Porque temos de assumir risco com as nossas poupanças?

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assumir risco

Os termos risco e poupança não costumam andar de mãos dadas, pelo menos para uma grande maioria da população portuguesa. É difícil assumirmos a possibilidade de perder algum valor no valor que nos custou tanto a ganhar. Mas esperemos que conclua em breve que se não assumir riscos vai perder dinheiro.

A poupança desvaloriza com o tempo

É fundamental que tenha em coisa que com os atuais níveis de taxas de juro e com o nível de inflação que vivemos, por cada dia que passa estamos a perder dinheiro. Como sabemos, a inflação implica que o nosso dinheiro passe a valer menos, na medida em que vai comprar menos produtos com o mesmo valor. Se o valor das taxas de juro das suas poupanças for inferior ao valor da inflação, irá perder dinheiro sem se dar conta disso.

O risco é uma coisa boa

É verdade. Assumir riscos é bom. O risco é bom e faz muito bem pelas suas poupanças. E o motivo é simples: nenhum doido irá assumir risco se não for compensado por isso. Ou seja, o risco e o retorno andam de mãos dadas, pelo menos em prazos alargados. Logo, se assumir riscos numa estratégia de investimento coerente irá aumentar a probabilidade de aumentar o valor real das suas poupanças. E isso é bom, certo?

O seu PPR deve ter risco

Não gostamos muito de produtos destinados à reforma que não tenham risco associado. E dizemos isso por uma questão conceptual e prática. Se o dinheiro para a reforma irá ser mobilizado dentro de muitos anos, temos tempo para “por o dinheiro a render”. O horizonte de investimento deve andar a par com o nível de risco. Se queremos investir para o curto prazo podemos assumir menos riscos (ou aplicar o dinheiro em produtos como os seguros de capitalização). Se queremos investir para o longo prazo podemos apostar mais no mercado imobiliário ou mesmo em produtos financeiros como os fundos de investimento.

O progresso não se faz sem risco

Uma última verdade… a sociedade nunca progrediu sem pessoas a assumir riscos. Os investidores que assumem riscos aumentam a sua probabilidade de aumentar o valor das suas poupanças. É certo que podem perder dinheiro. É certo que alguns investimentos ditos ruinosos aconteceram nos últimos anos, fruto de muitos fatores que não interessam para o caso. No entanto, uma boa estratégia de investimento aumenta a probabilidade de sucesso. Investir não é jogar.

Por onde começar?

Sugerimos que identifique o seu perfil de risco e o horizonte de investimento. De seguida, por que não iniciar uma estratégia de entregas programadas num produto à sua escolha? Comece com pouco e vá aumentando o seu envolvimento, também à medida que aumenta os seus conhecimentos. Não é difícil. Visite o seu homebanking e comece a poupar. Por que não começar pelo seu PPR? Analise o retorno e o nível de risco. Irá perceber a mensagem que queremos passar

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João Morais Barbosa
Iniciou a sua carreira no setor financeiro onde desempenhou funções de analista de ações e gestor de fundos de investimento. Especialização em mercados e ativos financeiros no ISCTE e uma pós-graduação em Análise Financeira no ISEG, curso que lhe conferiu o Certificado Europeu de Analista Financeiro. Fundou a Escola de Finanças Pessoais – sendo co-autor de seis livros nesta temática (Manual das Finanças Pessoais, Manual da Poupança, Como Acabar com as Dívidas Pessoais e Familiares, O meu primeiro livro de Finanças Pessoais e Como ensinar o meu filho a poupar, Viva uma Reforma Feliz). Através da Escola de Finanças Pessoais já formou mais de 5.000 colaboradores de empresas nacionais e internacionais. Tendo sido Diretor-Comercial na DignusCapital, decide criar o seu projeto próprio na área da renegociação e intermediação de crédito, fundando a Reorganiza, empresa onde trabalha atualmente.

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