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	<title>João Morais Barbosa, autor em Reorganiza</title>
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	<description>Conheça as melhores soluções de crédito, seguros, formação e poupança para a sua estabilidade financeira.</description>
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	<title>João Morais Barbosa, autor em Reorganiza</title>
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		<title>Mesada dos Filhos: como calcular e organizar a mesada</title>
		<link>https://reorganiza.pt/mesada-dos-filhos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[João Morais Barbosa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 01 Apr 2025 00:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Educação Financeira]]></category>
		<category><![CDATA[Literacia Financeira]]></category>
		<category><![CDATA[Poupança]]></category>
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					<description><![CDATA[Um dos temas mais populares nas formações de Finanças Pessoais da Reorganiza prende-se com a Educação Financeira das crianças. E as questões sobre se devemos ou não dar mesada são...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Um dos temas mais populares nas formações de Finanças Pessoais da Reorganiza prende-se com a Educação Financeira das crianças. E as questões sobre se devemos ou não dar mesada são também muito interessantes. Neste artigo iremos alertar para as potencialidades, perigos e alternativas à mesada dos filhos.</p>
<h2>O que é a mesada dos filhos e por que é importante?</h2>
<p>A mesada é uma ótima ferramenta para introduzir as crianças nas decisões/opções de consumo. Possibilita-lhes gerir o seu dinheiro, com autonomia e (alguma) independência. Permite que decidam o que consumir e quando consumir (por exemplo, pode ser uma ótima oportunidade para <a href="https://reorganiza.pt/4-dicas-para-ensinar-o-seu-filho-a-poupar/">incentivar o seu filho a poupar dinheiro</a>). Assim, a mesada ou semanada assume-se como um instrumento ao dispor dos pais para melhorar a educação financeira dos seus filhos.</p>
<h2>Para que não serve a mesada?</h2>
<p>Sendo uma boa ferramenta de educação financeira, a mesada não deve ser utilizada com um propósito distinto. Por exemplo, não devemos utilizar a mesada como uma arma de arremesso/chantagem. Adicionalmente, <strong>não devemos utilizar a mesada para remunerar algum trabalho que é obrigação de cada um</strong> dos membros da família. Ou seja, não faz muito sentido que se utilize a mesada para remunerar os filhos por porem a mesa ou arrumarem o quarto. Também não faz muito sentido fazer depender o valor da mesada das notas que os filhos têm na escola.</p>
<h2>A mesada dos filhos não é um salário!</h2>
<p>Utilize a mesada para permitir ao seu Filho viver o dia-a-dia com restrição mas de forma despreocupada, atribuindo ao dinheiro a importância e o valor que tem de facto, sempre consciente que o dinheiro atribui alguma liberdade a quem dele dispõe. Logo, ao conferir uma mesada pode estar a conferir alguma liberdade ao seu Filho. E a liberdade vem SEMPRE de mãos dadas com a responsabilidade.</p>
<h2>A Mesada não é um direito</h2>
<p>Os filhos podem ser cruéis e podem tentar pressionar os seus pais a dar-lhes uma mesada. É natural que o façam. No entanto, é também necessário que todos saibam que a mesada não é um direito dos filhos. São os pais que têm a opção de dar dinheiro aos seus filhos. <a href="https://reorganiza.pt/o-que-leva-as-criancas-a-querer-comprar-tudo/">Nunca leve o seu filho a pensar que tem direito ao dinheiro,</a> simplesmente porque existe. O dinheiro custa a ganhar e os pedidos de consumo que as crianças fazem podem sair caros… e levar a grandes sacrifícios para os seus pais os poderem suportar (pelo menos aqueles que cedem às chantagens dos seus filhos).</p>
<h2>E se não quiser dar mesada?</h2>
<p>Como todas as posturas pedagógicas, os pais têm total liberdade para definir os valores e o caminho para os reforçar. Deste modo, <strong>pode acontecer que a sua forma de ver a vida e a educação financeira não passe por atribuir uma mesada</strong>. Assim sendo, tenha em atenção que poderá fazer sentido ir dando algumas dotações à medida das necessidades e pedidos do seu Filho. Estes pedidos deverão ser justificados e vividos com naturalidade. Aproveite estes momentos para falar sobre a importância do dinheiro, do trabalho… como momentos de partilha e de educação. Nunca se esqueça que as <a href="https://reorganiza.pt/poupanca/como-poupar-dinheiro/">estratégias para poupar dinheiro</a> devem ser apreendidas desde pequenos.</p>
<h2>Regras para se optar por dar mesada</h2>
<ol>
<li>A mesada pode ser um ótimo instrumento de educação financeira, desde que respeite algumas regras simples:</li>
<li>Ser um valor escasso, que obrigue a criança a tomar opções;</li>
<li>Ser um valor fixo e que não seja complementado por pedidos adicionais quando o valor inicial for gasto;</li>
<li>Não ser considerado um direito;</li>
<li>Considerar a obrigatoriedade de poupar parte desse valor.</li>
</ol>
<p>Como pais não nos devemos sentir obrigados a dar uma mesada. Podemos antes usar a mesada para educar os nossos filhos, para os ajudar a perceber para que serve o dinheiro e o que custa conquistar. Mas devemos resistir à tentação de ceder a todas as exigências dos nossos filhos mesmo que possamos dar mais. Nunca esquecer que o critério deve ser “qual o bem” e nunca “qual o mal”, porque educamos os miúdos para o bem. Para serem melhores. E temos essa obrigação grave que não devemos repudiar. Porque os educadores somos nós! Se quiser aprofundar o tema da educação financeira, sugerimos que descarregue gratuitamente o livro <a href="https://reorganiza.pt/livros/como-ensinar-o-meu-filho-a-poupar/">Como Ensinar o Meu Filho a Poupar</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Gestão de Finanças Pessoais: Como Organizar o Seu Dinheiro</title>
		<link>https://reorganiza.pt/gestao-financas-pessoais/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[João Morais Barbosa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 30 Mar 2025 15:40:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Finanças Pessoais]]></category>
		<category><![CDATA[Controlo Financeiro]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://reorganiza.pt/?p=10990</guid>

					<description><![CDATA[Uma correta gestão de finanças pessoais é essencial para alcançar a estabilidade financeira e para concretizar os seus objetivos de longo prazo. Neste artigo, propomos-lhe algumas ideias para sua reflexão...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Uma correta gestão de finanças pessoais é essencial para alcançar a estabilidade financeira e para concretizar os seus objetivos de longo prazo. Neste artigo, propomos-lhe algumas ideias para sua reflexão e dicas para melhorar a gestão das suas finanças pessoais.</p>
<h2>A importância da gestão financeira pessoal</h2>
<p>Ao começar a ter um rendimento, seja pela atribuição de uma mesada, seja por termos um salário, temos a necessidade de o gerir da melhor forma possível. E a melhor forma possível é aquela que lhe permite atingir os seus objetivos pessoais, quaisquer que eles sejam.</p>
<p>Uma boa gestão financeira permite-lhe mudar hábitos para que consiga poupar dinheiro, passo essencial para investir (para que ganhe mais dinheiro) e tarefas fundamentais para garantir a sua segurança financeira. Ao gerir bem o seu dinheiro, evita dívidas e cria oportunidades para o crescimento do seu património.</p>
<h2>Dicas para um controlo financeiro pessoal eficaz</h2>
<ol>
<li>Criar um Orçamento Familiar – Dedicámos um <a href="https://reorganiza.pt/orcamento-familiar-guia/">Guia para o Orçamento Familiar</a> para mostrar a importância desta ferramenta no controlo financeiro pessoal. Um orçamento irá permitir que estabeleça limites de despesas e categorize os seus gastos, entre outros.</li>
<li>Acompanhar os Gastos – Saber os limites de despesas e categorizar os gastos permitirá fazer um acompanhamento próximo, de modo que consiga atingir os seus objetivos.</li>
<li>Pagar dívidas – Uma das grandes prioridades deve ser pagar dívidas, especialmente as dívidas de curto prazo que têm taxas de juro muito elevadas (se precisar, porque não <a href="https://reorganiza.pt/credito-consolidado/">consolidar créditos</a>?). Ao pagar as suas dívidas irá livrar-se rapidamente de uma despesa financeira mensal elevada.</li>
<li>Poupar consistentemente – Reserve sempre uma parte do orçamento familiar para poupar. Não defendemos a poupança pela poupança mas, antes, a poupança pela segurança e conforto financeiro</li>
</ol>
<h2>A Gestão Pessoal Financeira e a Importância de Estabelecer Metas</h2>
<p>A gestão pessoal financeira envolve mais do que controlar o dinheiro. Envolve também definir metas claras e trabalhar para alcançar os seus objetivos a curto, médio e longo prazo. Assim, algumas sugestões:</p>
<ul>
<li><strong>Estabeleça objetivos financeiros de curto e de longo prazo</strong>. Todos temos ambições e desejos. Os objetivos de longo prazo podem ser liquidar a totalidade do seu crédito habitação ou poupar para a reforma (poucas pessoas pensam nisto, mas não custa tentar). Já os objetivos de curto prazo podem ser poupar para as férias ou simplesmente comprar um telemóvel ou um televisor específico sem ter de recorrer a crédito. Dito isto, há um objetivo que teve ter sempre em mente: criar o seu fundo de emergências para que consiga garantir a segurança financeira da sua família.</li>
<li><strong>Defina objetivos SMART</strong>, ou seja, seja específico (como poupar para liquidar o seu crédito habitação), mensuráveis (liquidar 100.000€), alcançável (para o atingir vou pôr de lado o meu subsídio de ferias e o reembolso do IRS e poupar 500€ por mês, algo que seja realista), Relevante (porque quero ficar livre de dívida), Limitado no tempo (em 15 anos);</li>
<li><strong>Defina uma regra</strong>, como por exemplo a regra dos 50-30-20, em que 50% do rendimento é para as necessidades essenciais, 30% para lazer e outras despesas de conforto e 20% para poupar. Claro que esta é uma regra genérica e que deve ser ajustada à sua realidade.</li>
</ul>
<h2>Porque é tão importante o controlo financeiro pessoal?</h2>
<p>Não é incomum que o foco das famílias para a melhoria da sua vida financeira seja ganhar mais dinheiro. Focamos na possibilidade de ganhar mais dinheiro, seja pelo aumento do rendimento, seja por procurar maior rentabilidade nos nossos investimentos. No entanto, diz-nos a experiência que o controlo financeiro pessoal é tão ou mais importante. E com controlo financeiro dizemos:</p>
<ol>
<li>Saber quanto ganhamos e onde gastamos o dinheiro;</li>
<li>Garantir que gastamos o dinheiro naquilo que consideramos prioritário, o que significa que tiramos o melhor partido do nosso dinheiro;</li>
</ol>
<p>Tenha em mente que grande parte do descontrolo financeiro está na forma como gastamos o dinheiro. Aliás, é sabido que quando temos aumentos de vencimento acabamos por aumentar a nossa estrutura de custos. O rendimento e as despesas andam a par e passo e o controlo financeiro pessoal ajuda a garantir que as despesas estão dentro dos limites e que estamos a poupar o suficiente para garantirmos um futuro confortável.</p>
<h2>Última dica…</h2>
