, o que permite um maior alinhamento de interesses;
  • Oferta diversificada e independente, permitindo-me comprar fundos de várias sociedades gestoras internacionais;

Estes são alguns dos motivos que me levam a escolher este banco, apesar de admitir que existem outros bancos tão bons ou mesmo melhores do que o BIG. Por exemplo, o Banco BEST tem uma oferta bastante mais diversificada e muitas mais aplicações financeiras disponíveis, mas chamem-me velho… é demasiada oferta para processar.

A minha estratégia de investimento

Como referi anteriormente, é meu desejo fazer uma entrega mensal de €150 a €200 para a minha carteira de investimentos. Esta entrega não é automática (devia ser, mas por questões de conveniência não é). O facto de ser automática permitiria retirar a emoção por completo do processo. Talvez dentro em breve seja, mas ainda estou a constituir a carteira base. Assim, vou fazer entregas de um montante fixo para um conjunto de fundos de investimento.

Primeiro fundo de investimento – Pequenas e Médias Empresas Ásia

A primeira compra que fiz foi num fundo de investimento de ações de pequenas empresas na Ásia. Escolhi esta classe de ativos porque:

  • Pequenas empresas – Estatisticamente são as empresas que mais crescem no longo prazo;
  • Ásia – Um mercado em crescimento e menos maduro.
  • Cotado em dólares dos EUA – Um terceiro fator de diversificação é a diversificação cambial que acredito possa dar alguma segurança a esta classe de ativos em caso de problemas, pois os investidores tendem a refugiar-se no dólar em momento de dificuldade.

Este é um investimento agressivo e com alguma probabilidade de vir a desvalorizar por um período de tempo, sendo que espero venha a ser um importante contribuidor para o meu lucro.

Segundo fundo – Pequenas e Médias Empresas Global

O segundo fundo que subscrevi também foi um fundo de pequenas e médias empresas mas de âmbito global. Assim, esta classe de ativos expõe-me também à probabilidade de evolução de longo prazo das pequenas empresas mas com um âmbito geográfico mais diversificado.

Terceiro fundo – Matérias Primas

O terceiro fundo que comprei foi um fundo que investe num cabaz de matérias-primas cotado em dólares. É importante considerar que as políticas monetárias seguidas pelos bancos centrais em todo o mundo e as políticas de estímulo económico tenderão a promover um ambiente inflacionista. Na realidade, o dinheiro perde valor neste cenário, pelo que as matérias-primas são vistas como um importante ativo neste cenário. Aliás, como o imobiliário, que contrariamente ao que muitos têm esperado continua a valorizar. Por que será? Será por ser um ativo de investimento muito importante num ambiente como o atual?

Quarto Fundo – Obrigações protegidas da inflação

O quarto fundo que comprei é um fundo que investe em obrigações protegidas da inflação. Ou seja, estou a emprestar dinheiro mas com uma taxa de juro que acompanhará a taxa de inflação. Logo, se esperamos que a inflação venha a disparar no futuro próximo, poderemos vir a obter um retorno adicional. Temos aqui o risco de que a eventual subida de taxas de juro venha a pressionar o preço das obrigações.

Próximos passos

Decidi começar por estes quatro fundos de investimento também porque noutra carteira já tenho algum património exposto a ações dos EUA e da Europa e a imobiliário. No entanto, se não o tivesse, deveria já ter comprado um fundo de ações Globais e Americanas. Talvez nas próximas subscrições que venha a fazer vá considerar estas classes de ativos pois em breve quererei ter uma carteira com cerca de 8 fundos de investimento que me confiram diversificação geográfica, cambial, por classe de ativos e com entregas em diferentes alturas do ano.

Como está o desempenho?

Como poderá ver na tabela, os vários fundos que têm vindo a ser subscritos nos últimos 2 meses estão com um desempenho positivo, à exceção do fundo de obrigações que está ligeiramente negativo. De notar, no entanto, que este desempenho é o desempenho na moeda de origem do fundo. Se considerar a evolução cambial, o desempenho estaria ligeiramente inferior, uma vez que o dólar dos EUA tem vindo a desvalorizar nas últimas semanas.

Tabela evolucao investimentos

Dentro de umas semanas virei apresentar a atualização da evolução desta carteira de investimento. Não me irei preocupar muito com as oscilações de curto prazo, especialmente porque conto estar na fase de compra e não de venda.

Algumas dicas úteis:

Olhar para o desempenho da carteira como um todo e não focar exclusivamente no desempenho individual de cada fundo. De notar que cada fundo tem o sem papel na carteira. Obvio que queremos que todos valorizem, mas queremos que se diversifiquem e que tornem o percurso menos sinuoso;

  1. Olhos no longo prazo, porque investir em ativos com risco pode desmotivar no curto prazo;
  2. Transações frequentes implicam o pagamento de maiores impostos e eventuais comissões;
  3. Dependendo do montante de investimento, poderemos ter de escolher fundos mais caros. Alguns dos fundos que comprei são mais caros do que seria de esperar, mas como o montante investido é reduzido a margem de manobra é inferior. Caso tivesse mais capital optaria por ETF de modo a pagar menos comissões;
  4. A minha escolha de fundos de investimento também esteve focada no montante mínimo de investimento. Alguns fundos, talvez melhores, pediam montantes de investimento mais elevados do que estes, pelo que para entregas mensais de valores baixos tive de optar por outras soluções.


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