Incumprimento De Crédito Volta A Aumentar

0
231
Incumprimento

A economia está a crescer e a surpreender. Mas este crescimento tem alicerces muito frágeis porque tem vindo a ser suportado, em parte, pela queda da poupança (que está em mínimos históricos) e em parte pelo regresso do endividamento (que cresce de forma preocupante).

A Crise Está A Ser Esquecida

Aparentemente a crise já passou há muito na mente das pessoas, que procuram recuperar alguma da qualidade de vida e do conforto que perderam, mesmo que para tal se comprometa o futuro e nos exponhamos a riscos de reincidência de problemas vários.

Esta semana ficámos a conhecer outro dado que é revelador dos perigos ao virar da esquina. O incumprimento de contratos de crédito voltou a crescer. E voltou a crescer em parte porque nos últimos anos foram utilizadas estratégias de redução de prestações muito assentes em cuidados paliativos.

Os Períodos De Carência Podem Ser Perigosos

Por exemplo, a atribuição de períodos de carência em contratos de crédito deve ser vista como uma solução transitória e pontual que permita às famílias ajustar os seus orçamentos e cortar custos. Traz consigo a tentação da imobilidade pelo conforto transitório que transmite. Um conforto que acaba. E que acabou para muitas famílias.

Os problemas financeiros devem ser resolvidos pela raiz. Para reduzir de forma estrutural os custos financeiros devemos negociar todos os contratos, cortar custos e encontrar uma harmonia entre as prestações e os orçamentos, tendo em mente que não podemos comprometer o futuro com soluções de curto prazo. Mas isto apenas é possível com uma visão de longo prazo e com aconselhamento de qualidade. Não será por acaso que as imparidades dos bancos foram tão penalizadoras nos últimos anos.

Nota: Artigo adaptado de crónica no Jornal Destak

Avalie este artigo
COMPARTILHAR
Artigo anteriorQuanto Cobra O Seu banco?
Próximo artigoImposto de Selo – O Que é?
Iniciou a sua carreira no setor financeiro onde desempenhou funções de analista de ações e gestor de fundos de investimento. Especialização em mercados e ativos financeiros no ISCTE e uma pós-graduação em Análise Financeira no ISEG, curso que lhe conferiu o Certificado Europeu de Analista Financeiro. Fundou a Escola de Finanças Pessoais – sendo co-autor de seis livros nesta temática (Manual das Finanças Pessoais, Manual da Poupança, Como Acabar com as Dívidas Pessoais e Familiares, O meu primeiro livro de Finanças Pessoais e Como ensinar o meu filho a poupar, Viva uma Reforma Feliz). Através da Escola de Finanças Pessoais já formou mais de 5.000 colaboradores de empresas nacionais e internacionais. Tendo sido Diretor-Comercial na DignusCapital, decide criar o seu projeto próprio na área da renegociação e intermediação de crédito, fundando a Reorganiza, empresa onde trabalha atualmente.