Que Reforma vou ter?

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Que Reforma vou ter?

2 min Partilhar 24 de Abril, 2019

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Recentemente saiu um novo estudo sobre a sustentabilidade do sistema de pensões em Portugal. Uma vez mais é dito que é necessário fazer alterações ao sistema atual, de forma a garantir a sustentabilidade do sistema de pensões.

Mais importante do que chegar a um novo número sobre a idade a partir do qual podemos reformarmo-nos, este estudo da Fundação Francisco Manuel dos Santos (com a coordenação de Amílcar Moreira) alerta para o impacto social de uma redução do valor das pensões, nomeadamente em relação ao risco de pobreza dos pensionistas ser cada vez maior.

Imaginar que depois de uma vida contributiva longa, o país não se preparou para tratar bem da população mais envelhecida é algo que nos deve envergonhar. Independentemente da enorme responsabilidade que o Estado tem nesta matéria, também os cidadãos devem assumir a sua parte.

A pirâmide etária de Portugal, a população ativa e os gastos da Segurança Social são três variáveis críticas para o cálculo das pensões e não nos podem surpreender com o resultado desta equação, pois são facilmente observáveis. O poder de compra de um reformado daqui por 10 anos será proporcionalmente mais baixo face ao poder de compra de um reformado atual.

Por isso, além das políticas públicas que podem mitigar algumas assimetrias é urgente que a atual população ativa não empurre mais este problema com a barriga e assuma um verdadeiro plano de preparação da Reforma.

A preparação deve começar pelo estabelecimento de objetivos claros e bem conversados em família, pois considero essencial envolver todos desde já, uma vez que pode ser necessário alterar alguns hábitos das finanças domésticas. A solidariedade entre gerações deve começar em casa e todos nos devemos sentir responsabilizados pelo que estamos a deixar para o futuro.

Os níveis de poupança dos portugueses, demonstram que há um longo caminho a percorrer e se não é o Estado a criar esses incentivos, então ainda mais responsabilidade temos em atuar desde já. Saiba neste contexto que existem soluções ao seu dispor, como sejam os PPR ou os seguros de investimento.



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