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	<title>Arquivo de Raize - Reorganiza</title>
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	<description>Conheça as melhores soluções de crédito, seguros, formação e poupança para a sua estabilidade financeira.</description>
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	<title>Arquivo de Raize - Reorganiza</title>
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	<item>
		<title>Será que ainda vale a pena investir na Raize?</title>
		<link>https://reorganiza.pt/sera-que-ainda-vale-a-pena-investir-na-raize/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[João Morais Barbosa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Dec 2020 00:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Finanças Pessoais]]></category>
		<category><![CDATA[Investir]]></category>
		<category><![CDATA[Autor_João Morais Barbosa]]></category>
		<category><![CDATA[fintechs]]></category>
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		<category><![CDATA[Raize]]></category>
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					<description><![CDATA[Neste artigo vou abordar mais uma vez a plataforma de investimentos Raize e dar a minha opinião sobre os últimos desenvolvimentos e daquelas que são as alterações que irei fazer...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Neste artigo vou abordar mais uma vez a plataforma de investimentos Raize e dar a minha opinião sobre os últimos desenvolvimentos e daquelas que são as alterações que irei fazer à minha estratégia.</p>
<h2>O que é a Raize?</h2>
<p> A Raize é uma plataforma de investimento colaborativo portuguesa que permite o encontro entre investidores e empresários que precisam de crédito para os seus negócios. Na prática, um mercado que permite investir em empréstimos novos ou em empréstimos em curso, o chamado marcado de cessões.</p>
<p> De notar que a Raize é uma plataforma com grande aceitação e com uma base de investidores bastante vasta, sendo também regulada pela CMVM e pelo Banco de Portugal e cotada em bolsa, o que obriga a um grande escrutínio das suas contas e das suas atividades. Ao nível de credibilidade não há nada a apontar.</p>
<h2>Porquê investir na Raize?</h2>
<p> Iniciei os meus investimentos na Raize há bastante tempo, atraído pela novidade da plataforma e pela relação risco / retorno que percecionei na altura. Na prática, eram-nos prometidos retornos na ordem dos 6% a 7% ao ano, numa altura em que o incumprimento de contratos de crédito parecia ser reduzido.</p>
<p> Como já tive oportunidade de relatar noutro artigo, a evolução dos meus investimentos tem sido para uma <a href="https://reorganiza.pt/porque-vou-vender-a-minha-carteira-na-raize/">venda progressiva da minha carteira</a>. Simplesmente deixei de estar satisfeito com a retorno dos meus investimentos (se retirarmos o capital que não é investido por falta de empréstimos e os incumprimentos, o retorno torna-se muito baixo mesmo), sendo que também não fiquei nada confortável com a entrada da empresa em bolsa (pelo preço, pela informação disponibilizada no prospeto, pela venda da posição pelos seus atuais acionistas e pela pressão que previa na concessão de crédito).</p>
<h2>Porque vou vender todos os meus investimentos?</h2>
<p> Tendo ficado claro que deixei de ficar confortável com o retorno e com o risco dos investimentos, parece-me relevante reforçar dois desenvolvimentos que me deixam alerta:</p>
<h2>Qualidade dos investimentos</h2>
<p> A Raize promove empréstimos a empresas com taxas de juro elevadas. Numa altura em que os bancos estão desejosos de emprestar dinheiro a empresas rentáveis e a taxas muito próximas de 1% ao ano, é importante que pensemos qual o tipo de empresas que prefere pedir dinheiro emprestado através da Raize e pagar mais por isso. Facilmente percebemos que com alguma probabilidade não serão as empresas com maior solidez financeira.</p>
<p> É importante que tenhamos também em mente que atualmente existem linhas de crédito com garantia parcial do Estado, o que tem baixado o risco das operações para a banca e justificam o apetite da Banca a conceder estes créditos. Logo, percebemos também que para existir uma oferta de créditos para tantos investidores…</p>
<h2>Introdução de comissões</h2>
<p> Este ponto é crítico. A Raize surgiu como uma plataforma de investimento isenta de comissões e rapidamente inverteu esta tendência. Percebo os motivos, sendo que talvez o mais premente se prenda mesmo com a dificuldade de financiar novos projetos e ter a necessidade de procurar fontes alternativas de receita. Temos então um conjunto de comissões:</p>