<p>Uma dica muito importante para quem quer ganhar o controlo das suas <a href="https://reorganiza.pt/financas-pessoais/">finanças pessoais</a> é assumir uma postura de corte de custos. Não é sermos os forretas mas, antes, ganharmos consciência do verdadeiro valor que o dinheiro tem. E isso é possível ao estarmos atentos à forma como nos levam o dinheiro da carteira. Assim, facilmente perceberá as potencialidades de:</p>
<ol>
<li><a href="/credito-habitacao">Transferir o seu crédito habitação</a> e com isso poupar muito dinheiro;</li>
<li>Negociar o <a href="https://reorganiza.pt/seguros-particulares/seguros-vida-credito/">seguro de vida do crédito habitação</a> e o seguro multirriscos, de modo a conseguir uma grande poupança ao mesmo tempo que aumenta as coberturas;</li>
<li>Negociar os pacotes de telecomunicações e conseguir uma redução de custos na fatura da eletricidade e do gás;</li>
<li>Cortar comissões bancárias desnecessárias e escolher um banco mais amigo da sua carteira.</li>
</ol>
<p>Estas e outras dicas são essenciais para que consiga ganhar o controlo do destino que dá ao seu dinheiro. Como facilmente percebemos, é tudo uma questão de postura face ao dinheiro e de colocarmos o dinheiro no seu devido lugar. Nem mais, nem menos.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Crédito Habitação para Aquisição e Obras: Como Funciona</title>
		<link>https://reorganiza.pt/credito-habitacao-aquisicao-e-obras-como-funciona/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[João Morais Barbosa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 30 Mar 2025 14:51:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Crédito]]></category>
		<category><![CDATA[Crédito Habitação]]></category>
		<category><![CDATA[form_ch]]></category>
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					<description><![CDATA[Se está a considerar adquirir uma casa ou realizar obras no seu imóvel, o crédito habitação pode ser a solução ideal. Descubra como funciona este tipo de financiamento e como...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Se está a considerar adquirir uma casa ou realizar obras no seu imóvel, o crédito habitação pode ser a solução ideal. Descubra como funciona este tipo de financiamento e como poupar na compra da sua nova casa.</p>
<p><strong>Índice:</strong></p>
<ul>
<li><a href="#cha1">O que é o crédito habitação para aquisição e obras?</a></li>
<li><a href="#cha2">Principais Tipos de Crédito Habitação</a></li>
<li><a href="#cha3">Como pedir um crédito habitação?</a></li>
<li><a href="#cha4">Como ter a melhor prestação no crédito habitação?</a></li>
<li><a href="#cha5">Cuidado com os custos escondidos</a></li>
<li><a href="#cha6">Crédito habitação para solteiros</a></li>
<li><a href="#cha7">Diferentes tipos de prestações de crédito</a></li>
<li><a href="#cha8">Modalidades de Reembolso do Crédito Habitação</a><a id="cha1"></a></li>
</ul>
<h2>O que é o crédito habitação para aquisição e obras?</h2>
<p>Quem procura uma casa, seja para compra de um imóvel, para a compra de terreno e construção ou seja para fazer obras, poderá precisar de um financiamento bancária. De facto, estes investimentos representam, talvez, a principal despesa de muitas famílias ao longo das suas vidas. Assim, diferenças aparentemente ligeiras nos seus custos mensais acabam por representar grandes despesas passados vários anos.</p>
<h3>Definição de Crédito Habitação</h3>
<p>O <a href="/credito-habitacao">crédito habitação</a> é um empréstimo oferecido pelos bancos para aquisição de casa ou para financiar obras de remodelação e melhoramento de imóveis. Falamos de créditos hipotecários porque originam a constituição de uma hipoteca do imóvel, que serve assim de garantia para o bom cumprimento do contrato. Sendo boas garantias fazem com que o custo do crédito seja mais baixo que os restantes.<a id="cha2"></a></p>
<h2>Principais Tipos de Crédito Habitação</h2>
<p>Existem diferentes tipos de crédito habitação ou crédito hipotecário:</p>
<ol>
<li>Crédito para aquisição, que permite comprar um imóvel a uma terceira pessoa;</li>
<li>Crédito para obras;</li>
<li>Crédito hipotecário, que permite hipotecar o nosso imóvel para obtermos liquidez adicional.</li>
</ol>
<p>Estes vários tipos de empréstimo são muito semelhantes, sendo a principal diferença no preço ou spread da operação.<a id="cha3"></a></p>
<h2>Como pedir um crédito habitação?</h2>
<p>Os pedidos de crédito habitação são extensos e cheios de burocracias. Como envolvem montantes avultados e escrituras públicas, tendem a ter associados vários cuidados. Neste contexto, pode pedir um crédito habitação de duas formas:</p>
<ol>
<li>Diretamente junto dos bancos;</li>
<li>Através de um intermediário de crédito.</li>
</ol>
<p>No primeiro caso, para que consiga poupar no seu crédito habitação terá de consultar vários bancos e negociar as melhores propostas. Isto implica que negoceie a taxa de juro e todos os custos associados, nomeadamente o seguro de vida, o seguro multirriscos e outras despesas que lhe serão cobradas.</p>
<p>No segundo caso, terá um intermediário que faz todo este processo negocial por si e sem qualquer custo associado. Assim, tem tudo a ganhar ao <a href="https://reorganiza.pt/contactos/">recorrer à Reorganiza</a> e não tem qualquer compromisso em analisar o seu caso concreto.<a id="cha4"></a></p>
<h2>Como ter a melhor prestação no crédito habitação?</h2>
<p>É fundamental que tenhamos em mente como é calculada a prestação de um crédito habitação. Para o efeito, pode usar o nosso <a href="https://reorganiza.pt/simuladores-e-ferramentas/simulador-de-credito/">simulador de prestação</a>, mas fundamentalmente, a prestação é determinada por 3 variáveis:</p>
<ol>
<li>Montante em dívida;</li>
<li>Prazo do empréstimo;</li>
<li>Taxa de juro.</li>
</ol>
<p>O cruzamento destas 3 variáveis determina o valor que irá pagar pelo seu crédito e costuma ser resumido numa variável que se chama MTIC ou Montante Total Imputado ao Cliente.</p>
<p>Em linhas gerais, se quiser ter uma prestação mais baixa, deve procurar baixar o montante em dívida, aumentar o prazo e baixar a taxa de juro. No entanto, se aumentar o prazo irá pagar mais juros ao longo de todo o contrato, o que pode não ser a decisão mais interessante. Já a negociação da taxa de juro e dos custos associados é algo com impacto imediato e sem consequências negativas para o futuro.<a id="cha5"></a></p>
<h2>Cuidado com os custos escondidos</h2>
<p>Como a compra de uma casa é um processo muito emotivo e algo complexo, costumamos precipitar-nos. São muitos os papeis que temos de ler e analisar e a negociação pode ser cansativa. Assim, não é incomum que um spread mais baixo esconda muitos custos que em separado podem parecer pequenos mas que somados e com o tempo são autênticos fardos no seu orçamento familiar. Os principais custos escondidos no crédito habitação são:</p>
<ul>
<li><a href="https://reorganiza.pt/seguro-de-vida/">Seguro de vida crédito habitação</a>, em que vários bancos cobram bastante mais caro por seguros com coberturas reduzidas. Por outro lado, tenha em mente que o preço do seguro tende a aumentar todos os anos. Assim, uma diferença de poucos euros hoje rapidamente escala para dezenas de euros mensais no futuro;</li>
<li>Seguro multirriscos, produto em que a diferença entre os seguros junto do banco e das seguradoras não são muito expressivos. No entanto, o nível de serviço de mediação é mais dificultado junto do banco, algo essencial quando temos um sinistro;</li>
<li>Outras vendas acessórias, como produtos de prestígio, alarmes e outros serviços que pode valorizar e que podem ser muito úteis, mas que não deixam de ter um elevado custo mensal.<a id="cha6"></a></li>
</ul>
<h2>Crédito habitação para aquisição para solteiros</h2>
<p>Se está solteiro e precisa de um crédito habitação, saiba que existem soluções para poupar ao mesmo tempo que compra a sua casa. Um crédito habitação para solteiros é um crédito habitação com apenas um titular. Na realidade, não existe nada que impeça fazer um empréstimo só com um proponente, embora tenham de ser cumpridos alguns critérios rigorosos de avaliação de risco. O banco apenas precisa de garantir que o cliente tem a capacidade para honrar o compromisso de crédito, pelo que tudo se resume a custos, rendimentos e outras garantias adicionais. Pode usar a nossa <a href="https://reorganiza.pt/simuladores-e-ferramentas/simulador-de-credito-habitacao/">calculadora para o valor máximo de casa a comprar</a>.</p>
<p>Neste ponto, damos nota de um risco importante. Temos sido contactados por vários clientes que têm uma relação de namoro ou que têm relações menos estáveis e que procuram fazer contratos de crédito habitação conjuntos. O alerta que deixamos é que um crédito habitação é, tipicamente, um contrato com grandes implicações financeiras e com um prazo muito alargado pelo que os proponentes do contrato devem ter uma relação estável e duradoura. Não é incomum os bancos financiarem casais de namorados, mas o risco pode ser maior na medida em que a relação pode ser mais instável.<a id="cha7"></a></p>
<h2>Diferentes tipos de prestações de crédito habitacão</h2>
<p>Toda a concessão de Crédito Habitação pressupõe uma obrigação para o Cliente, sendo que a prestação é o objecto dessa obrigação, ou o montante a pagar com determinada periodicidade para cumprir as obrigações financeiras assumidas num contrato de financiamento. As prestações podem ser:</p>
<ul>
<li><strong>Constantes:</strong> Para os empréstimos com taxa de juro variável, o montante da prestação não se altera durante o período de vigência da taxa. Para um Crédito Habitação com taxa de juro atualizável de 6 em 6 meses (Euribor a 6 meses), a taxa é constante no período de 6 meses, havendo atualização da prestação aquando da revisão do indexante.</li>
<li><strong>Progressivas:</strong> A prestação aumenta com o decorrer do prazo do Crédito Habitação, de acordo com o plano de pagamentos previamente estipulado.</li>
<li><strong>Mistas:</strong> Existe um período de crescimento da prestação até esta se tornar constante.<a id="cha8"></a></li>
</ul>
<h2>Modalidades de Reembolso do Crédito Habitação</h2>
<p>O Crédito Habitação possui diferentes modalidades de reembolso de prestação, nomeadamente:</p>
<ul>
<li><strong>Reembolso Tradicional:</strong> Amortização do empréstimo em prestações constantes de capital e juros de capital e juros sendo que o reembolso de capital começa logo na primeira prestação. Uma particularidade deste tipo de reembolso é o facto de o reembolso de capital ser crescente com o decorrer do tempo consecutivamente os juros serão menores;</li>
<li><strong>Reembolso com carência de capital:</strong> Amortização do capital do empréstimo ocorre numa data futura por períodos consecutivos de acordo com o contratado entre o cliente e a Instituição Financeira. Durante o período inicial ocorrerá apenas reembolso de juros, sendo que a prestação neste período é menor ao período seguinte onde ocorrerá reembolso de capital e juros do empréstimo;</li>
<li><strong>Montante Residual ou deferimento de capital:</strong> Nesta modalidade uma parte do capital é transferido para o final do prazo do empréstimo, assim sendo, as prestações do empréstimo serão menores exceto a última prestação que será maior de acordo com a percentagem diferida (10 a 20%). Evite esta solução, a menos que pense ficar na casa por pouco tempo.</li>
