Porque É Que O Défice É Mau?

0
83
Défice

Devem ser poucas as pessoas que nunca ouviram falar no défice do orçamento de Estado. O défice tem dominado o país nos últimos anos mas talvez seja importante clarificar por que motivo é um tema tão importante.

O Que É O Défice Orçamental?

Na realidade, o saldo orçamental é a diferença entre o que o estado recebe em impostos e aquilo que paga. Se as receitas são maiores do que as despesas temos um superavit e se são inferiores temos um défice.

Défice Orçamental – Acontece quando as despesas do Estado são superiores à receita do Estado num determinado ano.

O problema é que ter um défice quer dizer que vamos ter de nos endividar (ou mandar despesas para pagamento em anos posteriores, como as célebres PPP). E se nos endividamos pagamos juros, o que obriga a que no futuro tenhamos de cortar mais na despesa ou subir ainda mais os impostos.

Portugal Tem Vindo a Acumular Muita Dívida

Nas últimas décadas o país tem vindo a acumular dívida (resultante do défice) e os juros aumentam consideravelmente. Isto apesar de todos os anos aumentar a carga de impostos (diretos e indiretos). Em última análise, a despesa não para de subir, e ficamos alegres quando o défice em vez de ser de 3% é apenas de 2.4%. Como se isso fosse extraordinário.

Para materializarmos mais este assunto, imaginemos uma família. Se tiver uma gestão irresponsável (por exemplo, gastar demasiado para agradar aos seus filhos), o pai terá de cortar depois na despesa ou terá de trabalhar mais. Endivida-se enquanto puder e quando nenhum banco dá mais crédito… considera o banco o aldrabão, o gestor de conta o desonesto e nunca se questiona se não deveria ter um comportamento mais responsável.

O Que Concluir?

Não será o défice das famílias resultado do défice do estado? Ou será o contrário? Os dados mais recentes mostram-nos que o endividamento está em valores máximos de 2008. E agora temos de nos questionar se esse é o caminho mais correto. Se não devemos cortar custos para poupar dinheiro. Se não devemos parar de contrair novo crédito. Se não será recomendável consolidar créditos ou transferir o seu crédito habitação para poupar dinheiro. O que acha?

Nota: Adaptado de crónica no jornal Destak

Avalie este artigo
COMPARTILHAR
Artigo anteriorPorque Não Fazemos Mais Seguros?
Próximo artigoNovas medidas para o arrendamento
Iniciou a sua carreira no setor financeiro onde desempenhou funções de analista de ações e gestor de fundos de investimento. Especialização em mercados e ativos financeiros no ISCTE e uma pós-graduação em Análise Financeira no ISEG, curso que lhe conferiu o Certificado Europeu de Analista Financeiro. Fundou a Escola de Finanças Pessoais – sendo co-autor de seis livros nesta temática (Manual das Finanças Pessoais, Manual da Poupança, Como Acabar com as Dívidas Pessoais e Familiares, O meu primeiro livro de Finanças Pessoais e Como ensinar o meu filho a poupar, Viva uma Reforma Feliz). Através da Escola de Finanças Pessoais já formou mais de 5.000 colaboradores de empresas nacionais e internacionais. Tendo sido Diretor-Comercial na DignusCapital, decide criar o seu projeto próprio na área da renegociação e intermediação de crédito, fundando a Reorganiza, empresa onde trabalha atualmente.

DEIXE UMA RESPOSTA

*

code