Quem ensina quem?

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A maioria das famílias está em época de “regresso às aulas”. Esta altura do ano é extremamente apetecível às lojas e aos bancos, uma vez que é sinónimo de gastos extraordinários. Embora sendo um gasto extraordinário, não podemos dizer que seja inesperado. Assim, porquê o espanto?

Porque não nos acautelamos?

Ou seja, as famílias podem preparar-se com tempo. No entanto, as estatísticas demonstram que o recurso ao crédito é uma realidade para uma percentagem significativa dos portugueses. Em vez de nos acautelarmos, e fazermos a poupança nos meses anteriores que nos permitisse enfrentar estes gastos com liquidez, acabamos por entrar no mês de setembro com as contas bancárias comprometidas pelos excessos do verão. Desta forma, a solução passa muitas vezes pelo cartão de crédito ou por alguma campanha de financiamento.

O ano escolar termina e ainda estamos a pagar as prestações dessa opção. Se já não vamos a tempo de ir pela via da prevenção, então sejamos ainda mais rigorosos no que podemos gastar com os nossos filhos. Não são eles quem ensina os pais sobre o que é essencial. A mochila, o estojo, a máquina de calcular, entre outros, podem ser essenciais, mas dentro do leque de opções há uns formatos mais dispensáveis do que outros.

Temos de ter critérios rigorosos para cortar custos

Quem define o que podemos comprar não é o desejo do nosso filho. Por muito que seja louvável querer dar o melhor aos filhos, somos nós que temos de marcar os limites. E o critério para esse limite é o próprio, não é o vizinho. Isto é, mesmo que os amigos dos nossos filhos tenham aquela mochila especial que vem com o skate ou outro adereço, nós temos de nos pautar pela nossa realidade. Ter a mesma mochila ano após ano não é vergonha para ninguém. Antes pelo contrário, é um sinal de quem sabe utilizar os bens até ao máximo.

Este é apenas um exemplo de como podemos evitar excessos e que além de nos fazer poupar a carteira, também nos faz poupar o ambiente. Uma gestão otimizada dos bens materiais não é forretice, mas sim um gesto de respeito e conservação pela natureza.

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