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Uma correta gestão de finanças pessoais é essencial para alcançar a estabilidade financeira e para concretizar os seus objetivos de longo prazo. Neste artigo, propomos-lhe algumas ideias para sua reflexão e dicas para melhorar a gestão das suas finanças pessoais.

A importância da gestão financeira pessoal

Ao começar a ter um rendimento, seja pela atribuição de uma mesada, seja por termos um salário, temos a necessidade de o gerir da melhor forma possível. E a melhor forma possível é aquela que lhe permite atingir os seus objetivos pessoais, quaisquer que eles sejam.

Uma boa gestão financeira permite-lhe mudar hábitos para que consiga poupar dinheiro, passo essencial para investir (para que ganhe mais dinheiro) e tarefas fundamentais para garantir a sua segurança financeira. Ao gerir bem o seu dinheiro, evita dívidas e cria oportunidades para o crescimento do seu património.

Dicas para um controlo financeiro pessoal eficaz

  1. Criar um Orçamento Familiar – Dedicámos um Guia para o Orçamento Familiar para mostrar a importância desta ferramenta no controlo financeiro pessoal. Um orçamento irá permitir que estabeleça limites de despesas e categorize os seus gastos, entre outros.
  2. Acompanhar os Gastos – Saber os limites de despesas e categorizar os gastos permitirá fazer um acompanhamento próximo, de modo que consiga atingir os seus objetivos.
  3. Pagar dívidas – Uma das grandes prioridades deve ser pagar dívidas, especialmente as dívidas de curto prazo que têm taxas de juro muito elevadas (se precisar, porque não consolidar créditos?). Ao pagar as suas dívidas irá livrar-se rapidamente de uma despesa financeira mensal elevada.
  4. Poupar consistentemente – Reserve sempre uma parte do orçamento familiar para poupar. Não defendemos a poupança pela poupança mas, antes, a poupança pela segurança e conforto financeiro

A Gestão Pessoal Financeira e a Importância de Estabelecer Metas

A gestão pessoal financeira envolve mais do que controlar o dinheiro. Envolve também definir metas claras e trabalhar para alcançar os seus objetivos a curto, médio e longo prazo. Assim, algumas sugestões:

  • Estabeleça objetivos financeiros de curto e de longo prazo. Todos temos ambições e desejos. Os objetivos de longo prazo podem ser liquidar a totalidade do seu crédito habitação ou poupar para a reforma (poucas pessoas pensam nisto, mas não custa tentar). Já os objetivos de curto prazo podem ser poupar para as férias ou simplesmente comprar um telemóvel ou um televisor específico sem ter de recorrer a crédito. Dito isto, há um objetivo que teve ter sempre em mente: criar o seu fundo de emergências para que consiga garantir a segurança financeira da sua família.
  • Defina objetivos SMART, ou seja, seja específico (como poupar para liquidar o seu crédito habitação), mensuráveis (liquidar 100.000€), alcançável (para o atingir vou pôr de lado o meu subsídio de ferias e o reembolso do IRS e poupar 500€ por mês, algo que seja realista), Relevante (porque quero ficar livre de dívida), Limitado no tempo (em 15 anos);
  • Defina uma regra, como por exemplo a regra dos 50-30-20, em que 50% do rendimento é para as necessidades essenciais, 30% para lazer e outras despesas de conforto e 20% para poupar. Claro que esta é uma regra genérica e que deve ser ajustada à sua realidade.

Porque é tão importante o controlo financeiro pessoal?

Não é incomum que o foco das famílias para a melhoria da sua vida financeira seja ganhar mais dinheiro. Focamos na possibilidade de ganhar mais dinheiro, seja pelo aumento do rendimento, seja por procurar maior rentabilidade nos nossos investimentos. No entanto, diz-nos a experiência que o controlo financeiro pessoal é tão ou mais importante. E com controlo financeiro dizemos:

  1. Saber quanto ganhamos e onde gastamos o dinheiro;
  2. Garantir que gastamos o dinheiro naquilo que consideramos prioritário, o que significa que tiramos o melhor partido do nosso dinheiro;

Tenha em mente que grande parte do descontrolo financeiro está na forma como gastamos o dinheiro. Aliás, é sabido que quando temos aumentos de vencimento acabamos por aumentar a nossa estrutura de custos. O rendimento e as despesas andam a par e passo e o controlo financeiro pessoal ajuda a garantir que as despesas estão dentro dos limites e que estamos a poupar o suficiente para garantirmos um futuro confortável.

Última dica…

Uma dica muito importante para quem quer ganhar o controlo das suas finanças pessoais é assumir uma postura de corte de custos. Não é sermos os forretas mas, antes, ganharmos consciência do verdadeiro valor que o dinheiro tem. E isso é possível ao estarmos atentos à forma como nos levam o dinheiro da carteira. Assim, facilmente perceberá as potencialidades de:

  1. Transferir o seu crédito habitação e com isso poupar muito dinheiro;
  2. Negociar o seguro de vida do crédito habitação e o seguro multirriscos, de modo a conseguir uma grande poupança ao mesmo tempo que aumenta as coberturas;
  3. Negociar os pacotes de telecomunicações e conseguir uma redução de custos na fatura da eletricidade e do gás;
  4. Cortar comissões bancárias desnecessárias e escolher um banco mais amigo da sua carteira.

Estas e outras dicas são essenciais para que consiga ganhar o controlo do destino que dá ao seu dinheiro. Como facilmente percebemos, é tudo uma questão de postura face ao dinheiro e de colocarmos o dinheiro no seu devido lugar. Nem mais, nem menos.

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