</ul>
<p>Como vê, não é difícil ter acesso a um bom crédito habitação para aquisição e obras. Se precisar, sugerimos que consulte a nossa análise ao <a href="https://reorganiza.pt/melhor-credito-habitacao-taxa-variavel/">melhor crédito habitação a taxa variável</a> e o <a href="https://reorganiza.pt/qual-o-melhor-credito-habitacao-taxa-mista-em-portugal/">melhor crédito habitação a taxa mista</a>. Veja também alguns critérios para <a href="https://reorganiza.pt/taxa-fixa-taxa-variavel-credito-habitacao/">escolher entre taxa fixa e taxa variável</a>. Em caso de dúvida, não hesite em preencher o simulador abaixo para ser contactado por um dos nossos especialistas.</p>
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para o seu Crédito Habitação.</span></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Seguro de Acidentes pessoais – Tudo o que precisa de saber</title>
		<link>https://reorganiza.pt/seguro-de-acidentes-pessoais/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[João Morais Barbosa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 09 Mar 2025 00:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Seguros]]></category>
		<category><![CDATA[seguro de acidentes pessoais]]></category>
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					<description><![CDATA[Os seguros de acidentes pessoais têm crescido em popularidade nos últimos anos. Cada vez estamos mais conscientes dos perigos que corremos e procuramos precaver-nos das suas consequências. No entanto, é...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os seguros de acidentes pessoais têm crescido em popularidade nos últimos anos. Cada vez estamos mais conscientes dos perigos que corremos e procuramos precaver-nos das suas consequências. No entanto, é fundamental “separar o trigo do joio”. Assim, neste artigo vamos esclarecer o que é um seguro de acidentes pessoais e como pode escolher o melhor seguro para o seu caso específico.</p>
<h2>O que é um seguro de acidentes pessoais?</h2>
<p>Tal como o próprio nome indica, o seguro de acidentes pessoais é um seguro que tem como finalidade proteger a pessoa seguro das consequências financeiras associadas a um acidente. Neste contexto, o conceito de acidente é muito relevante, pois é o acontecimento que irá dar lugar ao pagamento da indemnização contratada.</p>
<h2>O que é um acidente pessoal?</h2>
<p>Um acidente pessoal é um acontecimento:</p>
<ol>
<li>Não previsto;</li>
<li>Exterior ou estranho à vontade da pessoa;</li>
<li>Que cause danos físicos ou materiais.</li>
</ol>
<h2>Diferença entre seguro de acidentes pessoais e seguro de vida</h2>
<p>Os seguros de acidentes pessoais e os <a href="https://reorganiza.pt/seguros-particulares/seguros-vida/">seguros de vida</a> têm algumas semelhanças, mas não são a mesma coisa. Na realidade, o seguro de acidentes costuma ter associado um capital mais baixo e que é apenas acionado em caso de um acidente. Adicionalmente, não exige a realização de exames nem tem em consideração pré-existências. Já o seguro de vida costuma ter capitais seguros mais elevados e é ativado em situações de morte e de invalidez, podendo ambos ser provocados por acidentes, doenças ou outras fatalidades (como o suicídio, por exemplo).</p>
<h2>Por que contratar um seguro de acidentes pessoais?</h2>
<p>Os seguros de acidentes pessoais são soluções relativamente baratas para garantir a segurança de uma pessoa em caso de acidentes. Assim, ao contratar um destes seguros sabe que está protegido:</p>
<ul>
<li>Em caso de imprevistos, o que permite viver de forma mais descontraída;</li>
<li>Fora do trabalho, seja nos seus hobbies ou em simples deslocações;</li>
<li>Não tendo de suportar encargos médicos com tratamentos, cada vez mais dispendiosos.</li>
</ul>
<p>Esta segurança e descontração podem ser contratados de forma muito flexível e muito fácil.</p>
<h2>Coberturas mais comuns no seguro de acidentes pessoais</h2>
<p>Existem algumas coberturas mais comuns neste tipo de seguros, como a cobertura de morte e invalidez, incapacidade temporária para o trabalho, despesas de tratamento e repatriamento, subsídio diário de hospitalização e as despesas de funeral.</p>
<p><strong>Assistência médica e despesas de tratamento</strong></p>
<p>Os acidentes pessoais costumam ter associada a necessidade de tratamento e de assistência médica. Assim, todas as despesas médicas, exames, tratamentos e fisioterapia acabam por ser custeados pela companhia de seguros.</p>
<p><strong>Incapacidade temporária e permanente</strong></p>
<p>Alguns acidentes dão origem a uma incapacidade para o trabalho. Nestes casos, existe uma indemnização para garantir que a pessoa segura tem um capital que a compense pelo tempo em que está incapacitada para exercer a sua atividade remunerada. Por norma, esta cobertura destina-se a cobrir a diferença entre o salário diário e o valor da baixa (que não costuma ser pago a 100%), mas podemos contratar valores diferentes.</p>
<p><strong>Indemnização em caso de morte ou invalidez</strong></p>
<p>Quando o acidente resulta em morte, o seguro de acidentes pessoais paga um capital aos herdeiros da pessoa segura. Se não resulta uma morte mas uma invalidez, o seguro paga um capital que proporcional ao grau de invalidez decretado. Sendo certo que não podemos compensar ninguém pela perda de uma vida de uma pessoa querida, mas pode-se conferir algum conforto financeiro para suprir as necessidades que sempre existirão.</p>
<p><strong>Despesas de funeral</strong></p>
<p>As despesas de funeral podem ser maiores ou menores, mas existirão sempre. Assim, pode ser contratado um seguro que cubra essas despesas, permitindo custear um funeral mais condigno sem impactos financeiros na família.</p>
<p><strong>Subsídio diário de hospitalização</strong></p>
<p>Esta cobertura destina-se a conferir como que um abono diário por cada dia que a pessoa segura esteja internada no hospital. Funciona de forma semelhante à cobertura de incapacidade diária para o trabalho. Tende a ter um período de carência, que representa o número de dias em que está internado e não tem esta indemnização (por exemplo, se a carência dor de 5 dias, só a partir do sexto dia é que temos direito ao capital diário).</p>
<h2>Como escolher o melhor seguro de acidentes pessoais</h2>
<p>A escolha do melhor seguro de acidentes pessoais depende das suas necessidades e de alguma análise e pesquisa. Neste contexto, salientamos alguns pontos muito relevantes:</p>
<p><strong>Âmbito de cobertura</strong></p>
<p>Os seguros de acidentes pessoais costumam permitir a cobertura 24 horas por dia. No entanto, alguns seguros têm a cobertura limitada aos riscos extraprofissionais. Ou seja, se o acidente ocorrer dentro do horário de trabalho, a pessoa segura terá de acionar o <a href="https://reorganiza.pt/seguros-empresas/seguros-at/">seguro de acidentes de trabalho</a>. Assim, ao contratar o seguro de acidentes com cobertura profissional e extraprofissional estará a complementar as coberturas do seu seguro de acidentes de trabalho e fica bastante mais protegido (por norma, o seguro de acidentes de trabalho cobre as despesas de tratamento e o seu vencimento enquanto estiver de baixa, mas não lhe dá mais indemnizações que podem ser muito úteis).</p>
<p><strong>Exclusões</strong></p>
<p>Os acidentes são acontecimentos fortuitos e não desejados. Assim, é natural que existam exclusões de responsabilidade da companhia de seguros, sendo que as principais são acidentes que resultam de dados provocados a nós mesmos ou de acidentes consequentes de fatores provocados pela pessoa segura. Assim, são excluídos acidentes consequentes de uso de drogas, alcoolismo ou mesmo de suicídio ou tentativa de suicídio.</p>
<p><strong>Comparação de preços e coberturas</strong></p>
<p>Quando falamos de seguros pensamos sempre na relação que existe entre o preço praticado (prémio do seguro) e as coberturas contratadas. Estas duas variáveis estão sempre ligadas. Assim, de pouco vale comparar apenas o preço do seguro, pois com grande probabilidade estamos a comparar coisas que não são comparáveis. O que sugerimos é que perceba as suas necessidades e que, de seguida, pesquise as melhores alternativas. Muito dificilmente irá encontrar seguros de acidentes pessoais iguais, o que dificulta muito o seu exercício.</p>
<h2>E se preciso de ajuda?</h2>
<p>Se precisar de ajuda para escolher a <a href="https://reorganiza.pt/seguros-particulares/outros-seguros/">melhor solução de seguro de acidentes pessoais</a>, os nossos consultores estão ao seu dispor. Aproveite e esclareça todas as suas dúvidas e perceba se existe alguma campanha para ter acesso ao melhor seguro a preços mais baixos.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Mapa de Responsabilidades do Banco de Portugal: Como Utilizar</title>
		<link>https://reorganiza.pt/mapa-de-responsabilidades-de-credito-do-banco-de-portugal/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[João Morais Barbosa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 20 Feb 2025 10:44:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Crédito]]></category>
		<category><![CDATA[CRC]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://reorganiza.pt/?p=10878</guid>

					<description><![CDATA[O mapa de responsabilidades de crédito, muitas vezes denominado de lista negra do Banco de Portugal, é uma ferramenta muito importante para melhor gerir os seus créditos. Neste guia, vamos...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O mapa de responsabilidades de crédito, muitas vezes denominado de lista negra do Banco de Portugal, é uma ferramenta muito importante para melhor gerir os seus créditos. Neste guia, vamos ajudar a obter e a interpretar o seu mapa de créditos para que consiga otimizar os seus créditos de forma eficiente.</p>
<p><strong>Índice:</strong></p>
<ul>
<li><a href="#crc1">O que é o Mapa de Responsabilidades?</a></li>
<li><a href="#crc2">Informação disponível no Mapa de Responsabilidades</a></li>
<li><a href="#crc3">Quem tem acesso ao Mapa de Créditos?</a></li>
<li><a href="#crc4">Como obter o Mapa de Responsabilidades de Crédito?</a></li>
<li><a href="#crc7">Frequência recomentada para consultar o mapa?</a></li>
<li><a href="#crc5">Como usar o Mapa de Créditos para otimizar as suas finanças?</a></li>
<li><a href="#crc6">Dicas para gerir os créditos em família</a><a id="crc1"></a></li>
</ul>
<h2>O que é o Mapa de Responsabilidades?</h2>
<p>Mapa de Responsabilidades de Crédito ou Central de Responsabilidades de Crédito (CRC) é uma lista de todos os contratos de crédito que um contribuinte tem em seu nome no final de um determinado mês. No final do mês, todos os bancos em Portugal comunicam ao seu regulador (o Banco de Portugal) a lista de créditos por contribuinte. De seguida, o Banco de Portugal compila a informação e lista os contratos que o contribuinte tem em seu nome em todos os bancos.</p>
<p>Sendo uma centralização de todos os contratos, este mapa permite que tire uma fotografia imediata à sua situação creditícia. Por outro lado, permite aos bancos e demais instituições financeiras fazer análises de crédito mais acertadas e fidedignas. Assim, torna-se uma ferramenta importante para todos os agentes de mercado, contribuindo para uma melhor gestão de créditos e de riscos.</p>
