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	<title>Arquivo de Expetativas - Reorganiza</title>
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		<title>Great Expectations</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Inês Raposo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Oct 2022 00:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Coaching]]></category>
		<category><![CDATA[Expetativas]]></category>
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					<description><![CDATA[Ex.pe.ta.ti.va: nome feminino. Esperança fundada em promessas ou probabilidades; expectação O célebre romance de Dickens vai-se desenvolvendo ao longo desta ideia principal: alguém depositou em si grandes esperanças! O tema...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em>Ex.pe.ta.ti.va:</em></strong><em> nome feminino. Esperança fundada em promessas ou probabilidades; expectação</em></p>
<p> O célebre romance de Dickens vai-se desenvolvendo ao longo desta ideia principal: <em>alguém depositou em si grandes esperanças!</em></p>
<p> O tema da <strong>expetativa</strong>, do impacto e da gestão da expetativa sobre nós próprios e sobre os outros sempre me intrigou. Na minha prática de <em>coaching</em> o mesmo acaba por surgir, inevitavelmente, em quase todos os processos que acompanho.</p>
<h2>E o que o torna tão interessante, na minha perspetiva?</h2>
<p> Na verdade, o que à partida poderia ser algo de muito positivo e desejável, alguém acreditar, investir e torcer por nós (depositar em nós <em>grandes esperanças!</em>), pode &#8211; em determinadas circunstâncias &#8211; funcionar como uma armadilha, ou mesmo uma prisão. Tal pode ocorrer tanto na esfera pessoal como profissional e importa tomar consciência plena sobre este mecanismo.</p>
<p> Pode revelar-se das seguintes formas:</p>
<h3>O que o outro espera de mim</h3>
<p> Quem não teve <span style="font-size: 1.125rem;">já</span><span style="font-size: 1.125rem;"> um líder/chefe com esperanças desfasadas sobre aquilo que sou, posso dar ou o que mais gosto de fazer profissionalmente? É caso para perguntar quem criou esta projeção, se fui eu ou outro, e qual de nós dois (ou ambos) a está a alimentar, ainda que de forma inconsciente.</span></p>
<p> Muitas vezes, o que o outro espera de mim revela mais os seus desejos e as suas próprias limitações e projeções e, com efeito, pode até ter pouco ou nada a ver comigo, com quem realmente sou, com as minhas ambições e vontade.</p>
<p> Se, na senda de obter o agrado ou reconhecimento do outro, <em>entro no seu jogo</em>, acabo por me sentir aprisionado, aquém do que gostaria de ser ou das escolhas que considero mais adequadas para mim.</p>
<p> Para muitos, é o suficiente para ativar processos internos de autossabotagem: será que se o outro pudesse ver exatamente como eu sou, continuaria a apostar em mim? Será que valho esse investimento? Não seria mais seguro eu ficar na minha zona de conforto, sem chamar muito a atenção…</p>
<h3>O que eu espero do outro</h3>
<p> O mesmo mecanismo também funciona em sentido inverso. Enquanto líder, é caso para me questionar se o que eu espero das pessoas da minha equipa, é algo que realmente queiram e possam dar ou se é, apenas, fruto da projeção que idealizei ou mesmo de competências que sinto que não tenho e que espero que o outro colmate, de alguma forma.</p>
<p> É verdade que devemos alinhar aquilo que se espera de uma determinada tarefa ou função (logo em sede de recrutamento), não obstante, convém que se estabeleça uma comunicação assertiva e transparente para que o outro fique com uma noção realista daquilo que se espera. Dá-se, assim, ao outro a oportunidade de escolher.</p>
<p> Por outro lado, ao aprisionar o outro nas minhas expetativas, posso estar a perder uma oportunidade de receber aquilo que realmente a pessoa pode e sabe dar.</p>
<h3>O que eu espero de mim próprio</h3>
<p> Esta poderá ser a pior das três armadilhas. Sem estar realmente alinhado com aquilo que sou, o que posso e quero dar na minha esfera pessoal e profissional, posso perder a noção da realidade, tornar-me hiper perfecionista ou frustrado e exigir de mim algo que não posso nem, se for realmente honesto, quero dar.</p>
<p> Pode, também, perpetuar a sensação que estou sempre aquém do que as várias situações e pessoas esperam de mim.</p>
<h2>Conclusão</h2>
<p> Em conclusão, o problema não é termos ambições e esperanças sobre nós próprios e sobre os outros, tal é saudável e até bem desejável, numa certa medida. O desafio, é quando <strong>tais expectativas não são acompanhadas de uma leitura realista da realidade</strong>. Olhar verdadeiramente para o outro. Olhar verdadeiramente para mim próprio. Quando <em>utilizo</em> o outro como meio para realização de algo que gostaria de ter alcançado por mim mesmo.</p>
<p> E se o líder formar e gerir a sua equipa, ao invés de com base naquilo que idealizou, com base nos profissionais que efetivamente tem à sua frente, nas características e competências que os tornam únicos na sua diversidade? Não poderá alcançar melhores frutos e beneficiar de uma cultura mais transparente e genuína?</p>
<p> Com a maestria de procurar retirar o melhor de cada um.</p>
<p> Inês Raposo – Executive Coach</p>
<p> <a href="mailto:inesraposo.coaching@gmail.com">inesraposo.coaching@gmail.com</a></p>
<p> 91 351 74 84</p>
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