Como conseguir viagens de avião baratas (mesmo em época alta)

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Em Portugal viajar está mais barato nos últimos anos, com o incremento do low cost. Mas é preciso saber os truques certos para poupar e chegar às melhores tarifas.

Sabia que fica mais barato uns dias fora do país, mesmo com família, do que, por exemplo, os custos associados a uma quinzena de férias no sul de Portugal em época alta?

Quer viaje regularmente, quer o faça de anos a anos, é bom perceber que consegue fazer algumas viagens ou fins de semana prolongados com um custo igual ou inferior aos seus destinos habituais – lugares de que gosta, mas que já conhece. Actualmente, há também soluções de alojamento e alimentação mais económicas e, no fundo, quem privilegia o conhecimento e o prazer que viajar lhe acrescenta, sabe que para apreciar um sítio novo não precisa de demasiados luxos.

Leia as melhores dicas, quer tenha já marcado as férias todas este ano, quer não. Vão servir-lhe para futuro. Atreva-se a desafiar ideias fixas que já não se aplicam ao mercado actual e veja a viagem com novos olhos.

Seja duro na pesquisa: Uma boa de dose de paciência ajuda em tudo. Mantenha a regularidade e a persistência na pesquisa. Não desista à primeira e tenha sempre a sua meta no pensamento. Faça os esforços que forem precisos para poupar: sabemos que há sempre outras prioridades e, assim sendo, nunca vai decidir-se. Imagine uma periodicidade razoável de viagens para si: mesmo que seja rara, ir é o que importa.

Flexibilize datas e horários: As tarifas e taxas diminuem claramente se puder viajar a uma 3ª ou 4ª e se puder regressar numa 2ª ou se conseguir viajar durante a madrugada e há muitos estudos do sector que o confirmam. Mesmo que chegue ao destino e tenha de descansar um pouco, a poupança pode valer a pena. Verifique também se não é época alta na região que pretende visitar, seja época de férias ou de festividades locais ou religiosas.

Evite época alta e feriados: se puder contornar as datas em que todos querem ir, melhor. Na verdade, para conhecer determinadas zonas ou cidades, não precisa de 30 graus à sombra. Se tiver de levar crianças, até determinada idade, e em alguns períodos lectivos, 2 dias fora da escola não serão um problema.

Verifique preços de madrugada e fim de semana: é verdade que depois da meia noite e ao fim de semana as tarifas são mais baratas. Obedecem à lei da oferta e da procura e portanto baixam quando a maioria dorme ou se diverte.

Compre voo + hotel e poupe: é um facto que pelo negócio em escala, os motores de busca e as agências que oferecem pacotes, podem poupar-lhe dinheiro. Seja como for, estude sempre preços com e sem pacote.

Antecedência é relativa: a melhor altura para procurar voos será sensivelmente a partir das 15 horas de uma terça-feira. É nessa altura que as companhias lançam descontos de última hora para preencher a lotação dos aviões do fim de semana seguinte. Noutra perspectiva está a compra com distância de 3 meses, indicada também como vantajosa. No entanto, estudos recentes no sector indicam que o ideal é que a compra seja feita à terça-feira e, de preferência, três semanas antes da data prevista para a viagem. Comprar um bilhete com muita antecedência oferece mais opções mas pode sair mais caro e fazer a compra nos dias imediatamente antes da viagem pode significar um desconto de última hora ou, pelo contrário, um preço inflaccionado. No meio é que está a virtude.

Não espere pela promoção: promoções e voos last minute não existem sempre e implicam uma disponibilidade e flexibilidade que pouca gente tem. Se o seu grau de interesse é muito alto, é melhor jogar pelo seguro e comprar quando a tarifa está mais baixa.

Procure em vários motores de busca e aeroportos: nem todos os motores de busca lhe vão conseguir os mesmos resultados. Tente os nacionais e os internacionais, sem nunca esquecer o site da companhia aérea, porque pode conseguir melhor do que nos motores. Com os aeroportos é parecido. Aeroportos junto à mesma região/cidade podem fazer variar o preço da viagem. E habitualmente as opções de transporte dali para os centros estão asseguradas. Ainda sobre aeroportos, mas no sentido de fazer escala, lembre-se de que há aeroportos muito centrais que agregam grande quantidade de oferta. Cidades como Londres, Amesterdão ou Paris têm muitos voos e podem ter alguma ligação que lhe interessa para o destino escolhido – tenha paciência para a procurar. Tenha sempre atenção aos tempos de ligação entre voos e número de escalas.

Active os alertas dos sites: como vamos saber se o voo está mais barato, se não pesquisarmos os preços ao longo dos meses? Há vários sites que emitem um alerta quando o preço desce.

Compre com cartão de débito e confira o preço final: algumas companhias (muitas low cost) cobram uma taxa extra se o pagamento for feito com cartão de crédito. Por isso, sempre que possível, faça o pagamento com cartão de débito. Verifique também se o preço do bilhete já inclui as taxas de combustível e aeroporto.

Peça reembolso se as taxas descerem: nem todas as companhias o fazem, mas tente. Para se manter informado, registe-se no site Yapta e receba avisos sobre as flutuações do valor da taxa de aeroporto.

Valorize igualmente tempo e dinheiro: às vezes tem ideia de que vai poupar imenso, quando em 3 dias, vai perder pelo menos 2/3 do primeiro dia para chegar ao destino e no último dia tem de regressar antes do almoço. Será que essa poupança é válida?

Escolha cartões de crédito com milhas: os programas de milhas aéreas associados aos cartões de crédito são uma tendência, até porque é mesmo possível conseguir uma viagem gratuita por essa via. Para além de quem quer adquirir o cartão, pelas vantagens e segurança em viagem que permite, há muitos consumidores que estão obrigados a tê-lo com a domiciliação de um crédito habitação, por exemplo. Estes cartões atribuem uma ou mais milhas por cada euro gasto. Podem ainda dar acesso às zonas de lazer dos aeroportos e a um check-in e embarque mais rápidos. Em Portugal esta solução está em bancos como Novo Banco, Banco Best, Santander Totta, Millennium BCP, Caixa Geral de Depósitos, WiZink ou Bankinter. Os cartões que acumulam mais, como o caso dos do Novo Banco, oferecem duas milhas por cada euro e, portanto, ao fazer uma compra de 300 euros fica com 600 milhas. Mas tem de perceber qual a melhor solução para o seu caso, uma vez que as milhas têm prazo de validade. Para quem viaja pouco, cartões como o da Caixa Geral, por exemplo, podem trazer mais vantagem por terem mais prazo. Depois há milhas por adesão, por permanência e por objectivos de compras. Não é demais lembrar que não deve escolher um cartão de crédito só por isso – veja as condições de anuidade e de TAEG, porque os custos podem ser altos e não compensar. Deve estudar com muita atenção a oferta do mercado mas, neste momento, esta pode ser uma grande vantagem para viajantes.

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