<p><strong>Dica</strong>: Se teve um incumprimento de crédito, depois de o regularizar, espere 1 a 2 meses até ver o seu mapa regularizado.<a id="crc2"></a></p>
<h2>Informação disponível no Mapa de Responsabilidades</h2>
<p>O seu mapa de responsabilidades contém todas as informações sobre todos os seus créditos ativos e sobre créditos potenciais. Dito de outra forma, contém a informação relativa aos contratos que tem em curso, sejam créditos pessoais, crédito habitação ou crédito automóvel mas, também, informação sobre créditos potenciais. Ou seja, as linhas disponíveis mas não utilizadas de cartões de crédito, o descoberto autorizado da conta ordenado ou a sua responsabilidade enquanto fiador (de contratos pessoais) ou avalista (de contratos empresariais).</p>
<p>A informação disponibilizada contém:</p>
<ul>
<li>Tipo de crédito;</li>
<li>Entidade financeira que concedeu o crédito;</li>
<li>Prestação mensal;</li>
<li>Montante contratado;</li>
<li>Montante em dívida;</li>
<li>Situação do crédito (regular ou em incumprimento);</li>
<li>Valor de eventuais garantias.</li>
</ul>
<p>No que toca aos créditos potenciais, é referido o valor em dívida atualmente e o estado do crédito. Assim, uma sugestão/dica muito útil é que acompanhe o seu mapa de créditos para perceber se o seu familiar ou amigo de quem foi fiador está a cumprir com o crédito. Se não cumprir, rapidamente será contactado pelo banco para se responsabilizar pelo cumprimento.<a id="crc3"></a></p>
<h2>Quem tem acesso ao Mapa de Créditos?</h2>
<p>O acesso ao mapa de créditos é restrito a poucas entidades. Na prática, tem acesso ao mapa de créditos o seu titular ou a quem este deu autorização ou códigos de acesso ao portal das finanças. Assim, saiba que cada mapa é pessoal e que o seu mapa, com alguma probabilidade, irá diferir do mapa do seu marido ou mulher. Logo, ditam as regras da fidelidade financeira que tenham ambos acesso ao mapa e que falem abertamente sobre as suas implicações.</p>
<p>Quando pede um novo crédito, a instituição de crédito irá pedir que preencha uma autorização de acesso aos seus dados junto do Banco de Portugal. Pode recusar, mas se o fizer não lhe será concedido crédito. Como referido, este mapa é fundamental para que as entidades tracem o seu perfil de crédito, percebam o valor das prestações e calculem taxas de esforço.<a id="crc4"></a></p>
<h2>Como obter o Mapa de Responsabilidades de Crédito?</h2>
<p>O processo para retirar o seu mapa de créditos é muito simples.</p>
<ol>
<li>Aceder ao site do <a href="https://www.bportugal.pt/en/area-cidadao/formulario/227">Banco de Portugal</a>;</li>
<li>Aceitar condições de acesso;</li>
<li>Indicar mês e ano do mapa que pretende;</li>
<li>Autenticação com os dados de acesso ao Portal das Finanças ou Chave Móvel Digital.</li>
<li>Abrir o ficheiro que é descarregado automaticamente.<a id="crc7"></a></li>
</ol>
<h2>Frequência recomentada para consultar o mapa?</h2>
<p>Pode consultar o seu mapa de créditos sempre que o desejar. Por norma, irá ter um novo mapa nos últimos dias de cada mês, com informação referente ao mês anterior. Assim, há um ligeiro desfasamento temporal.</p>
<p>Se for fiador ou avalista de um contrato de crédito, sugerimos que consulte o seu mapa todos os meses, de modo a garantir que o contrato está a ser cumprido. Caso não o seja, poderá consultar o mapa uma vez por trimestre, de modo a perceber se a sua informação está correta ou se poderá ter alguma surpresa que necessite de correção. Por exemplo, não é incomum que algum cartão de crédito seja clonado e usado sem o seu conhecimento ou que uma conta à ordem entre em descoberto pelo pagamento de comissões de manutenção que pensava não existirem.<a id="crc5"></a></p>
<h2>Como usar o Mapa de Créditos para otimizar as suas finanças?</h2>
<p>Como referimos, este mapa é uma ferramenta importante para que consiga otimizar os seus créditos. Assim, sugerimos algumas etapas que podem ajudar quem tem mais do que um crédito:</p>
<ol>
<li>Identifique as instituições financeiras com créditos ativos;</li>
<li>Liste as características dos vários créditos, nomeadamente prazos, montantes e taxas de juro. Para algumas destas informações, poderá ter de recorrer ao seu homebanking ou extrato bancário;</li>
<li>Defina uma estratégia para otimizar os créditos. Poderá começar com a <a href="https://reorganiza.pt/credito-consolidado/">consolidação de créditos</a> ou com a <a href="https://reorganiza.pt/amortizar-credito/">amortização progressiva dos créditos</a> de curto prazo.<a id="crc6"></a></li>
</ol>
<h2>Dicas para gerir os créditos em família</h2>
<p>Como referido, se o mapa de créditos é individual, é comum que marido e mulher tenham mapas distintos. E isto pode acontecer porque:</p>
<ul>
<li>Os créditos foram contratados antes do casamento – Uma sugestão para quem vai casar, pode fazer sentido conhecer o mapa do seu noivo/noiva.</li>
<li>Existe um regime de casamento em separação de bens, por exemplo;</li>
<li>Alguns créditos de curto prazo não obrigam à assinatura dos dois conjugues. Ou seja, se contratar um cartão de crédito, não será exigida a assinatura do seu marido/mulher. Logo, pode acontecer que o seu companheiro esteja a acumular dívidas sem a informar.</li>
</ul>
<p><strong>Muito diálogo!</strong></p>
<p>Deixamos estas notas para alertar para a necessidade de haver muito diálogo sobre todos os temas em casa, com especial destaque para os temas financeiros. É sabido que muitos problemas familiares surgem por questões financeiras que poderiam facilmente ser evitados com diálogo e honestidade. E desengane-se quem acha que este tema não é comum. É mais comum do que se pensa. Normalmente começa com uma pequena dívida que depois vamos pagar. O problema é que a vida acontece-nos e acabamos por não conseguir pagar, sendo que o problema avoluma. A nossa sugestão:</p>
<ol>
<li>Defina um dia por mês para falar sobre dinheiro e para fazer um <a href="https://reorganiza.pt/orcamento-familiar-guia/">orçamento familiar</a>;</li>
<li>Defina objetivos em família;</li>
<li>Poupe uma percentagem do rendimento familiar para imprevistos.</li>
</ol>
<p>Se seguir estes 3 passos a vida torna-se muito mais fácil e, acima de tudo, liberta tempo para o que mais importa na vida (certamente que não envolve dinheiro).</p>
<p>Como percebemos, o mapa de responsabilidades de crédito pode facilitar-nos a vida e pode evitar muitos problemas. Sendo fácil de obter, não há desculpa para não ganhar um controlo rigoroso dos seus empréstimos, meio caminho andado para ter sucesso financeiro.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Fundo de Emergência: O Guia Completo para Proteger as Suas Finanças</title>
		<link>https://reorganiza.pt/fundo-de-emergencia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[João Morais Barbosa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 17 Feb 2025 11:48:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Finanças Pessoais]]></category>
		<category><![CDATA[Fundo de Emergencia]]></category>
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					<description><![CDATA[As regras de prudência e de segurança financeira ditam que temos de dispor de poupanças para emergências. É certo que imprevistos acontecem, só não sabemos quando acontecem. Logo, devemos ter...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>As regras de prudência e de segurança financeira ditam que temos de dispor de poupanças para emergências. É certo que imprevistos acontecem, só não sabemos quando acontecem. Logo, devemos ter um fundo de emergência bem constituído e guardado. Neste guia, vamos levá-lo ao mundo dos Fundos de Emergência onde perceberá como proteger as suas finanças.</p>
<p><strong>Índice:</strong></p>
<ul>
<li><a href="#FE1">O que é uma emergência?</a></li>
<li><a href="#FE2">O que é um fundo de emergência?</a></li>
<li><a href="#FE3">Porque deve ter um fundo de emergência?</a></li>
<li><a href="#FE4">Qual o valor a poupar?</a></li>
<li><a href="#FE5">Como constituir um Fundo de Emergência Passo a Passo?</a></li>
<li><a href="#FE6">E se tiver dívidas?</a></li>
<li><a href="#FE7">Como financiar o fundo de emergências?</a></li>
<li><a href="#FE8">Onde aplicar o seu Fundo de Emergência?</a><a id="FE1"></a></li>
</ul>
<h2>O que é uma emergência?</h2>
<p>Antes de avançarmos, é fundamental que se defina o que são emergências, pois este costuma ser um conceito algo… fluido. Uma emergência é um acontecimento que é impossível de prever. No contexto das finanças pessoais, é um acontecimento imprevisível e com um impacto financeiro, direto ou indireto. Por exemplo, ter um acidente de trabalho que nos deixa incapacitados ou bater com o carro, são duas emergências, porque imprevisíveis e com impactos financeiros. Já o pagamento do prémio anual do <a href="https://reorganiza.pt/seguros-particulares/outros-seguros/">seguro automóvel</a> ou o pagamento da prestação do crédito não só não são imprevistos como deviam ter sido corretamente orçamentados.<a id="FE2"></a></p>
<h2><strong>O que é um Fundo de Emergência?</strong></h2>
<p>Sabendo o que é uma emergência na esfera das finanças pessoais é fácil definir um fundo de emergência. Na prática, o fundo de emergência é uma poupança que constituímos para termos a segurança de saber que conseguiremos financiar acontecimentos imprevistos.<a id="FE3"></a></p>
<h2><strong>Porque deve ter um Fundo de Emergência?</strong></h2>
<p>Dispor de poupanças para situações imprevistas é fundamental por um conjunto de motivos:</p>
<ul>
<li>Equilíbrio emocional, porque sabemos que se acontecer alguma despesa imprevista, temos o dinheiro para a suportar;</li>
<li>Criação de hábitos de poupança, porque nos obriga a priorizar despesas e poupanças;</li>
<li>Evitar custos desnecessários, como comissões ou penalizações por atrasos de pagamentos;</li>
<li>Evitar endividamento, com custos significativos em termos de juros e comissões.</li>
</ul>
<p>Estes motivos estão também associados às principais causas de problemas financeiros. Como sabemos, algumas destas causas podem ver os seus impactos financeiros minimizados, sejam o desemprego, a doença (e consequente aumento de custos e queda de rendimentos) ou o divórcio.<a id="FE4"></a></p>
<h2>Qual o valor a poupar?</h2>
<p>Percebendo a importância de poupar para imprevistos, qual o valor que deve poupar? Não existe uma resposta única pois o valor vai depender bastante da sua realidade. Por exemplo, um funcionário público tem um risco inferior a um trabalhador a recibos verdes, que pode ver o seu rendimento cessar de um dia para o outro. Por outro lado, um pai solteiro provavelmente terá um risco financeiro maior do que um casal sem filhos.</p>
<p>Feitas estas considerações, podemos apontar para um <strong>valor entre 4 e 6 meses de despesas mensais</strong>. De notar que não associamos este valor ao rendimento, pois interessa-nos garantir que poderá pagar as despesas na situação extrema de perder o seu rendimento. Esta poupança pode ainda ser complementada por um bom seguro de proteção ao emprego ou de acidentes pessoais, seguros que lhe dão um rendimento mensal em caso de alguns imprevistos cobertos.<a id="FE5"></a></p>
<h2>Como constituir um Fundo de Emergência Passo a Passo?</h2>
<p>A constituição de um fundo de emergências não é nada complexa. Aliás, a parte mais difícil é mudar alguns hábitos de modo que consiga libertar rendimento para colocar de parte. No entanto, sugerimos os seguintes passos:</p>