<ul>
<li><strong>Comissão de Cedência de Empréstimos</strong> – Quando decidi vender alguns dos meus empréstimos fui confrontado com uma comissão, embora que reduzida, para vender cada um dos empréstimos (1% do montante cedido). Não estava à espera.</li>
<li>
<h2>Comissão de Processamento de Juros – Apareceu agora uma comissão por cada prestação que recebo que será 10% ou 12% do montante total de juros que recebo no mês.</h2>
</li>
</ul>
<p> Ou seja, tenho de pagar pelos juros que recebo e se não estou satisfeito e quiser vender o empréstimo tenho de pagar pela venda. É legítimo, naturalmente que sim. É necessário, para repor rendimentos da plataforma.</p>
<h2>Como está a minha carteira?</h2>
<p> Como referido, tenho vindo a vender a minha carteira sempre que tenho paciência para isso. Na prática, tenho de vender cada empréstimo um a um, o que acaba por consumir algum tempo.</p>
<p> Tendo vindo a vender a minha carteira, tenho ainda 48 empréstimos em curso, a grande maioria porque não consigo vender os créditos, por dois motivos:</p>
<ol>
<li>Porque estão em incumprimento;</li>
<li>Porque a comissão de venda de contratos em incumprimento é brutal (o que se justifica, porque a probabilidade de receber alguma coisa é pequena).</li>
</ol>
<h2>Conclusão</h2>
<p> A plataforma Raize é a plataforma de investimento colaborativo mais conhecida em Portugal. É uma plataforma com muito mérito e credibilidade. Dito isto, as taxas de retorno não justificam o investimento. O nível de risco irá crescer com o tempo e os incumprimentos poderão continuar a aumentar.</p>
<p> Como todos os ativos, se tiver uma carteira de investimentos diversificada pode fazer sentido contentar-se com estes baixos níveis de retorno. Para mim simplesmente não faz qualquer sentido aplicar o dinheiro nesta plataforma, ainda para mais que agora tenho de pagar comissões. De notar, finalmente, que<a href="https://reorganiza.pt/estrategia-de-investimento-com-a-raize/"> ganhei dinheiro com os meus investimentos na Raize</a>, pelo que o balanço acabou por ser positivo.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Empréstimos P2P valem a pena?</title>
		<link>https://reorganiza.pt/emprestimos-p2p-valem-a-pena/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[João Morais Barbosa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 29 Mar 2019 00:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Investir]]></category>
		<category><![CDATA[Literacia Financeira]]></category>
		<category><![CDATA[Autor_João Morais Barbosa]]></category>
		<category><![CDATA[Empréstimos P2P]]></category>
		<category><![CDATA[Ganhar Dinheiro]]></category>
		<category><![CDATA[Mintos]]></category>
		<category><![CDATA[Raize]]></category>
		<category><![CDATA[ViaInvest]]></category>
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					<description><![CDATA[Quem nos acompanha sabe que somos adeptos de plataformas de investimento que possam representar uma inovação face às instituições financeiras. Temos mostrado a evolução do nosso investimento em diversas plataformas,...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Quem nos acompanha sabe que somos adeptos de plataformas de investimento que possam representar uma inovação face às instituições financeiras. Temos mostrado a evolução do nosso investimento em diversas plataformas, como a Mintos, a ViaInvest ou a Gruppeer. No entanto, neste artigo vamos falar-lhe da experiência do Renato do site Mais-valias.</p>
<p> <span id="more-4373"></span></p>
<h2>Mintos</h2>
<p> O desempenho do Renato na Mintos foi de 10.75% em 2018, numa carteira que se caracteriza por ter empréstimos de prazos curtos (menos de 12 meses) e fundamentalmente em empréstimos pessoais e de curto prazo. Pelo que acompanhamos deste site cuja leitura recomendamos <a href="https://reorganiza.pt/12-ao-ano-na-minha-carteira/">a experiência na Mintos</a> tem sido equivalente à nossa, talvez um pouco mais cautelosa (por exemplo, não temos colocado ainda restrições no prazo, tendo prazos médios mais alargados).</p>
<h2>Raize</h2>
<p> A experiência do Renato na Raize deve ser mais antiga do que a nossa mas as conclusões são semelhante. Se nós estamos a cortar os nossos investimentos nesta <a href="http://maisvalias.com/2018/11/18/raise-outubro-2018/">plataforma de P2P</a> (inclusivamente vendendo créditos com taxas mais baixas ou pesos mais elevados) o Renato depois de algum tempo a desinvestir voltou a ligar o seu tracker. Felizmente está com uma taxa de retorno mais elevada do que nós. O que temos visto é que as taxas de juro dos novos créditos têm caído bastante, pelo que vamos fechar em breve a nossa conta nesta plataforma e desviar o investimento para outras plataformas.</p>
