Certificados de Aforro ou Depósitos a Prazo – O que escolher?

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certificados de aforro

Os certificados de aforro e os depósitos a prazo são dois dos produtos de aforro preferidos dos portugueses, a par dos PPR. Numa altura em que temos de optar, por qual escolher? Qual é que será a alternativa mais interessante? Este artigo procura responder a essas e outras questões.

 

O que são Certificados de Aforro

Os certificados de aforro são títulos de dívida. Através dos certificados de aforro as famílias portuguesas podem emprestar dinheiro ao Estado Português em troca de uma taxa de juro.

O que são Depósitos a Prazo

Os depósitos a prazo também são dívida, através dos quais as pessoas e as empresas se tornam credoras dos bancos, com todos os riscos que estão associados a esse negócio (apesar da existência do Fundo de Garantia de Depósitos).

Os Certificados de Aforro são melhores em TUDO

Comparando um conjunto de características, constatamos que os certificados de aforro são melhores do que os depósitos a prazo em todas essas características:

Taxa de Retorno

O retorno dos certificados de aforro é superior ao retorno proporcionado pela generalidade dos depósitos a prazo (confira aqui as taxas de juro dos melhores depósitos a prazo). Não é superior no caso dos depósitos promocionais que acabam por ser um “engodo” de marketing. Apenas.

Risco

Emprestar dinheiro ao Estado é, tendencialmente, menos arriscado do que emprestar dinheiro aos bancos. É certo que existe um fundo de garantia de depósitos que garante o capital e os juros até €100.000 no caso dos depósitos a prazo. E também é certo que não conhecemos nenhum banco que tenha falido em Portugal nos últimos anos. Mas tal não significa que teoricamente isso não seja possível.

Mínimo de Investimento

É possível investir em certificados de aforro a partir de €100. Para colocar o dinheiro em depósitos a prazo necessita de ter, pelo menos, €500.

Flexibilidade

O prazo mínimo de investimento dos certificados de aforro é de 3 meses. A partir dessa altura poderá desmobilizar o seu capital quando desejar (apesar de poder ter uma penalização de juros do trimestre). Os depósitos a prazo mais interessantes são aqueles com prazos mais alargados mas que, em contrapartida, têm de aguentar o dinheiro investido até ao final de modo a não existir uma penalização total de juros.

Pelo exposto esperemos ter transmitido que os certificados de aforro são sempre mais interessantes do que os depósitos a prazo. Não significa que sejam melhores do que outros produtos financeiros (como os PPR ou os seguros de capitalização). Aliás, todos estes produtos podem existir numa carteira de investimento diversificada. O fundamental a perceber é que não devemos procurar reduzir o risco a zero pois aí a garantia que temos é a de que não vamos ganhar dinheiro.

 

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Marco Batista

Boa tarde. Permita-me dizer que este artigo sobre certificados do tesouro e depósitos a prazo contêm uma incorreção enorme. A incorreção está nesta frase: “Os depósitos a prazo também são títulos de dívida”. Os depósitos a prazo não são títulos de dívida e quem subscreve um depósito a prazo não fica credor de um banco. As obrigações, sim, são títulos de dívida semelhantes as certificados de aforro e quem subscreve obrigações, sim, fica credor do banco.

João Morais Barbosa
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João Morais Barbosa

Muito boa tarde Sr. Marco Batista Antes de mais quero agradecer a amabilidade do seu comentário. Permita-me o esclarecimento: Contrariamente ao que muitas pessoas pensam, os depósitos a prazo são dívida. Ou seja, quem os subscreve está a tornar-se credor do banco. Infelizmente muitas pessoas não têm esta noção. Irão passar a ter com a alteração à legislação que vai possibilitar que os depositantes sejam chamados a perder capital em caso de insolvência de um banco, que se espera venha a entrar em vigor já a partir de Janeiro. De facto, agradecemos a nota que nos permitiu corrigir uma imprecisão.… Read more »