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Queremos dedicar um artigo aos Exchange Traded Funds (ETFs), ou em português, fundos de investimento transaccionados em bolsa, pois acreditamos serem uma classe de activos muito pouco conhecida e com grande potencial de criação de valor para o cliente.

Aliás, sabemos bem os motivos pelos quais estes fundos não são conhecidos no mercado: são uma concorrência directa e muito poderosa face aos fundos de investimento disponibilizados pelas várias casas de gestão.

O que são ETFs?

Os ETF são fundos de gestão passiva, que se destinam a replicar um índice, procurando obter um desempenho muito próximo do índice. Com a maior sofisticação por parte dos clientes, foram surgindo vários tipos de ETFs, que investem em estratégias tão diferentes como posições longas ou curtas no mercado, alavancagem, compra de activos alternativos como matérias-primas, entre outros.

O que são fundos de investimento?

Os fundos de investimento convencionais são considerados fundos de gestão ativa. Pretendem, através do recurso a equipas de gestores profissionais, obter desempenhos superiores aqueles dos índices que pretendem replicar. Também existem variadas classes de investimento, como ações, obrigações, matérias-primas, hedge funds… enfim, a evolução tem sido grande.

Somos algo cépticos em relação à gestão ativa em algumas classes de ativos, uma vez que é um jogo que está perdido à partida. No entanto, bons fundos que combinam diferentes classes de ativos podem ser interessantes numa estratégia de investimento de longo prazo, como sejam o caso de alguns Planos Poupança Reforma disponíveis no mercado.

Diferenças entre ETF e Fundos de Investimento

De seguida apresentaremos algumas das principais diferenças entre estes dois tipos de aplicação financeira. De notar que não existem soluções que sejam melhores para todas as pessoas e inclusivamente podemos combinar diferentes produtos na mesma carteira.

Disparidade de Retornos

Os ETFs cobram comissões de gestão muito reduzidas e efetuam muito poucas transações, fazendo apenas as necessárias para rebalancear a carteira com uma periodicidade predeterminada. Assim, podemos dizer que a taxa global de custos poderá rondar entre os 0,1%-1%.

Os fundos de investimento convencionais, por seu turno, cobram um conjunto elevado de comissões podendo atingir taxas globais de custos entre 2%-5%. Uma grande diferença que, a prazo, têm um grande impacto em qualquer estratégia de investimento.

Movimentação/Liquidez

Os ETFs, sendo transacionados em bolsa, podem ser comprados e vendidos instantaneamente, sendo que os fundos convencionais têm ordens diferidas no tempo, querendo isto dizer que o cliente dá a ordem num dia, a um preço desconhecido, e a liquidação acontece até cinco dias depois.

E esta diferença poderá representar uma grande desvantagem para os fundos de investimento convencionais, dado que pode implicar na perda de grandes oportunidades de investimento, ou desinvestimento.

ETF ou Fundo de Investimento?

Os ETFs representam uma boa alternativa de investimento, para quem tem estratégias de investimento mais estáveis e consistentes no tempo, dado que a grande vantagem (comissionamento) só começa a fazer realmente a diferença ao fim de algum tempo (digamos 2 anos, dependendo do montante).

Caso prefira seguir uma estratégia de reforços continuados da sua carteira com alterações regulares à sua composição, poderá utilizar os dois tipos de instrumentos em simultâneo, procurando aproveitar o que ambos têm de bom.

Somos adeptos de estratégias de investimento mais estáveis, porque acreditamos que são uma melhor forma de obter bons níveis de rendimento, dados os conhecimentos financeiros da generalidade da população. Assim, acreditamos muito nos ETFs e sabemos que deveriam ser uma classe de ativos com maior peso na carteira e estratégias de investimento dos investidores. Aliás, o desconhecimento das características destes produtos faz com que se considerem produtos mais arriscados do que os fundos de investimento, o que não é, de todo, verdadeiro.

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