<h2>ViaInvest</h2>
<p> A ViaInvest é outra <a href="https://reorganiza.pt/investir-como-estou-a-ganhar-11-7-ao-ano/">plataforma onde temos uma conta aberta</a> e onde estamos a investir, com taxas de juro interessantes. O Mais-valias começou a seguir esta plataforma em Março e está com uma taxa atual de 11%. Como referimos aqui, sugerimos que se desejar seguir este caminho que invista um valor baixo até que ganhe confiança. O Renato investiu €150 e está a experimentar.</p>
<p> Como pode constatar, existem algumas boas experiências com as plataformas de <a href="https://reorganiza.pt/como-ganhar-10-ou-mais-nos-seus-investimentos/">empréstimos P2P</a> mas é importante que tenha sempre em mente que nenhum de nós faz uma recomendação de investimento. Assim, deverá estar consciente dos riscos de capital e ler as condições de cada plataforma e só investir se conhecer bem o que está a fazer. Caso contrário não invista…</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>IPO da Raize – Valerá a pena?</title>
		<link>https://reorganiza.pt/ipo-da-raize-valera-a-pena/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[João Morais Barbosa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 Jun 2018 00:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Investir]]></category>
		<category><![CDATA[Literacia Financeira]]></category>
		<category><![CDATA[Autor_João Morais Barbosa]]></category>
		<category><![CDATA[Raize]]></category>
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					<description><![CDATA[Ficámos a conhecer nos últimos dias que a Raize, a principal plataforma de crowdfunding Portuguesa, irá entrar em bolsa. Neste artigo, deixamos algumas notas sobre a leitura do relatório que...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Ficámos a conhecer nos últimos dias que a Raize, a principal plataforma de crowdfunding Portuguesa, irá entrar em bolsa. Neste artigo, deixamos algumas notas sobre a leitura do relatório que a empresa colocou no seu site sobre esta operação e reiteramos que este artigo não representa qualquer tipo de recomendação mas antes algumas ideias sobre a operação, porque a decisão é sempre sua.</p>
<p> <span id="more-4275"></span></p>
<h2>Opinião sobre a Raize</h2>
<p> Quem nos acompanha tem analisado alguns artigos em que escrevemos sobre a experiência de um investidor numa carteira de empréstimos da Raize. Nesses artigos temos dado nota dos bons níveis de retorno mas também de alguns <a href="https://reorganiza.pt/estrategia-de-investimento-com-a-raize/">fatores que consideramos importantes de ter em conta</a>.</p>
<p> Neste contexto, parece-me importante ter em consideração que a tendência de mercado passa cada vez mais pela digitalização da relação bancária e do investimento e ai a Raize fica bastante bem posicionada. No entanto, parece-me que este negócio irá sempre envolver muitas pessoas (analistas de crédito) e que no momento em que a economia começar a fraquejar teremos dois problemas (1) mais incumprimentos e (2) aumento do risco da carteira. Não me parece razoável que as PME consigam suportar um encargo financeiro de 7% a 10% ao ano.</p>
<h2>Objetivo desta operação</h2>
<p> Quem investe num qualquer projeto empresarial tem o objetivo de obter rendimento. Quer ter retorno. Neste caso, falamos de um projeto que foi lançado há pouco tempo e com bastante investimento e compromisso dos seus acionistas. No entanto, destacamos as principais motivações:</p>
<ol>
<li><strong>Reforçar a notoriedade</strong> e a credibilidade da Sociedade – <strong>Algo que é fundamental</strong> neste setor e que tem toda a razão de ser;</li>
<li>Permitir ao mercado, em geral, um <strong>melhor acompanhamento e visibilidade da atividade da Sociedade</strong> e da evolução dos seus negócios – Não necessitavam de vir para a bolsa para dar esta visibilidade, mas as exigências legais e reporte de informação são fundamentais;</li>
<li><strong>Alargar a base acionista</strong> e facilitar futuros aumentos do seu capital social que sejam necessários ao desenvolvimento das suas atividades – Não compreendo.</li>
<li><strong>Promover retorno acionista</strong> referente ao investimento já realizado na Sociedade, sem afetar a atual estrutura de controlo e gestão, assim como o cumprimento do plano de crescimento e de negócios – Esta parece ser a <strong>principal motivação da operação, que é legítima</strong>. Esta operação consiste na venda de uma percentagem da empresa, o que significa que os atuais acionistas vão reduzir as suas quotas e obter aqui um retorno bastante elevado, especialmente se tivermos em conta os resultados da empresa. Ou seja, a empresa não está a obter fundos para investir na atividade.</li>
