5 Dicas para Escolher um Fundo de Investimento

Por aqui já abordamos os fundos de investimento e já identificamos algumas das características mais importantes deste tipo de investimento financeiro.

Já publicamos o nosso Guia de Fundos de Investimento, onde abordamos, de uma forma geral,  as comissões existentes e os tipos de fundos de investimento mais populares no mercado.

No entanto nunca abordamos esta temática com vista à apresentação de dicas e recomendações para escolher o melhor fundo de investimento.

É certo que a generalidade dos clientes bancários e alguns principiantes neste tipo de investimento ficam fascinados com a rentabilidade de alguns fundos de investimento a operar no mercado. Não é muito difícil, hoje, encontrar Fundos de Investimento com rentabilidades liquidas superiores a 5% sendo, desde logo, um produto atrativo para a generalidade dos clientes.

Todavia, os Fundos de Investimento possuem risco de acordo com diversas classes, ou seja, é muito fácil encontrar no mercado fundos de investimento onde o risco para o cliente vai de 1 (baixo risco) a 6 (risco elevado).

São fundos de investimento de risco baixo a maior parte dos fundos de tesouraria, onde a política de investimento é conservadora e grande parte da carteira de ativos do fundo é composta por produtos de risco baixo ou até mesmo produtos de poupança simples, como depósitos a prazo. Já os fundos de investimento de risco elevado, possuem uma atitude de investimento mais agressiva, sendo grande parte da carteira de ativos do fundo composta por ativos de risco, como por exemplo, ações.

De acordo com o risco da carteira de ativos do fundo temos as rentabilidades, podendo estas serem negativas ou positivas.

1ª Dica Importante – Como lida com o Risco

Tal como referimos anteriormente os fundos de investimento possuem risco, podendo esse risco ser baixo em alguns tipos de fundos, no entanto, possuem risco.

Qualquer novo investidor antes de se aventurar no mundo dos fundos de investimento deve apurar como lida com esse risco. Colocar simples perguntas sobre como lida com o risco é fundamental.

Ficam aqui 3 simples perguntas que deve procurar resposta:

  1. Prefere a segurança dos investimentos?
  2. Para ter maiores rentabilidades está disposto a correr riscos?
  3. Prefere rentabilidades equilibradas associadas a riscos equilibrados?

Consoante as respostas que obter saberá qual o seu perfil de risco. Obviamente que não são em três perguntas que encontrará o seu perfil de risco, no entanto, se responder positivamente à primeira pergunta e negativamente às restantes, então os fundos de investimento não são para si. Já as respostas afirmativas às restantes perguntas revelam que está disposto a correr riscos com os fundos de investimentos.

2º Dica Importante – Verificar a Consistência de Rentabilidades

Com isto pretende-se alertar o leitor que ao escolher um fundo de investimento deverá analisar o prospecto simplificado ou geral ( Documento onde todas as características do fundo de investimento estão presentes, nomeadamente, entidade gestora, política de investimentos, comissões, fiscalidade, composição da carteira, entre outros), para verificar se o fundo de investimento se enquadra com o objectivos que pretende para o seu dinheiro e questionar sobre a rentabilidade do fundo ao longo dos últimos 5 anos (pelo menos).

Se o fundo de investimento possui consistência nas suas rentabilidades significa que a entidade gestora possui uma estratégia bem definida para o fundo e que procura rentabilidades positivas para os participantes no fundo, ou seja, para os investidores.

Isto não quer dizer que se ocorrem um ou dois anos de rentabilidades negativas esteja perante um fundo de investimento de fraca rentabilidade. Deverá sim, analisar se as fracas rentabilidades são compensadas significativamente pelas boas rentabilidades do fundo. Por exemplo, existem fundos que valorizam com as quebras do mercado e fundos que acompanham o mercado e valorizam sempre que este último está em clara ascensão, se analisar um fundo que acompanhe o mercado numa época de clara instabilidade então irá constatar quebras significativas na rentabilidade o que não significa que o fundo não venha a ter longos períodos de rentabilidade positiva assim que o mercado dar sinais de recuperação.

Assim sendo, é importante avaliar se um fundo de investimento possui rentabilidade positiva ao longo de um determinado período de tempo, longo o suficiente para uma melhor resultado, subtraindo as rentabilidades negativas das positivas.

3ª Dica Importante – Que Tipo de Comissionamento Existe no Fundo

Analisar as comissões existentes no fundo de investimento nos poderá dar algumas dicas sobre o potencial de rentabilidade positiva do fundo.

