Onde pára o meu dinheiro?

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Onde pára o meu dinheiro?

3 min Partilhar 11 de Outubro, 2016

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Onde pára o meu dinheiro

A relação com o dinheiro é complexa e muitas vezes deixamos que seja o dinheiro a tomar conta da nossa vida, quando deveria ser o contrário. Saber onde pára o nosso dinheiro é essencial para ter uma vida financeira saudável. Não é preciso ganhar muito para sermos financeira saudáveis. Há muitas pessoas, que mesmo ganhando muito dinheiro, estão doentes financeiramente. Pelo contrário, há muitas pessoas que recebem valores próximo do Salário Mínimo e têm umas finanças com saúde de ferro!

O dinheiro não se evapora!

Há uma expressão muito típica, sobretudo na parte final do mês, que é “não sei o que fiz ao meu dinheiro! Parece que se evaporou”. Ora, como é óbvio, o dinheiro não tem propriedades mágicas que possa desaparecer, evaporar-se. O que acontece é que a grande maioria dos portugueses não sabe onde foi parar o dinheiro. E porquê? Porque não fazem Orçamento Familiar!

Um Orçamento Para Poupar Dinheiro

Quando pensamos na palavra “orçamento” associamos a algo de muito complexo e aborrecido, mas não tem de ser assim. Fazer um orçamento familiar não é complexo como o Orçamento de Estado, nem da empresa onde trabalhamos. Todos somos chamados a gerir as nossas finanças domésticas com recurso a este instrumento poderoso.

Antes de dizer que não consegue poupar, questione-se se faz um verdadeiro orçamento familiar. É que se não faz orçamento familiar, será muito difícil entrar na cultura da poupança. E mais uma vez, não se refugie em expressões como “só os ricos é que conseguem poupar”. Os dados da poupança das famílias portuguesas não demonstram isso. Um verdadeiro orçamento familiar não pode ser um mero controlo dos gastos e uma atenção diária ao saldo da Conta à Ordem.

Um Orçamento Familiar é um documento por escrito, que começa a ser elaborado com base nas receitas (o dinheiro que entra em nossa casa), sejam elas expressivas (ordenado) ou quase residuais (abono). Só após a consideração das receitas é que podemos olhar para as despesas mensais. Não podemos deixar um cêntimo de fora, pois é aqui que pode estar a diferença entre conseguir poupar ou não.

Alguém que escreva no orçamento que gastou 200€ em alimentação é porque, provavelmente, está a desconsiderar alguma coisa. Quem faz um bom Orçamento Familiar saberá que gastou de alimentação, por exemplo, 215,68€ e não os 200€ referidos acima. Já reparou que mais 15€/mês, ou menos 15€/mês, são 180€/ano e esse valor faz diferença a muita gente!

Mudar de Paradigma

A palavra “paradigma” pode ser utilizada em contextos diferentes e por isso, nem sempre significa o mesmo para todos. O filósofo Thomas Kuhn explica-nos que paradigmas “são modelos, representações e interpretações de mundo universalmente reconhecidas e partilhadas pelos membros de uma comunidade”. Se repararmos bem, o paradigma financeiro em que nos movemos não tem resultado para muitas famílias. Parece que cada vez são mais as famílias que apresentam Insolvência (ficam falidas).

Esta situação leva-nos a refletir na necessidade de haver uma mudança de paradigma. Fazer igual ao que sempre foi feito não resulta. Uma boa imagem é a da corrida dos hámsteres que estão numa roda a cansarem-se a correr, mas quando param estão exatamente no mesmo lugar onde partiram. Para o hámster avançar terá de sair da roda. Tem de fazer diferente.

A necessidade de mudança começa em nós. Não podemos estar à espera que alguma intervenção exterior altere as nossas circunstâncias. Somos nós os primeiros responsáveis pela nossa vida.

É preciso de ajuda?

Este caminho nem sempre é fácil. Sobretudo se o quisermos fazer sozinhos. Na Reorganiza temos acompanhado milhares de famílias neste caminho de sair da roda e começar a fazer diferente. Reorganizámos a vida financeira através da renegociação dos créditos, transferências ou consolidação dos mesmos. É uma enorme alegria poder ver tantos clientes satisfeitos com o nosso trabalho que procuramos que seja de “Fazer o bem, bem feito”.



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