<li><strong>Possibilitar a Admissão das Ações da Sociedade no Euronext Access</strong> – O facto da empresa estar cotada em bolsa poderá trazer uma pressão adicional para a empresa apresentar resultados (isto preocupa-me pois poderá influenciar a concessão de crédito).</li>
</ol>
<h2>Resultados financeiros da Raize</h2>
<p> Nos últimos meses fiquei algo curioso relativamente aos resultados da empresa. Tinha desejo em conhece-los para perceber a evolução da operação. Constato que apesar do crescimento da empresa, esta apenas faturou perto de €270.000 em 2017. Uma empresa a crescer e com perspetivas aparentemente positivas. Apesar do crescimento, é fundamental perceber que a empresa está numa fase inicial e desde a sua criação que tem vindo a acumular prejuízos. Mais uma vez, <strong>é normal numa empresa em inicio de atividade e que está a investir.</strong></p>
<p> De notar que a empresa ganha dinheiro recebendo uma comissão de intermediação de crédito que poderá ir até 5%. Logo, para que a empresa tenha um volume de faturação de €1m por ano necessita de financiar €20 milhões de crédito. É perfeitamente possível, apesar de ser ambicioso. Investidores creio que existem, empresas a procurar este montante talvez seja mais difícil.</p>
<h2>Software</h2>
<p> A Raize intitula-se de Fintech, uma abreviatura para empresa financeira tecnológica. É certo que a sua operativa tem um suporte informático mas estranho que o ativo informático esteja apenas valorizado no balanço da empresa em sensivelmente €55.000.</p>
<h2>Avaliação da empresa</h2>
<p> Os critérios de cotação da empresa em bolsa, nomeadamente em termos de preço e volume de ações, avalia a empresa em €10 milhões. Aliás, se analisarmos o documento de suporte à operação vemos que avaliam a empresa entre €11.1m e €16.4m. Por muito que ache interessante o modelo de negócio, não consigo perceber esta valorização pois considero que toda a avaliação tem de estar suportada em resultados financeiros, em lucro ou na constituição de uma carteira de ativos que tenham valor por si. É claro que o valor de uma ação tem em conta os resultados futuros e não os resultados do passado. Mas não consigo compreender esta avaliação e muito menos que se diga que a operação venha com um desconto face a esta mesma avaliação.</p>
<h2>Em suma</h2>
<p> Face ao exposto e resumindo, acho interessante o modelo de negócio e vejo que tem potencial no futuro de digitalização da relação bancária. Compreendo o objetivo de os principais acionistas retirarem retorno desta operação. Não compreendo esta valorização. Agora resta-lhe decidir se quer participar nesta operação, sempre consciente que qualquer decisão deve ser ponderada, a informação analisada e todas as decisões enquadradas na sua política de investimentos (perfil de risco, horizonte de investimento, etc).</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Evolução do meu investimento com a Raize</title>
		<link>https://reorganiza.pt/evolucao-do-investimento-raize/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[João Morais Barbosa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 15 Mar 2018 00:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Investir]]></category>
		<category><![CDATA[Autor_João Morais Barbosa]]></category>
		<category><![CDATA[Fintech]]></category>
		<category><![CDATA[Poupar Dinheiro]]></category>
		<category><![CDATA[Raize]]></category>
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					<description><![CDATA[Tenho vindo a apresentar algumas ideias da minha estratégia de investimento com empresas ou plataformas de investimento alternativas. Nunca é de mais referir que estas são as minhas estratégias e...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Tenho vindo a apresentar algumas ideias da minha estratégia de investimento com empresas ou plataformas de investimento alternativas. Nunca é de mais referir que estas são as minhas estratégias e que não são recomendações de investimento. Neste artigo vou atualizar o meu investimento (leia o <a href="https://reorganiza.pt/estrategia-de-investimento-com-a-raize/">primeiro artigo</a>) e deixar algumas notas que podem ser interessantes para quem quer conhecer em mais detalhe esta ferramenta.</p>
<p> <span id="more-4241"></span></p>
<h2>Evolução da taxa de juro média</h2>