Regra geral, os fundos possuem comissões diversas, como por exemplo, comissão de subscrição ou entrada, comissão de gestão, comissão de depósito, custos de transação, comissão de resgate, comissão de performance.

Ao analisar um prospeto simplificado onde irá verificar as comissões existentes no fundo, irá encontrar algumas das comissões supra. Do meu ponto de vista, um fundo de investimento com comissão de subscrição ou entrada, não me dá garantias que esse fundo irá possuir uma rentabilidade positiva no futuro, pois um dos lucros da entidade gestora é garantido com a entrada de um novo cliente.

Todavia, se um fundo possui comissão de performance, posso concluir que a entidade gestora, tem todo o interesse em possuir rentabilidade positiva no fundo pois os seus ganhos advêm da performance do fundo ou da performance dos gestores do fundo.

Poderá existir alguma opiniões contrárias a este tipo de análise mas considero que se os próprios gestores e entidade gestora tiverem os seus ganhos condicionados à performance do fundo então terão todo o interesse em possuir rentabilidades positivas para assim ganharem mais dinheiro. De igual modo, cria-se assim uma estratégia win win, ou seja, se a entidade gestora ganhar  também os clientes investidores do fundo ganham dinheiro.

A comissão de gestão existe em muitos dos fundos de investimentos e não nos diz muito quanto ao potencial de rentabilidade, pois considera-se que esta comissão ocorre porque existe uma gestão profissional de fundo de investimento. Já a comissão de resgate só ocorre se o cliente não cumprir com os requisitos de saída do fundo, como por exemplo, um fundo com comissão de resgate até ao quinto ano revela que se antes dos 5 anos houver resgate há lugar à cobrança de comissão.

A comissão de resgate, pode prender o cliente ao fundo mas não deverá ser um problema acrescido, pois, regra geral, esta está condicionada ao prazo mínimo recomendável de permanência no fundo. Por exemplo, fundo de tesouraria, regra geral não possuem comissão de resgate devido à liquidez dos ativos permitindo que o participante saia do fundo a qualquer momento. Já os fundos de ações é comum existir comissão de resgate até pelo menos ao 5 ano, sendo que a entidade gestora do fundo acredita que o prazo de 5 anos será exemplificativo de uma rentabilidade positiva. Caso o participante do fundo pretenda sair do fundo poderá ter que suportar um encargo significativo e ser penalizado não só na potencial rentabilidade como também no capital investido.

4ª Dica Importante – O Prazo Influencia a Decisão

Definitivamente os fundos de investimento procuram investidores que tenham consciência dos riscos que pretendem correr e durante quanto tempo estão dispostos a correr esses riscos. Definitivamente, é aceitável que fundos de investimento que investem e ativos de maior risco, como por exemplo, ações, solicitem ao investidores prazos de investimento superiores a 5 anos.

Se não consegue lidar com a volatilidade do fundo de investimento então não deverá procurar fundos que possuem prazos longos recomendados. Deve assim procurar fundos que lhe permitam sair a qualquer momento.

Todavia, seria o ideal existir um fundo de investimento que possuísse potencial de rentabilidade elevada no curto prazo e ainda permitisse que os investidores entrassem e saíssem do fundo sempre que desejassem.

Infelizmente não conheço nenhum fundo assim, todos eles merecem acompanhamento e analise de diversos parâmetros, tais como os anunciados nas dicas anteriores.

5º Dica Extra – Importância da Diversificação

A própria palavra diversificação responde e esclarece sobre o que se pretende. Pois é claro que um carteira diversificada de fundos de investimento permite rentabilidades médias positivas, como por exemplo, possuir todo o montante de investimento dividido por fundos de maior risco e menor risco.

A diversificação deverá ser composta consoante o seu perfil de risco. Se não está disposto a correr riscos acrescidos, então deverá investir grande parte do capital em fundos de menor risco e um pequena parte em fundos de maior risco. Já se preferir maiores rentabilidades, diversifique consoante o risco que está disposto a correr, investindo a maior parte do capital em fundos de investimento de maior risco.

É óbvio que é difícil para o investidor encontrar os fundos de investimento certos para uma carteira diversificada, pois a oferta de fundos de investimento é imensa e de certa forma complexa. Devido a esta complexidade é sempre vantajoso entregar essa tarefa a empresas gestoras de ativos, que procuram a todo o momento criar rentabilidades positivas nas carteiras dos seus clientes nos mais diversos fundos de investimento existentes.

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