<ol>
<li>Defina o valor que precisa de poupar e um prazo para o atingir;</li>
<li>Construa o seu <a href="https://reorganiza.pt/orcamento-familiar-guia/">orçamento familiar</a>, se ainda não o fez, para controlar o destino que dá ao seu dinheiro. Nesta etapa, defina um valor de poupança mensal como uma despesa essencial;</li>
<li>Defina a transferência mensal para o seu fundo de emergência, de modo a tornar o processo automático e sem o seu envolvimento.<a id="FE6" style="font-size: 16px;"></a></li>
</ol>
<h2>E se tiver dívidas?</h2>
<p>Um ponto fundamental neste processo é fazer uma correta gestão entre a poupança para emergências e eventuais dívidas que tenha em curso. De facto, é pouco racional ter dinheiro de parte quanto temos dívidas de curto prazo, porque no primeiro recebemos poucos ou nenhuns juros, enquanto no segundo pagamos das taxas mais elevadas ao banco. Assim, como regra, procure dispor de pelo menos 1.000€ no seu fundo de emergências, libertando o restante para liquidar dívidas de descobertos autorizados da conta ordenado e cartões de crédito. Deixe os outros contratos em curso até que consiga compor o seu fundo de emergência.<a id="FE7"></a></p>
<h2>Como financiar o fundo de emergências?</h2>
<p>Tudo isto é muito interessante mas poderá estar-se a questionar sobre como irá conseguir financiar o seu fundo de emergência. Podemos fazer planos, mas se não encontrarmos formas de poupar, seja pelo corte de custos ou pelo aumento de rendimentos, não conseguiremos atingir este objetivo tão necessário. Algumas ideias que podem ajudar:</p>
<ul>
<li>Considere a poupança como uma despesa prioritária;</li>
<li>Poupe logo no início do mês, que é quando tem dinheiro na conta bancária, o que irá forçar a alguns ajustes no seu nível de vida;</li>
<li>Corte custos, sendo os mais simples a poupança no <a href="https://reorganiza.pt/credito-habitacao/">crédito habitação</a> e no <a href="https://reorganiza.pt/seguros-particulares/seguros-vida-credito/">seguro de vida do crédito habitação</a>;</li>
<li>Cumpra o seu orçamento familiar, sendo que para tal pode ser necessário acabar com a autorização de descoberto na conta ordenado e com alguns <a href="https://reorganiza.pt/como-funciona-um-cartao-de-credito-tudo-o-que-precisa-saber/">cartões de crédito</a> que são autênticas tentações de consumo;</li>
<li>Comece já hoje. Não deixe para amanhã a definição de uma estratégia adequada. Para tal, se for o caso, fale com o seu marido ou a sua mulher e definam um plano em conjunto. Verá que tudo se torna mais fácil, quando a carga é repartida.<a id="FE8"></a></li>
</ul>
<h2>Onde aplicar o seu Fundo de Emergência?</h2>
<p>O investimento desta poupança, dizem as boas práticas, deve ser em aplicações sem risco e com uma grande liquidez. Por outro lado, deve estar depositado numa conta cujo acesso não seja imediato. Algumas sugestões passam por:</p>
<ul>
<li><strong>Depósitos a prazo mobilizáveis</strong> – Os <a href="https://reorganiza.pt/depositos-prazo/">depósitos a prazo</a> são soluções genericamente sem risco e que poderemos mobilizar de imediato. Pode acontecer perder juros corridos mas, em situações de emergência e para os montantes em causa, não será um grande problema;</li>
<li><strong>Certificados de aforro</strong> – Os <a href="https://reorganiza.pt/certificados-de-aforro/">certificados de aforro</a> são soluções sem risco e que podem ter uma taxa de retorno maior do que a generalidade dos depósitos a prazo. No entanto, tenha em atenção que nos primeiros 3 meses o dinheiro irá ficar indisponível. Assim, se não quiser correr risco, poderá fazer subscrições sequenciais, não aplicando o dinheiro todo no primeiro mês, não vá precisar do dinheiro nesse intervalo de tempo;</li>
<li><strong>Seguros financeiros</strong> &#8211; Os seguros financeiros, nomeadamente os <a href="https://reorganiza.pt/o-que-sao-seguros-de-capitalizacao/">seguros de capitalização</a>, podem ser soluções interessantes em termos de rentabilidade, segurança e fiscalidade. É importante escolher soluções que permitam resgates imediatos e isentos de custos. Estas soluções podem ser especialmente interessantes para empresários e gerentes de empresas.</li>
</ul>
<p>Como percebemos, um fundo de emergências pode ser uma ótima ferramenta para garantir a nossa segurança. Permite-nos, certamente, viver mais descansados, sabendo que estamos protegidos face a imprevistos. Vimos, também, que não será difícil começar e constituir a sua segurança financeira e as melhores soluções para aplicar o seu dinheiro. Agora… é só começar!</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Poupança Reforma: Dicas e Soluções para Garantir o Futuro</title>
		<link>https://reorganiza.pt/poupanca-reforma/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[João Morais Barbosa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 12 Feb 2025 09:33:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Poupança]]></category>
		<category><![CDATA[Reforma]]></category>
		<category><![CDATA[Poupança Reforma]]></category>
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					<description><![CDATA[Está preocupado com a melhor preparação da sua reforma? Gostava de saber como poupar para a reforma, de modo a garantir um futuro mais risonho? Neste artigo, vamos dar-lhe dicas...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Está preocupado com a melhor preparação da sua reforma? Gostava de saber como poupar para a reforma, de modo a garantir um futuro mais risonho? Neste artigo, vamos dar-lhe dicas e soluções para que consiga definir a melhor estratégia de poupança para o longo prazo.</p>
<p><strong>Índice:</strong></p>
<ul>
<li><a href="#pp1">Porque deve começar a poupar para a reforma já hoje?</a></li>
<li><a href="#pp2">Por que é importante planear o futuro financeiro?</a></li>
<li><a href="#pp3">O que não conseguimos prever?</a></li>
<li><a href="#pp4">O que procurar numa aplicação para a reforma?</a></li>
<li><a href="#pp5">Como poupar para a reforma?</a><a id="pp1"></a></li>
</ul>
<h2>Porque deve começar a poupar para a reforma já hoje?</h2>
<p>A melhor altura para começar a poupar para a reforma é no início da nossa carreira. Como não podemos voltar atrás no tempo, o segundo melhor dia é hoje. E é importante começar já hoje para não perdermos mais tempo. É certo que devemos ter muitos anos pela frente (esperemos). Mas também é certo que quanto mais cedo começarmos, mais cedo iremos colocar em marcha o efeito dos juros compostos.</p>
<p>Para melhor perceber o impacto desta decisão, imagine dois cenários:</p>
<ul>
<li>Poupança mensal de 50€;</li>
<li>Taxa de retorno – 5%;</li>
<li>Início hoje por 30 anos ou início dentro de 10 anos por 20 anos.</li>
</ul>
<p>Se começar hoje, irá acumular cerca de 34.700€ ao final de 30 anos. No entanto, se o início for dentro e 10 anos, irá acumular “apenas” 18.300€ no final do prazo. Ou seja, reduz as entregas em um terço do tempo, mas acumulará cerca de 50% menos. É caso para se dizer que tempo é dinheiro!<a id="pp2"></a></p>
<h2>Por que é importante planear o futuro financeiro?</h2>
<p>Esta pergunta tem respostas evidentes. De forma sumária, temos vários benefícios em planear o nosso futuro financeiro, sendo os principais:</p>
<ol>
<li>Garantir que fazemos o que é preciso para atingir o nível de conforto financeiro e material que idealizamos;</li>
<li>Ter a segurança para encarar o futuro com otimismo, sabendo que teremos poupanças para fazer face a imprevistos;</li>
<li>Atingir os nossos objetivos, quaisquer que eles sejam. Cada pessoa e cada família tem os seus objetivos e aspirações, sendo importante conhecê-los.<a id="pp3"></a></li>
</ol>
<h2>O que não conseguimos prever?</h2>
<p>Neste processo de <a href="https://reorganiza.pt/seguros-empresas/plano-de-poupanca-e-reforma-ppr/">poupança para a reforma</a> ou, se quiser, poupança para o longo prazo, existem inúmeros fatores que não conseguiremos prever. Não sendo previsíveis, obrigarão a maior conservadorismo quando definimos os nossos planos, nomeadamente o montante que poupamos todos os meses.</p>
<h3><strong>Retorno do Investimento</strong></h3>
<p>Quando falamos de taxas de retorno dos investimentos temos sempre de falar da relação entre o risco que estamos dispostos a correr e o retorno que prevemos obter. Infelizmente, a maioria das pessoas tende a investir para o longo prazo com soluções de poupança sem risco, nomeadamente depósitos a prazo ou <a href="https://reorganiza.pt/poupar-para-a-reforma/">PPR</a> com capital garantido. Dizemos infelizmente porque o investimento de longo prazo permite, em teoria, assumir mais riscos para obter mais retorno. Assim, é fundamental que consigamos que as pessoas mudem a sua postura face ao risco, isto se querem atingir objetivos financeiros mais ambiciosos.</p>
<p>Não sendo possível saber com precisão qual será o retorno do nosso investimento, podemos considerar os retornos históricos. Assim, é comum assumirmos que, para prazos longos, o retorno anual será:</p>
<ul>
<li>Ações – 8%;</li>
<li>Obrigações – 3%-4%.</li>
</ul>
<p>Logo, tendo uma carteira diversificada entre ações e obrigações, será provável que a sua taxa de retorno se situe na casa dos 4% a 8%, dependendo da maior ou menor alocação a ações!</p>
<h3><strong>Valor da sua pensão</strong></h3>
<p>Outro fator que está cheio de incertezas é o valor da sua primeira pensão. Existem inúmeros fatores, como sejam a evolução dos seus salários, a taxa de inflação e o fator de sustentabilidade. Dito isto, é possível ter uma ideia deste valor através da utilização do simulador na sua área reservada na <a href="https://app.seg-social.pt/sso/login">Segurança Social Direta</a>. Por fim, alguns estudos apontam para que a relação entre a primeira pensão e o último salário de alguém na casa dos 40 anos seja na ordem dos 50%. Imagine o que será viver com menos 50% de rendimento e o que isso fará ao seu conforto.</p>
<h3><strong>Idade da reforma</strong></h3>
<p>Fruto do aumento da esperança média de vida, a idade da reforma tem vindo também ela a aumentar. Vivemos mais anos e vivemos mais anos reformados. Se o sistema de pensões é financiado pelas contribuições dos que estão no ativo, facilmente percebemos que alguma coisa terá de mudar. E o que vai mudar serão certamente o valor dos descontos (subir) e o valor dos direitos (descer). Se alguém disser o contrário estará a faltar à verdade!<a id="pp4"></a></p>
<h2>O que procurar numa aplicação para a reforma?</h2>
<p>Tendo como certas estas incertezas e sabendo que o futuro é também ele incerto, é altura de escolhermos uma ou mais aplicações financeiras. Neste contexto, deverá ter em atenção alguns critérios para diferenciar as aplicações:</p>
<h3><strong>Perfil de risco</strong></h3>
<p>O perfil de risco é um dos fatores mais analisados pelos clientes. Como referido, a preferência tem estado assente em produtos em risco e com capital garantido. No entanto, existem produtos com maior exposição a ações, podendo atingir 100% em ações. Assim, saiba qual o seu perfil de risco e qual o nível de risco de cada aplicação, para escolher um produto com o qual se sinta confortável.</p>
<h3><strong>Fiscalidade</strong></h3>
