Dívida de Portugal já não é lixo!

0
89
dívida de Portugal

A grande surpresa nos últimos dias foi a melhoria da notação de risco da dívida de Portugal. Apesar de nos continuarmos a endividar todos os meses, o crescimento económico (muito impulsionado pelos nossos parceiros europeus) e a redução do desemprego têm vindo a dar muitas alegrias aos portugueses.

Já começámos a sentir uma redução dos juros da dívida e esperemos continuar nessa trajetória, algo que irá permitir aliviar um pouco mais o orçamento do Estado.

Nunca é Demais Apelar À Prudência

Em tempos de maior otimismo vozes que apelam à prudência costumam ser mal-encaradas. Somos logo apelidados de pessimistas. Mas é certo que a tentação para o descontrolo é enorme, especialmente em alturas de eleições. Deveremos aproveitar a boleia das boas notícias e ajustar o que tivermos de ajustar. Aproveitar a redução de custos para amortizar as dívidas (e não para fazer mais crédito). Aproveitar o bom momento do mercado de trabalho para procurar aumentar os nossos rendimentos. E finalmente, tentar retomar os hábitos de poupança que parece que perdemos (ou esquecemos).

Será Que Aprendemos Com Os Erros?

Todos merecemos ter melhores condições de vida e todos merecemos colher os frutos dos esforços que nos foram exigidos. Todos tivemos o mérito pelas boas notícias que nos chegam da economia. Mas também deveremos mostrar que saímos desta crise com energia reforçada e com a lição bem estudada. Se chumbarmos no exame facilmente voltaremos a deparar-nos com a necessidade de ajustes… mas desta vez dececionados!

Nota: Artigo adaptado de crónica no Jornal Destak

COMPARTILHAR
Artigo anteriorMercado Primário – O Que É O Mercado Primário?
Próximo artigoPorque Não Fazemos Mais Seguros?
Iniciou a sua carreira no setor financeiro onde desempenhou funções de analista de ações e gestor de fundos de investimento. Especialização em mercados e ativos financeiros no ISCTE e uma pós-graduação em Análise Financeira no ISEG, curso que lhe conferiu o Certificado Europeu de Analista Financeiro. Fundou a Escola de Finanças Pessoais – sendo co-autor de seis livros nesta temática (Manual das Finanças Pessoais, Manual da Poupança, Como Acabar com as Dívidas Pessoais e Familiares, O meu primeiro livro de Finanças Pessoais e Como ensinar o meu filho a poupar, Viva uma Reforma Feliz). Através da Escola de Finanças Pessoais já formou mais de 5.000 colaboradores de empresas nacionais e internacionais. Tendo sido Diretor-Comercial na DignusCapital, decide criar o seu projeto próprio na área da renegociação e intermediação de crédito, fundando a Reorganiza, empresa onde trabalha atualmente.

DEIXE UMA RESPOSTA

*

code