PPR – Como escolher um PPR

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PPR – Como escolher um PPR

4 min Partilhar 9 de Agosto, 2021

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Está preocupado com a sua Reforma? A situação atual da Segurança Social leva-o a pensar que não vai ter uma reforma decente no futuro? Se respondeu afirmativamente a estas duas questões está no bom caminho. É essencial poupar para a Reforma e temos de começar a poupar o quanto antes. Neste artigo vamos falar-lhe de um dos produtos preferidos pela Reorganiza para a reforma: os PPR

O que é um PPR?

PPR são as siglas de Plano Poupança Reforma. São produtos financeiros criados para captar o aforro das pessoas e famílias para a reforma. Assim, são pensados como  investimentos de longo prazo e deverão ser encarados como tal.

Quais as Vantagens De Investir num Plano Poupança Reforma

A grande vantagem do investimento para a reforma através de PPR é a vantagem fiscal. Apesar dos benefícios fiscais terem sido restringidos recentemente ainda existem benefícios fiscais para quem investe em PPR, nomeadamente:

  • Incentivos à compra – Uma dedução fiscal em sede de IRS mas que tem limites e condições restritivas;
  • Benefícios na venda – Se resgatar o seu PPR dentro dos critérios legais terá uma taxa de imposto sobre os lucros muito mais vantajosa do que nos restantes produtos de aforro.

Deverá acompanhar regularmente o portal da Reorganiza para estar a par das alterações ao regime fiscal em torno nos PPR, uma vez que este tem sido muito instável.

Existem Desvantagens nos Planos Poupança Reforma?

Algumas pessoas apontam a falta de liquidez como uma das grandes desvantagens dos PPR. Esta restrição de movimentação do dinheiro aqui investido faz todo o sentido uma vez que este é um investimento para o longo prazo. Assim, se o seu objetivo for poupar para a reforma a liquidez não é uma desvantagem.

Uma análise ao nível de comissões e de retorno tem trazido também várias críticas. Dizem os críticos que as comissões são superiores (verdadeiro, especialmente se não souber como escolher um PPR) e que as taxas de retorno são inferiores (também devido ao nível superior de comissões). No entanto, um estudo mais rigoroso indica-nos que estas críticas não costumam ser merecidas.

Tenha também em atenção que se resgatar antecipadamente o seu PPR pode vir a ter penalizações fiscais. Assim, para escolher um bom PPR deverá procurar toda a informação e escolher diferentes entidades gestoras. Em breve iremos fazer uma análise sobre o melhor PPR do mercado.

Mais sobre comissões nos PPR

Ao olharmos para os planos poupança reforma, deveremos ter em consideração que as comissões acabam por nos “comer” o nosso retorno. Isto é verdade quer falemos de PPR ou de outros fundos de investimento. Na prática, alguém tem de pagar a equipa de gestão, certo? Assim, tenha em atenção as seguintes comissões:

  1. Comissão de Subscrição – Como referimos abaixo, nunca devemos pagar comissões de subscrição de produtos financeiros. Deverá ser um privilégio do banco ter-nos como clientes e não o contrário. As comissões de subscrição são uma forma de a sociedade gestora se apropriar de parte do benefício fiscal, supostamente para fazer face a custos administrativos e afins. Procure sociedades gestoras que não cobrem estes custos;
  2. Comissão de gestão – A comissão que visa pagar o trabalho da equipa de gestão do fundo. Estas comissões variam bastante de gestor para gestor e estão também associadas ao nível de risco que corremos. Assim, se procura PPR com capital e taxa garantida, a comissão de gestão tende a ser baixa. Se vai mais para PPR com muito risco, que têm de investir mais em ações, a comissão pode chegar quase a 2% ao ano.
  3. Comissão de transferência – Antes de subscrever o seu PPR, deve analisar quanto lhe custará se quiser mudar o PPR para outra sociedade gestora. Tenha em mente que algumas sociedades suportam o custo de transferência (já viu, para terem o privilégio de o ter como cliente).
  4. Comissão de reembolso – O custo que poderá ter no momento de reembolsar o seu dinheiro. Tenderão a ser decrescentes com o tempo.

Tenha em mente que todas estas comissões podem pesar no seu retorno de longo prazo. Se uma diferença de 1% num ano pode parecer pouco, pense que 1% multiplicado por 30 anos é um rombo enorme no seu esforço de poupança para a reforma.

Como Escolher O Seu Plano Poupança Reforma?

Os PPR têm características muito distintas entre si, nomeadamente no que toca ao nível de risco que têm associado. Sugerimos as seguintes dicas para a escolha do seu PPR:

  • Invista com risco – O investimento para a reforma é um investimento para o longo prazo pelo que deve fugir dos PPR com capital garantido e optar por produtos que invistam uma percentagem do seu património em ações.
  • Não pague comissões de subscrição – As comissões de subscrição são um dos grandes penalizadores da sua poupança. Assim, deverá evitar a todo o custo as comissões de subscrição (se reparar o melhor banco em termos e PPR não lhe cobra estas comissões…)
  • Faça reforços periódicos – Para poupar uma boa quantia deverá alimentar o seu PPR todos os meses. Faça reforços automáticos e garanta que o seu bolo vai crescendo todos os meses.

O investimento para a reforma deverá ser uma prioridade. Poderá achar que não precisa de poupar já (pois ainda tem “muito tempo”) ou que não consegue poupar. Acredite que já nos cruzámos com centenas de pessoas que recebem o rendimento mínimo e têm poupanças automáticas para o seu PPR. Tornar o processo automático vai fazer toda a diferença.

Dicas uteis na escolha do PPR

  1. Leia atentamente toda a documentação – Existem muitos documentos a que deve dar atenção antes de subscrever um PPR. Na prática, poderá ler o prospeto do PPR, que na prática lhe diz (de forma extensa) quais os riscos, as classes de ativos onde investe, as comissões associadas, etc.). Pode também ler a ficha informativa que tem estes dados já condensados;
  2. Conheça os riscos – Os PPR não são todos iguais. Existem PPR com risco e outros sem risco. Uns com taxa de retorno garantida e outros cuja taxa depende da evolução de um conjunto de ativos. Para facilitar, saiba que o fator principal de risco nestes planos de poupança consiste na exposição a ações. Fundos com maior percentagem investida em ações são fundos com mais risco. Por outro lado, menos ações (e consequentemente mais obrigações) implicará menos risco;
  3. Cuidado com as comissões – Como em tudo na Banca, existem comissões associadas aos PPR. Assim, sugerimos que tenha em atenção em especial as comissões de subscrição, as comissões de gestão e as comissões de resgate. Procure planos poupança reforma sem comissão de subscrição e de resgate (pergunte-nos quais são se preferir) para evitar estar a gastar dinheiro desnecessariamente;
  4. Conheça a sociedade gestora – Existem sociedades gestoras que têm uma maior especialização na gestão de planos poupança reforma. Outras são mais focadas em fundos de outras tipologias. Escolha sociedades especialistas para procurar outros níveis de retorno.

A escolha de um plano poupança reforma não é nenhuma ciência mas envolve alguns cuidados. Aliás, não devemos entregar o nosso dinheiro a uma qualquer sociedade gestoras. Tenha em atenção as nossas dicas e comece a poupar para a sua reforma.

 

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