Sabe o que é o BCE, SEBC e EUROSISTEMA?

0
29

Parte do que complica a compreensão da informação a que somos expostos todos os dias é a iliteracia e o parco esclarecimento de determinados conceitos. Existem demasiadas siglas, com explicações difíceis para um sistema, já por si só, bastante complexo.

Contudo, é possível descomplicar alguns termos de forma a que todos entendam.
Porque é que tudo isto é importante? Para que na hora de decidirmos questões importantes o façamos com consciência, sabermos como é utilizado o euro, o que estamos a apoiar, de que forma o estamos a fazer e que peso têm as nossas decisões individual e coletivamente. Sendo, em último caso, uma forma de compreendermos outras leituras.

SIMPLIFICAR E ORDENAR CONCEITOS

De forma a que consigamos distinguir o Sistema Europeu de Bancos Centrais [SEBC] do Eurosistema é necessário consultar o Mapa da Europa e perceber o seguinte:

. Os estados-membros que utilizam o euro estão identificados a azul escuro.
. Os estados-membros que não utilizam o euro estão identificados a azul claro.

Podemos então concluir que, enquanto houver países da união europeia que não tenham aderido à moeda única, haverá a necessidade de criar sistemas distintos, cada um com as suas funções. A saber:

EUROSISTEMA – Abrange o Banco Central Europeu [BCE] e os Bancos Centrais Nacionais [BCN] dos estados-membros que utilizam o euro, ou seja, adotaram a moeda única. Juntos definem e executam a política monetária única, realizam operações cambiais, emitem notas de euro, entre várias outras funções.

SEBC – O sistema europeu de bancos centrais abrange o Banco Central Europeu [BCE] e os Bancos Centrais Nacionais [BCN] de todos os estados-membros da União Europeia [UE] independentemente de utilizarem ou não o euro.

Área Euro – São todos os Estados-Membros da UE cuja moeda é o euro.

Agora que já compreendemos o porquê da existência destes dois sistemas, podemos começar a desconstruir estas siglas que são mencionadas diariamente na comunicação social.

BCE – O Banco Central Europeu é o responsável pela supervisão das instituições de crédito dos Estados-Membros quer pertençam, ou não, à área do euro. Contribui para a segurança e solidez do sistema bancário e estabilidade do sistema financeiro da UE e de cada Estado-Membro. As suas funções são estabelecer e aplicar política monetária da comunidade, conduzir operações cambiais, entre várias outras e é pela sua complexidade que se divide em é 4 órgãos: Conselho do BCE; Comissão Executiva; Conselho Geral e Conselho de Supervisão.

BCN – Os Bancos Centrais Nacionais são os bancos principais de cada estado-membro e são entidades que cuja função é gerir, supervisionar e regular a política económica do seu país. No nosso país é o Banco de Portugal que o faz, uma vez que é o banco central da República Portuguesa e é parte integrante do SEBC, estando sujeito às orientações e instruções do BCE. Compete-lhe autorizar e fiscalizar os pagamentos externos que careçam dessa autorização e definir os princípios reguladores das operações sobre a moeda estrangeira.

SEPA – A Single Euro Payments Area é a área única de pagamentos de retalho na Europa. Tem como objetivo permitir que os clientes bancários possam realizar pagamentos eletrónicos em euros entre países SEPA, com a mesma facilidade e segurança com que fazem no seu próprio país e pelos mesmos preços das transferências domésticas, ou seja, gratuitas na maioria dos casos.

Como foi referido anteriormente, este é um sistema muito complexo, dividido em sistemas, órgãos de decisão, serviços, regras e políticas. Para aprofundar esta matéria será sempre necessário um estudo mais completo, no entanto, desconstruindo estas siglas irá certamente compreender melhor alguns temas da atualidade, estará mais informado e, quem sabe, ver crescer o seu interesse por este tipo de temas.

 

Prefere ouvir falar sobre isto? Assista a este vídeo que explica alguns destes conceitos em 3 minutos: https://bit.ly/2LdNv1v

Avalie este artigo
COMPARTILHAR
Artigo anteriorQuem ensina quem?
Próximo artigoOnde vamos parar todos?
Leonor Canelas
Licenciei-me em Design numa vertente mais industrial, de equipamento e inclusão. No entanto, arrisquei trabalhar em várias áreas, desde vendas a guia turística, com o intuito de descobrir a minha verdadeira vocação. Em 2016 dou os primeiros passos no mundo financeiro onde recebi a formação necessária que me permitiu seguir mediação de crédito, pois é nesta combinação de uma função mais técnica com a possibilidade de ajudar pessoas que enquadro o meu propósito. Formações e vocações à parte, a vertente criativa está muito intrínseca na minha vida, entre o desenho, música, escrita, desporto e viagens. Acredito que é possível aprendermos tudo o que quisermos e que devemos fazê-lo caso faça sentido para a nossa vida e nosso próprio proveito. Considero que a realidade actual do mundo pede que sejamos versáteis nas nossas capacidades profissionais e é nesta lógica que me posiciono.

Deixe um comentário

avatar
  subscrever  
Notificação de