Crédito – O que é e Para que Serve

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A palavra Crédito pode ter diferentes significados ou interpretações. Dizer que uma pessoa é digna de crédito é o mesmo dizer que confiamos nela. Aplicado ao setor financeiro, estamos a falar do crédito bancário que mais não é do que uma relação contratual entre duas partes:

  • Banco ou instituição financeira;
  • Cliente.

Pedir um crédito mais não é do que pedir dinheiro emprestado, antecipando o consumo do futuro para o presente (por contraponto, a poupança é adiar o consumo do presente para o futuro). Para podermos antecipar o consumo é necessário compensar o banco que nos empresta, em forma de juro. A compensação é devida porque:

  • Em vez de emprestar o banco pode investir o dinheiro e obter uma remuneração;
  • Há risco do cliente não devolver o dinheiro, pelo que o banco se quer proteger. Quanto maior for o risco maior será a taxa de juro do empréstimo

O Crédito é Mau?

Visto desta forma, o crédito nem é bom nem é mau mas é antes uma ferramenta ao dispor das pessoas e das empresas para satisfazer determinada necessidade. Daqui advém que o que torna o crédito bom ou mau é a utilização que a pessoa ou a empresa faz dele:

  • Crédito Bom – Um empréstimo que permite reduzir um conjunto de encargos ou satisfazer uma necessidade básica, adaptando o valor da prestação ao orçamento familiar;
  • Crédito Mau – Um empréstimo para a satisfação de uma necessidade menos básica (ou mesmo para compra de algo superficial) e cuja prestação não está adequada ao orçamento familiar (taxa de esforço elevada).

Quais as Vantagens de Pedir Crédito

Quem pede dinheiro emprestado está a procurar satisfazer uma necessidade, seja essencial ou seja superficial. Assim, podemos destacar um conjunto de vantagens do crédito:

  • Antecipar a satisfação de uma necessidade;
  • Realização de investimentos criadores de valor;
  • Satisfação de emergências (como despesas de saúde, por exemplo).

O Crédito Tem Desvantagens Que Podem Ser Perigosas

Apesar das vantagens enunciadas, o recurso ao crédito tem também alguns riscos e/ou inconvenientes:

  • Obrigatoriedade do pagamento de juros;
  • Regras muito restritivas com penalizações graves por incumprimento;
  • Potenciação de riscos e de descontrolo financeiro.

o Doutor Finanças ajuda os seus clientes a poupar dinheiro com os créditos. Seja a fazer um crédito consolidado (reduzir as prestações através da redução da taxa de juro) ou a reduzir as taxas de juro de um novo crédito. Neste processo, alertamos que o recurso ao crédito deve ser muito ponderado para evitar estar a entrar em situações de fragilidade/perigo financeiro. Nunca faça um crédito se desconfiar que não o conseguirá pagar.

Já teve uma má experiência com o crédito? Teve dificuldades em pagar as suas prestações? Partilhe connosco a sua experiência.

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Iniciou a sua carreira no setor financeiro onde desempenhou funções de analista de ações e gestor de fundos de investimento. Especialização em mercados e ativos financeiros no ISCTE e uma pós-graduação em Análise Financeira no ISEG, curso que lhe conferiu o Certificado Europeu de Analista Financeiro. Fundou a Escola de Finanças Pessoais – sendo co-autor de seis livros nesta temática (Manual das Finanças Pessoais, Manual da Poupança, Como Acabar com as Dívidas Pessoais e Familiares, O meu primeiro livro de Finanças Pessoais e Como ensinar o meu filho a poupar, Viva uma Reforma Feliz). Através da Escola de Finanças Pessoais já formou mais de 5.000 colaboradores de empresas nacionais e internacionais. Tendo sido Diretor-Comercial na DignusCapital, decide criar o seu projeto próprio na área da renegociação e intermediação de crédito, fundando a Reorganiza, empresa onde trabalha atualmente.