<p>Os produtos de reforma costumam ter associados benefícios fiscais, nomeadamente à entrada (sob a forma de deduções à coleta) e à saída (tributação de lucros). Dito isto, podemos poupar para a reforma noutros produtos, como sejam <a href="https://reorganiza.pt/fundos-de-investimento-guia/">fundos de investimento</a>, ETF ou seguros financeiros. Logo, perceba qual a fiscalidade aplicável ao produto que está a analisar, pensando sempre que diferenças de 10 ou 20 pontos percentuais na taxa de imposto, passados muitos anos, fazem uma grande diferença.</p>
<h3><strong>Qualidade da gestão</strong></h3>
<p>Os produtos de investimento são geridos por sociedades gestoras. Como em tudo nos negócios, existem gestores melhores ou piores e é fundamental que escolha uma sociedade gestora credível e com resultados comprovados. Procure perceber o desempenho histórico dos fundos e compare-o com o desempenho do índice de referência (<em>benchmark</em>).</p>
<h3><strong>Comissões</strong></h3>
<p>Analise com cuidado a estrutura de comissões dos diferentes fundos. No caso dos produtos de reforma, as sociedades gestoras portuguesas costumam cobrar taxas maiores, nomeadamente comissão de subscrição. Adicionalmente, existem as comissões de gestão, resgate e eventualmente de desempenho. Assim, sugerimos que <strong>analise a taxa global de custos</strong>, que representa todos os custos que os clientes suportam, apesar de não os verem (porque deduzidos diariamente ao valor do seu investimento).</p>
<h3><strong>Flexibilidade e facilidade de movimentação</strong></h3>
<p>Um último tópico que deve analisar prende-se com a flexibilidade e facilidade em fazer subscrições e resgates. Neste campo, perceba os sistemas de entregas programadas, os mínimos de subscrição e os critérios de resgate sem penalizações.<a id="pp5"></a></p>
<h2>Como poupar para a reforma?</h2>
<p>Vimos atrás como escolher aplicações financeiras. Agora, importa perceber como conseguiremos encontrar dinheiro para colocar nestas aplicações. Assim, sugerimos:</p>
<ul>
<li>Poupe todos os meses, o que torna o esforço menos difícil (ou mais fácil);</li>
<li>Utilize parte dos seus subsídios de férias e/ou de Natal;</li>
<li>Use parte do seu reembolso de IRS, que apesar de estar a ser reduzido, não deixa de ser um rendimento extra que pode usar para poupar.</li>
</ul>
<p>A poupança reforma será cada vez mais necessária, dados os grandes desafios que temos na sustentabilidade da nossa Segurança Social. Assim, deverá considerá-la uma prioridade pois, se não o fizer, mais ninguém o fará. Se precisar de algum apoio na escolha do melhor produto não hesite e entre em <a href="https://reorganiza.pt/contactos/">contacto com um dos nossos consultores</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Poupar para a Reforma: Tudo o que Precisa de Saber para um Futuro Seguro</title>
		<link>https://reorganiza.pt/poupar-para-a-reforma/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[João Morais Barbosa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Feb 2025 15:26:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Poupar]]></category>
		<category><![CDATA[Reforma]]></category>
		<category><![CDATA[Investir]]></category>
		<category><![CDATA[PPR]]></category>
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					<description><![CDATA[O tema das reformas vai estar cada vez mais na ordem do dia. Neste guia, vamos abordar tudo o que precisa de saber para poupar para a reforma. Mostraremos os...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O tema das reformas vai estar cada vez mais na ordem do dia. Neste guia, vamos abordar tudo o que precisa de saber para poupar para a reforma. Mostraremos os motivos para começar o quanto antes, os produtos mais adequados e as melhores estratégias para atingir os seus objetivos.</p>
<p><strong>Índice:</strong></p>
<ul>
<li><a href="#p1">Como são financiadas as reformas em Portugal?</a></li>
<li><a href="#p2">O que é o Sistema de Repartição</a></li>
<li><a href="#p3">Como saber o valor da minha pensão?</a></li>
<li><a href="#p4">O que é a taxa de substituição</a></li>
<li><a href="#p5">Como poupar para a reforma?</a>
<ul>
<li><a href="#p6">Quanto tenho de poupar?</a></li>
<li><a href="#p7">Onde investir para a reforma?</a></li>
<li><a href="#p8">Como investir para a reforma?</a></li>
<li><a href="#p9">Quanto poupar todos os meses?</a></li>
</ul>
</li>
<li><a href="#p10">O que concluir?</a><a id="p1"></a></li>
</ul>
<h2>Como são financiadas as reformas em Portugal?</h2>
<p>Saber como são financiadas as reformas é meio caminho andado para perceber porque é que tem de começar o quanto antes. Vai perceber que o sistema, tal como está, não é sustentável.<a id="p2"></a></p>
<h2>Sistema de Repartição</h2>
<p>As pensões de reforma do Estado são financiadas pelos trabalhadores no ativo. Ou seja, são os trabalhadores no ativo que pagam as pensões dos reformados, um sistema que é conhecido como sistema de repartição. Este sistema implica que exista uma solidariedade entre gerações, porque quem paga agora faz isso não só porque é obrigado mas, também, porque acredita que virá alguém no futuro que pague as suas pensões.</p>
<p>As contribuições atuais para a Segurança Social são:</p>
<ul>
<li>11% deduzido do salário do trabalhador, pelo que é pago por si;</li>
<li>75% que a entidade patronal paga acima do salário bruto, chamado Taxa Social Única ou TSU.</li>
</ul>
<p>Deste valor, sensivelmente 20% é destinado a pagar pensões de velhice, sendo o restante distribuído por outros benefícios sociais, como sejam fundo de desemprego ou baixas de maternidade. Por fim, este desconto permite formar um direito no futuro, chamado de benefício definido. Não se alterando as regras, o que nos parece cada vez mais difícil, poderá simular quanto irá ser a sua pensão ou, pelo menos, os critérios que contribuem para a sua formação.<a id="p3"></a></p>
<h2>Como saber o valor da minha pensão?</h2>
<p>A maneira mais simples de calcular a sua possível pensão é utilizar o<a href="https://app.seg-social.pt/sso/login?service=https%3A%2F%2Fapp.seg-social.pt%2Fptss%2Fcaslogin"> simulador disponibilizado pela Segurança Social Direta</a>. Tenha em atenção que esta informação não é vinculativa e que assume um conjunto de pressupostos, nomeadamente sobre a evolução do seu rendimento no futuro. Para fazer a simulação, entre na sua área pessoal e selecione pensões. Nesse campo, terá duas opções:</p>
<ol>
<li>Simulação Automática, com base nos salários que se encontram registados na Segurança Social;</li>
<li>Simulação à Medida, onde poderá simular reformas antecipadas e incluir ou alterar rendimentos futuros.</li>
</ol>
<p>Utilize esta informação com cautela e como uma ideia de base. No entanto, deve ser conservador e considerar que este será o melhor dos cenários. Por fim, pense sempre que a tendência será para uma alteração das regras do jogo, nomeadamente o aumento das contribuições e/ou a redução de benefícios.<a id="p4"></a></p>
<h2>O que é a taxa de substituição</h2>
<p>Alguns estudos têm procurado perceber como irão evoluir as pensões nos próximos anos, tendo em conta fatores económicos e demográficos. Estes estudos tentam perceber a relação entre a nossa primeira pensão e o nosso último salário, aquilo que é conhecido como taxa de substituição.</p>
<p>Se reparar, a tendência é para uma queda acentuada da taxa de substituição. Por exemplo, se estiver na casa dos 20 anos, saberá que a sua primeira pensão será, no máximo, 45% do seu último salário. Com base nesta estimativa, poderá pensar:</p>
<ul>
<li>Para manter o meu padrão de vida, terei de encontrar forma de financiar estes 55% de quebra;</li>
<li>Não quero poupar, pelo que terei de assumir que o meu padrão de vida vai cair bastante.</li>
</ul>
<p>Não existem caminhos fáceis. A taxa de substituição irá evoluir deste modo porque vivemos mais anos e temos menos filhos. A nossa população está a envelhecer, e não é razoável pensar que trabalhamos 40 anos com descontos para viver outros 25 a 35 anos reformados. A matemática não engana, apesar de nos quererem fazer acreditar no contrário.<a id="p5"></a></p>
<h2>Como poupar para a reforma?</h2>
<p>Aqui chegados, é importante procurarmos responder a algumas questões. Nomeadamente, quanto teremos de poupar para a reforma, qual a idade ideal para começar e quais as contas a fazer. Obviamente que não será uma resposta científica, mas iremos conseguir dar algumas pistas para pequenas mudanças de comportamentos que serão necessárias.<a id="p6"></a></p>
<h2>Quanto tenho de poupar?</h2>
<p>A primeira questão a responder é quanto tenho de poupar para a reforma. Não é simples. Para responder, deverá ter em atenção qual o seu nível de vida desejado. Saiba que as despesas enquanto reformado irão aumentar consideravelmente, nomeadamente as despesas de saúde e de lazer.</p>
<p>Tendo por base esta expetativa e utilizando o simulador de reforma da Segurança Social, saberá quanto tem de acumular para a reforma. Imagine que o seu último salário é 1.000€ e que a taxa de substituição é de 50%, irá ter de obter um complemento de reforma de 500€ mensais ou 6.000€ por ano. Se contar viver dos 67 anos até aos 85, saberá que tem de dispor de um valor poupado de 108.000€. Parece muito, mas como verá, se começar a poupar cedo, é relativamente fácil atingir esse valor.</p>
<p>Uma outra fórmula de cálculo assenta na taxa de retorno que pode obter numa carteira de investimento diversificada. Neste caso, assumindo uma taxa de 4%, para obter uma renda de 500€ ou os mesmos 6.000€ por ano. Assim, dividindo 6.000€ por 4%, irá ter de poupar 150.000€. Uma vantagem desta fórmula é que assume que se tiver este valor aforrado, mantendo o capital investido, poderá retirar 500€ de rendimento todos os meses sem delapidar o seu património. Acabará deixando uma herança aos seus filhos ou, em alternativa, poderá gastar mais todos os meses até que o seu dinheiro se esgote.<a id="p7"></a></p>
<h2>Onde investir para a reforma?</h2>
<p>Para acumular este património poderá recorrer a um conjunto vasto de produtos e aplicações, quer sejam financeiras quer sejam não financeiras, como o caso do imobiliário. Neste contexto, é relevante distinguir dois conceitos, que apesar de próximos não são sinónimos:</p>
<h3><strong>Poupança</strong></h3>
<p>Em que a preocupação da pessoa é a preservação do capital. Por outras palavras, quem poupa tem como preocupação não perder dinheiro, sendo que para tal não assume riscos e compromete o retorno;</p>
<h3><strong>Investimento</strong></h3>
<p>Em que a preocupação e o foco é ganhar poder de compra. Assim, quem investe assume algum (ou muito) risco, na expetativa de vir a ganhar dinheiro.</p>
<p>Quando falamos da reforma e como para a generalidade das pessoas ainda faltam bastantes anos para esse evento, preferimos falar do conceito de investimento. Infelizmente, os nossos compatriotas tendem a preferir poupar, o que faz com que os montantes acumulados sejam muito baixos. E defendemos que as pessoas devem investir para a reforma pois acreditamos que beneficiam muito do efeito dos juros compostos num horizonte temporal grande.</p>
<p>Quem investe para a reforma, pode optar por vários produtos, sendo de se destacar 3:</p>
<h3><strong>Planos Poupança Reforma (PPR)</strong></h3>
<p>São das soluções favoritas em Portugal, dadas as suas vantagens fiscais, nomeadamente ao nível da tributação das mais-valias e na possibilidade de dedução à coleta de IRS. Para mis detalhes sobre estes produtos, sugerimos a leitura do <a href="https://reorganiza.pt/ppr-como-escolher-ppr-investir/">Guia dos PPR</a>.</p>
