Investir dinheiro – A evolução dos meus investimentos

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Investimentos

Como prometido, apresento de seguida a evolução da minha carteira de investimentos em algumas das principais ferramentas de investimento Fintech. Quem tem lido os meus posts tem percebido que tenho vindo a ganhar mais familiaridade com estes temas o que me deixa mais confortável em aumentar os meus investimentos.

Raize – Reduzi a Carteira

Investir pela Raize tem sido uma boa experiência, que me tem dado taxas de retorno na ordem dos 7%. No entanto, esta plataforma tem tido uma grande dificuldade em atrair novos empréstimos o que faz com que uma parte importante da minha carteira tenha ficado parada. Nos últimos tempos vendi alguns empréstimos que tinham taxas baixas o que me libertou liquidez para investir noutros lados. Vou continuar a investir mas se o dinheiro continuar a ficar parado vou retirando o dinheiro.

Pela positiva, destaco a redução dos empréstimos em incumprimento. Pela negativa destaco a dificuldade em reinvestir o meu dinheiro e a informação menos rigorosa sobre a minha taxa de retorno (só mostra o retorno médio dos meus empréstimos e não considera o dinheiro que está parado e os incumprimentos).

Mintos – Retorno de 11.67%

No primeiro artigo mostrei a minha experiência com a abertura da conta e todo o processo. Depois das férias decidi aumentar a minha carteira de investimentos. Transferi algum dinheiro e foi muito fácil investir o dinheiro. Não faltavam empréstimos ao meu dispor e pude escolher os que mais gostava (até tinha empréstimos para compra de habitação). Só investi em empréstimos com garantia de pagamento dos bancos e instituições financeiras que emprestam o dinheiro (de notar que todas estas empresas mantêm uma percentagem do empréstimo original, o que acaba por alinhar os interesses).

Tenho atualmente algumas dezenas de empréstimos de montantes muito baixos e a taxa média está perto de 12%. Vou aguardar mais algum tempo para perceber como são é a comunicação por parte desta plataforma. Por exemplo, não gosto de ainda não ter encontrado uma APP para controlar melhor o investimento, mas o Desktop tem funcionado.

Twino – Retorno de 9%

Sou fã da TWINO e a minha carteira tem tido um ótimo desempenho. Como o seu modelo de empréstimos é diferente da Mintos e da ViaInvest, a taxa de retorno é um pouco mais baixa. No entanto, a taxa média dos meus empréstimos é próxima de 11%. A diferença entre os 11% e os 9% que refiro mais acima prende-se com o facto do dinheiro não estar sempre investido. Ou seja, aqueles dias em que o dinheiro não está investido provocam uma redução da taxa de retorno (aquilo que critiquei acima na Raize).

De notar que a minha estratégia é baseada na diversificação do risco em muitos empréstimos, em várias plataformas e também focada toda em empréstimos com garantia. Tentei 2 empréstimos sem garantia na TWINO (com taxas de 35% ou algo parecido) e perdi o dinheiro. São empréstimos muito arriscado, o que justifica a elevada taxa de juro.

ViaInvest e DoFinance

O meu próximo investimento será na ViaInveste e na DoFinance. Irei transferir montantes baixos, diversificar os meus riscos por mais duas plataformas e ver o que o tempo pode fazer pelas minhas finanças. De notar que todas estas plataformas permitem o investimento em diferentes tipos de empréstimos, sendo que as taxas mais elevadas se encontram nos empréstimos ao consumo. Se alguém tiver experiência nestas plataformas por favor partilhe.

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João Morais Barbosa
Iniciou a sua carreira no setor financeiro onde desempenhou funções de analista de ações e gestor de fundos de investimento. Especialização em mercados e ativos financeiros no ISCTE e uma pós-graduação em Análise Financeira no ISEG, curso que lhe conferiu o Certificado Europeu de Analista Financeiro. Fundou a Escola de Finanças Pessoais – sendo co-autor de seis livros nesta temática (Manual das Finanças Pessoais, Manual da Poupança, Como Acabar com as Dívidas Pessoais e Familiares, O meu primeiro livro de Finanças Pessoais e Como ensinar o meu filho a poupar, Viva uma Reforma Feliz). Através da Escola de Finanças Pessoais já formou mais de 5.000 colaboradores de empresas nacionais e internacionais. Tendo sido Diretor-Comercial na DignusCapital, decide criar o seu projeto próprio na área da renegociação e intermediação de crédito, fundando a Reorganiza, empresa onde trabalha atualmente.

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