Marie Kondo: 8 lições financeiras que podemos aprender com o fenómeno japonês (parte 2)

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Marie Kondo

Este artigo é a continuação da primeira parte em que listamos algumas das lições que retiramos da série “Tidying up with Marie Kondo”, da Netflix, o fenómeno japonês de arrumação. Verá que a maioria dos ensinamentos de Marie Kondo (o método KonMari) poderão ser aplicados também à sua vida financeira.

5. Trace um plano concreto

Agora que já localizou aquilo que está a mais na sua vida financeira (mensalidades de serviços dos quais não usufrui ou contas bancárias com despesas de manutenção elevadas, por exemplo), chegou a altura de traçar o seu plano.

Plano de ação:

  • Conte os seus cartões de crédito: quanto paga de anuidade por cada um deles? Tem dívidas pendentes de quantos?
  • Tem outros créditos? Créditos pessoais, crédito automóvel? Experimente simplificar ao juntá-los todos num só crédito, de mensalidade mais baixa e paga apenas uma vez por mês.
  • Crie um orçamento mensal tendo em conta as descobertas financeiras que fez recentemente.

Estas não são as únicas coisas que pode fazer pelas suas finanças, mas são bons pontos de partida para equilibrar a sua vida financeira. Menos é mais na arrumação tanto na arrumação da casa como na da carteira.

6. Otimize o seu dinheiro

Quando arrumamos a nossa casa a fundo, queremos que tudo fique com melhor aspeto, mas também prático e funcional. E assim deve ser também com as finanças.

Plano de ação: “Arrume” o seu dinheiro da forma que melhor servir os seus objetivos. Se um deles passa por poupar dinheiro, considere criar uma poupança automática, que retire mensalmente da sua conta um montante por si determinado para a sua conta-poupança.

No espectro oposto da poupança, para o dinheiro que está a pensar gastar, faça o esforço de andar apenas com um cartão na carteira, de preferência o da sua conta corrente, evitando recorrer ao cartão de crédito em compras por impulso.

7. Crie novas rotinas de organização financeira

Se não estiver habituado a olhar frequentemente para os seus extratos, tente criar este hábito, utilizando as aplicações de finanças pessoais que mencionámos na parte 1 deste artigo. Da mesma forma que fazemos um raio-x ou uma ecografia para sabermos o que se passa dentro do nosso corpo, podemos fazê-lo com as nossas finanças. E nem precisamos de ajuda profissional!

Plano de ação: automatize ao máximo esta tarefa com a ajuda da sua aplicação de eleição e verá que esta tarefa não lhe vai tomar muito tempo nem trabalho e poderá melhorar significativamente a sua relação com o seu dinheiro.

8. Troque culpa por gratidão

Ainda que sejam as compras por impulso e as despesas não essenciais a ter mais potencial de fazer o seu orçamento descarrilar, há uma coisa que deve aprender: sentir gratidão em vez de culpa. O objetivo do equilíbrio financeiro não é que rejeite todas as compras que não sejam uma questão de vida ou de sobrevivência. A vida é mais que sobreviver. Todos devemos ter os nossos momentos de lazer e de prazer na vida.

Plano de ação: A maior lição que poderá retirar destas ficas é que deve gastar dinheiro, sim, mas de forma consciente. Não gaste em coisas que não lhe trarão felicidade e faça o exercício de dialogar consigo próprio antes de comprar: “vou usar isto muitas vezes?”, “preciso ou quero realmente isto?”

Uma forma de ver estas questões naturalmente respondidas é resistir à compra imediata e, caso continue com o pensamento naquilo que não comprou, o desejo é real. Ainda assim, nada o impede de procurar online por alternativas mais em conta ou em segunda mão!

Faça boas escolhas, poupe, mas não deixe de investir em si. O equilíbrio (financeiro) é isto.

“Mantenha apenas as coisas que falam ao seu coração. Depois, dê o salto e descarte o resto. Ao fazê-lo, poderá redefinir a sua vida e embarcar num novo estilo de vida.”

– Marie Kondo

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