<h3><strong>Fundos de Pensões</strong></h3>
<p>Soluções mais procuradas por empresas, dado o enquadramento fiscal na sua política de remunerações. Os <a href="https://reorganiza.pt/seguros-empresas/fundo-de-pensoes/">fundos de pensões</a> são soluções de investimento que podem ter mais ou menos risco e que são vantajosas em termos fiscais (IRS, TSU e Segurança Social).</p>
<h3><strong>Imobiliário</strong></h3>
<p>Nomeadamente a <a href="https://reorganiza.pt/investimento-imobiliario-como-investir-em-imoveis/">compra de imóveis para arrendamento</a>, beneficiando assim de um retorno mensal sob a forma de renda e a valorização do ativo, que tende a acompanhar a taxa de inflação.<a id="p8"></a></p>
<h2>Como investir para a reforma?</h2>
<p>A melhor forma de investir para a reforma ou para o longo prazo de forma mais genérica consiste em contratar um produto com entregas programadas. A dinâmica é simples:</p>
<ol>
<li>Escolha de um produto com risco;</li>
<li>Fazer entregas mensais de um montante determinado;</li>
<li>De forma automática, de modo a beneficiar do efeito inércia.</li>
</ol>
<p>Diz-nos a experiência que esta forma de investimento é das mais bem-sucedidas, na medida em que torna o processo automático de tal modo que acabamos esquecendo que estamos a poupar. Se não acredita, experimente durante uns meses.<a id="p9"></a></p>
<h2>Quanto poupar todos os meses?</h2>
<p>O montante que deve poupar todos os meses para o longo prazo depende dos seus objetivos e do espaço que tem no seu orçamento familiar para o efeito. A sugestão é que comece o quanto antes, de modo a colocar em marcha o efeito dos juros compostos.</p>
<p>Lembra-se de termos dito que poupar mais de 100.000€ não era assim tão difícil? Pois bem, se optar por começar com 25 anos, bastarão 35€ por mês, até que chegue à idade da reforma, para atingir 135.000€ de aforro. É certo que estas contas implicam que tenha uma taxa de retorno anual de 8%, o que só é possível com uma estratégia de investimento diversificada. Por outro lado, se fez o investimento através do imobiliário e com recurso a crédito habitação, com facilidade atinge taxas de retorno bastante superiores. Já se começar a investir mais tarde, o esforço mensal exigido é muito superior&#8230;</p>
<p><strong>Figura &#8211; Poupança mensal exigida para obter 135.000€ até aos 67 anos</strong></p>
<h2><img decoding="async" class="wp-image-10851 size-full aligncenter" src="https://reorganiza.pt/wp-content/uploads/2025/02/Poupar-para-a-reforma.jpg" alt="Poupar para a reforma" width="783" height="327" srcset="https://reorganiza.pt/wp-content/uploads/2025/02/Poupar-para-a-reforma.jpg 783w, https://reorganiza.pt/wp-content/uploads/2025/02/Poupar-para-a-reforma-300x125.jpg 300w, https://reorganiza.pt/wp-content/uploads/2025/02/Poupar-para-a-reforma-768x321.jpg 768w" sizes="(max-width: 783px) 100vw, 783px" /><a id="p10"></a></h2>
<h2>O que concluir?</h2>
<p>É notório que temos de poupar para a reforma, porque a taxa de substituição de pensões será muito baixa. Caso não queiramos perder qualidade de vida, temos de começar a poupar o quanto antes e optar por constituir uma carteira de investimento diversificada, com risco, para obter maior retorno. Se precisar de algum tipo de apoio ou de esclarecer as suas dúvidas, queira <a href="https://reorganiza.pt/seguros-empresas/plano-de-poupanca-e-reforma-ppr/">preencher o formulário</a> ou entrar diretamente em <a href="https://reorganiza.pt/contactos/">contacto conosco</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Como Funciona um Cartão de Crédito: Tudo o Que Precisa Saber</title>
		<link>https://reorganiza.pt/como-funciona-um-cartao-de-credito-tudo-o-que-precisa-saber/</link>
					<comments>https://reorganiza.pt/como-funciona-um-cartao-de-credito-tudo-o-que-precisa-saber/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[João Morais Barbosa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 26 Jan 2025 10:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Crédito]]></category>
		<category><![CDATA[Literacia Financeira]]></category>
		<category><![CDATA[Cartões de Crédito]]></category>
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					<description><![CDATA[O cartão de crédito pode ser uma importante ferramenta para a gestão das suas finanças mensais, se bem utilizado. Contudo, pode trazer graves problemas caso seja mal utilizado. Neste artigo,...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O cartão de crédito pode ser uma importante ferramenta para a gestão das suas finanças mensais, se bem utilizado. Contudo, pode trazer graves problemas caso seja mal utilizado. Neste artigo, explicamos o que é um cartão de crédito, como funciona, vantagens, desvantagens, perigos. Enfim, tudo o que precisa de saber para escolher e utilizar o melhor cartão de crédito para si.</p>
<p><strong>Índice:</strong></p>
<ul>
<li><a href="#ccc1">O que é um cartão de crédito?</a></li>
<li><a href="#ccc2">Diferenças entre cartão de crédito e débito?</a></li>
<li><a href="#ccc3">Como funciona um cartão de crédito?</a></li>
<li><a href="#ccc4">Quais são as modalidades de pagamento?</a></li>
<li><a href="#ccc5">Qual a taxa de juro do cartão de crédito?</a></li>
<li><a href="#ccc6">Quais as vantagens da utilização do cartão de crédito?</a></li>
<li><a href="#ccc7">Quando usar o cartão de crédito?</a></li>
<li><a href="#ccc8">Desvantagens ou Perigos</a></li>
<li><a href="#ccc9">Como escolher o melhor cartão de crédito?</a></li>
<li><a href="#ccc10">Dicas para usar o cartão de crédito de forma segura</a></li>
<li><a href="#ccc11">Não precisamos de mais do que um cartão!</a></li>
<li><a href="#ccc12">Sinais de alerta de má utilização de cartão de crédito</a></li>
<li><a href="#ccc13">Como eliminar uma dívida do cartão de crédito?</a><a id="ccc1"></a></li>
</ul>
<h2>O que é um cartão de crédito e como funciona?</h2>
<p>Um cartão de crédito é um meio de pagamento muito popular em Portugal. De facto, cada vez mais pessoas usam estes cartões sendo que os dados mais recentes apontam para que tenhamos mais do que um cartão de crédito por adulto!</p>
<p>Na prática, o cartão de crédito é um cartão igual ao Cartão Multibanco mas que disponibiliza o acesso a um montante de crédito pré-aprovado pelo seu banco. Ou seja, pode pedir dinheiro emprestado sem ter de prestar contas a ninguém e sem que tenha dinheiro disponível na conta á ordem.<a id="ccc2"></a></p>
<h3>Diferenças entre cartão de crédito e débito?</h3>
<p>Como referido, o cartão de crédito é em tudo idêntico ao cartão de débito. No entanto, destacamos algumas diferenças que&#8230; fazem toda a diferença:</p>
<ul>
<li><strong>Acesso a plafond de crédito</strong> &#8211; Ao usar o cartão de crédito, tem automaticamente acesso a um montante de crédito pré-aprovado, ao passo que no cartão de débito só utiliza o dinheiro que depositou na sua conta;</li>
<li><strong>Acesso a benefícios</strong> &#8211; O cartão de crédito tem associado um conjunto de benefícios que podem fazer toda a diferença, como poderá conhecer mais abaixo.<a id="ccc3"></a></li>
</ul>
<h3>Como funciona um cartão de crédito?</h3>
<p>O funcionamento do cartão de crédito é em tudo semelhante ao cartão de débito. Pode usar o cartão na generalidade dos terminais de pagamento, sendo que alguns apenas aceitam os cartões de débito. Quando faz um pagamento de produtos ou de serviços, o seu fornecedor de cartão de crédito (pode ser um Banco ou uma Instituição Financeira) empresta o dinheiro e lança o valor em dívida na sua conta cartão. Ou seja, vai acumulando um valor em dívida que terá de ser pago de acordo com a modalidade de pagamento.</p>
<p>Para melhor compreendermos, podemos considerar este empréstimo como uma <strong>conta corrente</strong>. Quando pedimos dinheiro emprestado a conta aumenta e quando pagamos a conta diminui. Podemos pagar no final do mês ou quando quisermos, bastando para tal consultarmos as referências para pagamento no <em>Homebanking</em> do nosso fornecedor. Um outro exemplo que pode ajudar é pensar na dívida do cartão de crédito em paralelismo com o descoberto da conta ordenado, se bem que esta última cobra juros desde o primeiro segundo em que temos dívida. Já agora, veja o que é preferível, <a href="https://reorganiza.pt/conta-ordenado-ou-carto-de-credito/">cartão de crédito ou conta ordenado</a>.</p>
<p><strong>Dica</strong>: Se sente que pode ter alguma dificuldade de controlo das suas despesas mensais, opte por fazer liquidações antecipadas do capital em dívida. Deste modo, reduz a probabilidade de vir a ter dificuldades de pagamento no futuro.<a id="ccc4"></a></p>
<h3>Quais são as modalidades de pagamento?</h3>
<p>A modalidade de pagamento é um acordo entre o cliente e o fornecedor do cartão, que determina o prazo de pagamento da dívida. Podemos definir diferentes modalidades, sendo a mais recomendável o pagamento a 100% no final do mês (neste caso, não paga juros e usa o dinheiro gratuitamente até 50 dias). Outras modalidades são associadas ao valor em dívida, existindo um mínimo que varia de cartão para cartão, mas que pode ira até 2%. Neste caso, saiba que irá pagar muito dinheiro em juros e, com grande probabilidade, nunca mais se vai livrar daquela dívida. Fará sentido? E fará sentido ter dinheiro em depósitos a prazo ou outros investimentos quando acumula dívidas de cartão de crédito?<a id="ccc5"></a></p>
<h2>Qual a taxa de juro do cartão de crédito?</h2>
<p>Como referimos atrás, não precisamos de dar satisfações ao banco de como utilizamos o <em>plafond</em> disponível do cartão. Por outro lado, a única garantia que damos ao banco está associada à nossa qualidade de crédito. Ou seja, o risco para o banco é bastante elevado. Logo, a taxa de juro associada é a taxa máxima permitida por lei, a chamada taxa de usura. De notar que a taxa de usura pode variar várias vezes por ano, tanto para cima como para baixo. No entanto, ao contratarmos um cartão de crédito ficamos com a taxa determinada para sempre, salvo alterações negociadas com o banco.</p>
<p><strong>Dica</strong>: Analise a taxa de juro que está associada ao seu cartão de crédito e compare com as taxas de juro de mercado. Se contratou o cartão há vários anos, é bem provável que a taxa que lhe é cobrada seja desajustada. Isto significa que pode poupar muito dinheiro ao negociar a taxa de juro com o seu banco!<a id="ccc6"></a></p>
<h2>Quais as vantagens da utilização do cartão de crédito?</h2>
<p>Os cartões de crédito cresceram muito em popularidade porque têm um conjunto de vantagens muito relevantes:</p>
<ul>
<li><strong>Facilidade de utilização</strong> – Os cartões das principais redes (<a href="https://www.visa.pt/">Visa</a>, <a href="https://www.mastercard.pt/pt-pt.html">Mastercard</a>) são aceites em Portugal e em todo o mundo, o que facilita bastante a nossa vida;</li>
<li><strong>Flexibilidade de pagamento</strong> – Podemos escolher modalidades de pagamento que se adequem à nossa vida financeira. Em momentos de maior aperto podemos diferir pagamentos (mas pagamos juros), mas devemos ter cuidado;</li>
<li><strong>Possibilidade de ter crédito gratuito</strong> – Pagando o valor em dívida a 100% no dia acordado, podemos usar o dinheiro do banco sem pagar juros. Este prazo pode chegar até 50 dias;</li>
