Diversificação em Investimentos

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Diversificação em Investimentos

3 min Partilhar 19 de Fevereiro, 2013

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Todos os dias somos deparados junto de funcionários bancários sobre o efeito da diversificação de investimentos. Na verdade a intenção é boa, na medida em que aconselha o investidor a não colocar todos os ovos no mesmo cesto, no entanto, são poucos os funcionários bancários que conhecem e bem aconselham uma carteira diversificada aos seus clientes.

Imaginemos o exemplo de um cliente bancário entra numa dependência bancária e é abordado com a seguinte pergunta por parte de um funcionário:

Temos um Produto Excepcional para Investir o seu Dinheiro…

A rentabilidade esperada do produto é de 4% ano, líquidos de impostos… O cliente cita que não pretende risco, pois não se sente confortável com investimentos de risco, e recebe a seguinte resposta:

Com certeza, mas não pode deixar todo o seu património em um único produto, tem de diversificar e está oferta é irrecusável.

Tudo bem, mas diversificação em um, dois, três, quatro produtos, não é necessariamente diversificação. Acredito que poderá ser bem mais desorganização do património.

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A Diversificação de Riscos é Estratégica

Quando somos abordados com  a oferta da diversificação devemos ser esclarecidos quanto ao impacto da mesma e deverão ser apresentados os cenários da diversificação da nossa carteira pelos diversos investimentos.

O que acontece se o mercado não for a meu favor? E se as expectativas de rentabilidade não forem alcançadas? Qual o produto ou produtos financeiros de risco reduzido que irão proteger a minha carteira de investimentos em caso de desvalorização?

Por exemplo, se investir numa determinada acção porque ouviu de um amigo ou do seu gestor de conta que o caminho da valorização está a chegar e irão surgir ganhos consideráveis, vai investir?

Provavelmente sim… Esse é um dos principais erros dos investidores, simplesmente não fazem um simples exame mental:

  • Qual o produto em questão?
  • Oferece risco?
  • E a rentabilidade esperada?

Nos investimentos em acções, não existem ganhos garantidos e as regras do jogo são apresentados pelos mercados, algo que não é possível controlar, logo a rentabilidade é variável e se é variável oferece risco. No entanto, é perfeitamente natural investir em acções, mas o poderá fazer diversificando com base numa estratégia simples, por sí definida.

Por exemplo, pode disponibilizar 10% do seu património para investimentos em acções e esse investimento deverá ser diversificado, não só por titulo, como por sector e mercado. Vejamos, uma carteira de 20 acções, diversificada em sectores e mercados, possui o mesmo risco de uma carteira de 2 acções de um único mercado e sector.

Claro que não… Os ovos não estão todos no mesmo cesto….

Se possuir uma estratégia, os 10% do património, significa que cada uma das 20 acções corresponderá em média a 0,5% do património, enquanto que na carteira com 2 acções, cada acção corresponderá em média a 5% do seu património.

Na carteira de 20 acções necessitará de perder todo o dinheiro de 10 acções para ser equivalente à perca de uma única acção na carteira de 2 acções. O risco não é bem o mesmo.

No tocante à rentabilidade, estou certo que o potencial de rentabilidade médio de uma carteira de investimentos diversificada será mais consistente no longo prazo e com valor esperado positivo. Já uma carteira pouco diversificada as garantias de valor esperado positivo futuro serão reduzidas.

Já agora, para investidores com reduzido património, a diversificação em acções é possível e a custos reduzidos, optando por investir em Exchange Trade Funds (ETF) que simplesmente replicam o mercado.

Sobre Exchange Trade Funds (ETF) leia os seguintes artigos:

Diversificar é Alocar

Se reparou referi a importância de uma estratégia e mencionei 10% do património para investir em acções, títulos de risco considerável e que atraem muitos investidores e assustam outros tantos.

Então e os Outros 90% do Património?

No nosso artigo sobre criar uma estrutura em finanças pessoais foi explicado o conceito de distribuição de rendimento. Nos investimentos não será diferente, podendo por exemplo e consoante as suas necessidades financeiras e aceitação de risco, optar por alocar o seu património em depósitos a prazo, obrigações, fundos de investimento mobiliários e fundos imobiliários e claro em risco considerável, como por exemplo acções e outros activos.

A aceitação de risco, ou comummente apresentado e aceito como perfil de risco, define as percentagens da alocação dos seus investimentos. Por exemplo, se não gosta de correr riscos consideráveis, então mais de 50% do seu património deverá ser alocado em, depósitos a prazo, certificados de aforro e  obrigações, apesar de estas últimas oferecerem algum risco consoante o emitente.

O restante poderá ser alocado em fundos de investimento mobiliário ou fundos imobiliários e acções, por exemplo. Há ainda quem defenda que uma estratégia de alocação deverá não só estar relacionada com o perfil de risco mas também com a idade do investidor. Aqui entra a regra dos 100 nos investimento que por aqui já falamos.

Fica ao critério de cada investidor, mas parece-me razoável dizer que diversificação é estratégia e alocação.

 



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