<p> Recentemente reforcei o investimento na Raize. Aliás, costumo referir que quem quer iniciar algum investimento deve começar por experimentar, ganhar experiência e se a sua opinião e avaliação for positiva, poderá aumentar o envolvimento. É o que tenho vindo a fazer com a Raize. Comecei com um baixo montante e fui aumentando o investimento.</p>
<p> A dada altura, fiz um reforço substancial na minha carteira (não em valor mas dupliquei o investimento). Como tenho o critério de investir no máximo €30-€40 por cada empresa, o reinvestimento demorou algum tempo, algo que me desperta alguns comentários que já deixarei abaixo. Este reforço do investimento tem demorado a ficar efetivo pois por mais interessante que seja a plataforma <strong>é necessário que cada vez mais empresas recorram a esta ferramenta para procurar financiamento</strong>.</p>
<p> Contas feitas, tinha uma taxa de juro média de 7.5% (taxa anual) e esta taxa baixou para 7.2%, ainda assim uma taxa razoável face às taxas que são praticadas no mercado noutros produtos. De notar, contudo, que <strong>estes investimentos têm risco</strong> pelo que é necessário uma boa diversificação… e estar disposto a perder dinheiro em algum dos empréstimos (daí referir que no máximo quero investir €30-€40 por empresa).</p>
<h2>Incumprimento</h2>
<p> Há uns meses atrás tinha referido que nunca tinha tido um empréstimo em incumprimento. No entanto, dias depois de publicar o meu primeiro texto tive duas empresas a atrasar o pagamento. Só o soube por acaso. A Raize não me comunicou nada nem me informou dos esforços de recuperação do crédito (é um facto que nas FAQ’s referem a estratégia de recuperação e os vários passos).</p>
<p> As duas empresas pesavam cada uma menos de 1% da minha carteira e à medida que fui aumentando o investimento ainda se reduziu mais esse peso. No entanto, nos últimos dias consultei os empréstimos em atraso e conclui que as duas empresas (banca C de risco) tinham já voltado a pagar e que agora tinha outras duas em atraso. Calculo que será assim com o tempo. <strong>Umas voltam a pagar, outras deixam de pagar, num ciclo que se repetirá</strong>. É a vida.</p>
<h2>Comentários à plataforma</h2>
<p> Estou bastante contente com a minha experiência com a Raize e os resultados têm sido interessantes. É certo que <strong>estou nisto para o longo prazo</strong>, que uso uma estratégia de diversificação agressiva (que me condiciona o reinvestimento) e que faço uso do investimento automático (que me garante que tenho uma parte dos novos empréstimos que surgem pois, caso contrário, quando os empréstimos aparecem já estão completamente tomados). Deixo alguns comentários:</p>
<ul>
<li><strong>O mercado de cessões faz sentido</strong> pois permite-nos investir de imediato. São poucas as vendas de empréstimos mas caso encontre seja rápido pois as vendas acontecem muito rapidamente. Ao comprar um empréstimo não tem de esperar que a empresa aceite e que o dinheiro seja transferido para essa empresa. Poupa ai umas boas semanas de retorno;</li>
<li>Algumas empresas têm antecipado pagamentos, o que é possível e é saudável;</li>
<li><strong>A estratégia de investimento automático pode levar a que compre empréstimos com uma taxa de juro mais baixa</strong>, o que me parece que deva ser a tendência nos próximos tempos. No entanto, tenha em atenção que quanto mais alta a taxa maior o risco do investimento (recorde-se que as empresas que se atrasaram tinham todas taxas superiores a 9%);</li>
<li>Espero que a Raize se mantenha rigorosa na avaliação do risco das empresas. Este é o meu maior receio (se bem que não tenho motivos para desconfiar de qualquer afrouxamento da análise de risco). Parece-me que com o aumento dos investidores nesta plataforma, se não for acompanhado pelo aumento de empresas a pedirem financiamento, <strong>será mais difícil investir e com taxas de juro razoáveis</strong>. Aqui pode surgir o risco da Raize aceitar todos os empréstimos, ser menos rigorosa e baixar as taxas de juro. Em suma, um problema de escala a que irei estar atento.</li>
</ul>
<p> Como dizem na apresentação, esta é uma forma interessante de financiar a economia. É uma forma diferente. E é uma possibilidade de termos níveis de retorno mais interessante, contornando o sistema financeiro. Convém nunca esquecer a necessidade de conhecer bem a plataforma, a forma de financiamento e os riscos que podem surgir. Se quiser investir nesta plataforma <a href="https://www.raize.pt/signup/7y9AWdW-4">visite a página da Raize</a>, inscreva-se e inicie o seu percurso.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
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