Investir – Como Definir o Retorno a Exigir de um Investimento?

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Investir – Como Definir o Retorno a Exigir de um Investimento?

2 min Partilhar 14 de Outubro, 2015

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Nos últimos anos assistimos em Portugal e no Mundo a diversas situações que nos levaram a concluir que não há muitos investimentos isentos de risco. Várias pessoas foram confrontadas com situações de burla e de fraude que eventualmente poderiam ter sido evitadas se tivesse sido feita uma avaliação correta do risco e do retorno esperado desse investimento. Assim, neste artigo iremos procurar mostrar como definir o retorno que deve exigir para investir num determinado produto financeiro.

 

Mais Retorno Implica Mais Risco

Nos mercados financeiros dizemos que os investidores são racionais e avessos ao risco. Sendo duas premissas que muitas vezes não se verificam não deixam de ser verdadeiras se considerarmos a média dos investidores. E isto significa que:

  1. Queremos minimizar o risco de dois produtos com o mesmo retorno;
  2. Queremos ganhar mais do que ganhar menos.

Infelizmente, muitas vezes esquecemos a relação imediata entre o risco e o retorno. E esquecemo-nos de exigir uma compensação ou um prémio pelo risco acrescido que iremos assumir. Aliás, isto é facilmente visível quando olhamos para os depósitos a prazo e os comparamos com outros produtos como os certificados de aforro. Entrando noutro tipo de produtos, é também visível quando decidimos “investir” em obrigações financeiras de clubes de futebol (que tipicamente estão em “falência técnica”) e não exigimos uma taxa de retorno superior.

Conheça o Mínimo de Retorno a Exigir pelo seu Dinheiro

Existe um mínimo de retorno para exigir pela utilização do nosso dinheiro. E este mínimo é algo objetivo pois existem ativos financeiros que são tipicamente avaliados como “isentos de risco”. Por exemplo, se podemos ganhar perto de 1% ao investir em certificados de aforro por que motivo iremos fazer depósitos a prazo com taxas inferiores?

Falta agora o Prémio de Risco

Depois de conhecido o valor mínimo de retorno, visível nas aplicações financeiras percecionadas como nível de risco mais baixo possível, bastará acrescentar a esta taxa de retorno um prémio que será proporcional ao nível de risco que assumimos. Por exemplo:

  • Investimento em Obrigações de empresas – 2%
  • Investimento em Ações – 5%

Assim, a soma desta taxa de retorno com a taxa de retorno mínima exigida irá permitir ter uma aproximação do mínimo que podemos esperar pelo investimento neste caso em obrigações de empresas ou ações.

Esta discussão pode parecer teórica mas tem uma grande aplicação prática. Obriga-nos a ser exigentes com os nossos gestores de conta e com os produtos que nos são propostos. Nunca se esqueça que o seu gestor de conta está à procura de comissões e de atingir determinados objetivos comerciais pelo que tem de ser o cliente a saber procurar informação, a fazer perguntas e a decidir por aquilo que é melhor para si. Caso contrário, poderemos ter a repetição de situações dramáticas como as vividas nos últimos tempos…

 



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