<li><strong>Seguros associados</strong> – A generalidade dos cartões tem um conjunto de seguros associados, que embora desconhecidos ou esquecidos são muito relevantes. Por exemplo, seguros de acidentes, seguros de viagem ou mesmo <a href="https://reorganiza.pt/seguros-particulares/seguros-vida/">seguros de vida</a>.</li>
<li><strong>Programas de Fidelização</strong> – A grande maioria dos cartões tem associados esquemas de fidelização para promover a sua utilização (o banco ganha comissões pelas transações realizadas, pagas pelos vendedores). Assim, programas como milhas em transportadoras aéreas, sistemas de <em>cashback</em>, descontos em diversos comerciantes, entre outros.<a id="ccc7"></a></li>
</ul>
<h2>Quando usar bem o seu cartão?</h2>
<p>A utilização do cartão de crédito não é uma inevitabilidade. Podemos escolher usar ou não usar. No entanto, podemos destacar alguns momentos que podem justificar melhor o recurso a esta facilidade:</p>
<ol>
<li>Despesas planeadas e pagamentos fracionados &#8211; Pode planear algumas despesas mais avultadas e usar o cartão para poder fazer pagamentos fracionados. Neste caso, sugerimos que garanta que o fracionamento não tem qualquer custo ou comissão associada pois, caso contrário, a compra irá ficar bastante mais cara;</li>
<li>Benefícios em compras online &#8211; Podemos ter benefícios por fazer compras online, sendo que maioria das vezes precisamos de ter um cartão de crédito;</li>
<li>Pagamento de Viagens &#8211; O pagamento de viagens com cartão de crédito permite ter acesso a seguros que podem ser muito vantajosos!<a id="ccc8"></a></li>
</ol>
<h2>Desvantagens ou Perigos</h2>
<p>Como em quase tudo na vida, as vantagens podem vir acompanhadas de desvantagens ou de grandes perigos. De facto, a má utilização dos cartões de crédito está associada a situações de grandes dificuldades financeiras por parte dos (incautos) utilizadores. Siga as nossas dicas e tenha cuidado com:</p>
<ol>
<li><strong>Taxa de juro</strong> – Como referido acima, a taxa de juro dos cartões de crédito é a mais alta do mercado. Não é incomum vermos clientes que recorrem aos nossos serviços de <a href="https://reorganiza.pt/credito-consolidado/">consolidação de crédito</a> a ter taxas de juro superiores a 20%. Ou seja, por cada 100€ em dívida pagam mais 20€ de juros por ano, todos os anos. Cautela!</li>
<li><strong>Pagamentos Mínimos</strong> – No momento de pagar, existe uma grande tentação de não fazer o pagamento da totalidade do valor em dívida. Assim, acabamos escolhendo modalidades de pagamento muito baixas, o que perpetua a dívida por muitos anos;</li>
<li><strong>Fraudes</strong> – Existe várias fraudes com cartões, sejam de crédito ou de débito. Apesar de existirem seguros que protegem os clientes, isso obriga a que estes estejam atentos ao extrato do cartão para controlar os movimentos.</li>
<li><strong>Tentação ao consumo</strong> – Um dos grandes perigos do cartão de crédito é que separa o momento do pagamento do momento da compra. Isto significa que temos o prazer da compra mas não sentimos a dor do pagamento. Logo, a tentação a gastar acima das possibilidades é muito grande. Cuidado. A compra fracionada implica, em média, que gastemos pelo menos mais 15% do que gastaríamos se pagássemos a pronto pagamento.</li>
<li><strong>Cash Advance</strong> &#8211; Pode transferir dinheiro da conta do seu cartão para a sua conta à ordem. No entanto, esta &#8220;facilidade&#8221; tem associado um valor de comissões de juros que pode ser proibitivo. Assim, evite ao máximo usar esta ferramenta.<a id="ccc9"></a></li>
</ol>
<h2>Como escolher o melhor cartão de crédito?</h2>
<p>A escolha do cartão mais adequado às suas necessidades passa, em grande medida, por conhecer quais são essas necessidades. Para que precisa de um cartão? Compras recorrentes? Para viagens? Qual a periodicidade de utilização?</p>
<p>A resposta a estas questões habilita-o a procurar o cartão mais adequado para si. Tenha em atenção alguns aspetos, como sendo:</p>
<ul>
<li><strong>Taxa de juro</strong>, procurando negociar as atualizações da taxa de juro quando o Banco de Portugal atualiza as taxas de usura (se tem um cartão de crédito antigo, é provável que a taxa de juro que lhe é cobrada esteja muito superior ao que poderia contratar hoje em dia;</li>
<li><strong>Anuidade</strong> – Se for um utilizador regular, a anuidade costuma ser eliminada e a taxa de juro tende a ser mais baixa;</li>
<li><strong>Penalidades por atraso de pagamento</strong> (acontecem e alguns bancos são mais agressivos do que outros);</li>
<li><strong>Programas de fidelização</strong>;</li>
<li><strong>Taxas de utilização do cartão no estrangeiro</strong> e taxas de câmbio.<a id="ccc10"></a></li>
</ul>
<h2>Dicas para usar o cartão de forma segura</h2>
<p>Algumas dicas podem ajudar a que tome melhor proveito do cartão de crédito, nomeadamente:</p>
<ol>
<li>Antes de escolher um cartão de crédito, compare alternativas e escolha o que tem mais benefícios e custos mais baixos;</li>
<li>Ler as condições do contrato, garantindo que conhece as datas de pagamento e o funcionamento dos seguros contra fraudes;</li>
<li>Pague a dívida a 100%, de modo a evitar juros que podem ser muito pesados;</li>
<li>Se não conseguir pagar a dívida a 100%, nunca faça o pagamento do valor mínimo. Tente sempre pagar mais e sempre que possível fazer amortizações antecipadas da dívida;</li>
<li>Consulte o extrato com regularidade, pois as fraudes e a clonagem de cartões é uma realidade cada vez mais comum;</li>
<li>Guarde os comprovativos de pagamento e confirme sempre o valor das transações, sem perder o cartão de vista quando efetua pagamentos.</li>
<li>Uma última dica&#8230; pare de usar o cartão de crédito, porque mais tarde ou mais cedo poderá cair em tentações e acabar nas malhas das financeiras.<a id="ccc11"></a></li>
</ol>
<h3>Não precisamos de mais do que um cartão!</h3>
<p>A tentação de acumular vários cartões de crédito é muito grande. Surgem os cartões com benefícios nas grandes superfícies, os cartões dos clubes de futebol, o cartão associado ao <a href="https://reorganiza.pt/credito-habitacao/">crédito habitação</a>, o cartão que lhe ofereceu o telemóvel (já agora, se fez um cartão para aproveitar esta campanha, veja quando o pode cancelar e faça-o). Não é por acaso que temos tantos cartões destes em Portugal. Se precisar de contratar um cartão de crédito e não sabe como escolher, teremos todo o gosto em ajudar. Entre em contacto com um dos nossos <a href="http://reorganiza.pt/contacto">consultores de crédito</a> e coloque as suas dúvidas.</p>
<p><strong>Dica</strong>: Se tem mais do que um cartão, analise o melhor para si e defina uma estratégia para acabar com todos os outros. Se não tiver valor em dívida é simples, contacte a financeira e peça para cancelar o cartão. Pode também aproveitar esta oportunidade para negociar melhores condições, sob o pretexto de mudar de fornecedor.<a id="ccc13"></a></p>
<h3>Sinais de alerta de má utilização do cartão de crédito</h3>
<p>Existem vários sinais que o devem alertar para que a utilização do seu cartão pode ser perigosa ou mesmo incorreta. Podemos destacar alguns, de entre vários:</p>
<ol>
<li>Dificuldade em fazer o pagamento a 100%, o que implicará pagamento de juros;</li>
<li>Não saber quando e quanto paga em cada cartão;</li>
<li>Pagamento de despesas essenciais, sempre, com recurso à dívida;</li>
</ol>
<p>Se experenciou algum destes sinais, tenha muito cuidado e corra a encontrar estratégias para eliminar rapidamente estas dívidas.</p>
<h2>Como eliminar uma dívida do cartão de crédito?</h2>
<p>Pode acontecer que tenha uma ou mais dívidas de cartões de crédito. Se está nesta fase, saberá certamente que está num momento financeiro bastante perigoso, porque rapidamente poderá perder o controlo. Assim, deve procurar alternativas para liquidar as dívidas do cartão:</p>
<ol>
<li><a href="/credito-consolidado">Consolidar créditos</a> &#8211; Pode tentar consolidar as várias linhas de crédito num único crédito, garantindo com isso uma prestação mais baixa e a efetiva amortização da dívida;</li>
<li>Transformar o cartão de crédito num crédito pessoal &#8211; Baixa a taxa de juro e estipula um prazo para liquidar o crédito;</li>
<li>Negociar as taxas com as diferentes financeiras.</li>
</ol>
<p>Um cartão de crédito pode ser uma ferramenta financeira valiosa se utilizado com responsabilidade. Compare as opções disponíveis, esteja atento às taxas e utilize o crédito de forma consciente para evitar o endividamento.</p>
<p>Se tem várias dívidas, apresse-se e entre em contacto conosco, antes que o problema se alastre!</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Seguro Automóvel: Como Escolher o Melhor para Proteger o Seu Veículo</title>
		<link>https://reorganiza.pt/seguro-automovel/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[João Morais Barbosa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 25 Jan 2025 10:59:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Seguro Automóvel]]></category>
		<category><![CDATA[Seguros]]></category>
		<category><![CDATA[Franquia do seguro]]></category>
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					<description><![CDATA[Está à procura do melhor seguro automóvel? Ou quer o seguro mais barato? Neste artigo dizemos tudo o que precisa de saber para escolher o melhor seguro para proteger o...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Está à procura do melhor seguro automóvel? Ou quer o seguro mais barato? Neste artigo dizemos tudo o que precisa de saber para escolher o melhor seguro para proteger o seu veículo. O nosso foco é que possa escolher o melhor seguro e que esteja protegido naquilo que valoriza.</p>
<p><strong>Índice:</strong></p>
<ul>
<li><a href="#sa1">O que é um seguro automóvel?</a></li>
<li><a href="#sa2">Quais os Tipos de Cobertura de Seguro Automóvel?</a></li>
<li><a href="#sa3">Fatores que influenciam o preço do seguro automóvel</a></li>
<li><a href="#sa4">Como funciona a franquia do seguro automóvel?</a></li>
<li><a href="#sa5">Como poupar no seguro automóvel?</a></li>
<li><a href="#sa6">Como escolher a melhor seguradora?</a><a id="sa1"></a></li>
</ul>
<h2>O que é um seguro automóvel?</h2>
<p>Um seguro automóvel é um contrato entre o tomador de seguro (normalmente a pessoa segura, mas não tem de o ser) e uma companhia de seguros. Neste contrato o tomador passa para a companhia de seguros as consequências financeiras de um acidente. Em poucas palavras, passa um conjunto de riscos financeiros para uma companhia com a solidez e o conhecimento necessário para pagar indemnizações de montantes mais avultados.</p>
<h3><strong>Importância de ter um seguro de qualidade</strong></h3>
<p>Quando falamos de seguros, tendemos a procurar o seguro mais barato. É certo que ninguém (ou quase) gosta de pagar mais quando pode pagar menos. No entanto, o barato pode sair muito caro. Assim, gostamos de olhar para este tema na perspetiva da relação entre o custo e o benefício que tira. Muitas vezes assumimos uma postura de corte de custos e para poupar uns poucos euros acabamos por ter de pagar reparações bastante caras, como sejam as quebras isoladas de vidros ou mesmo ficar privados da viatura por muito tempo por não ter um veículo de substituição.</p>
<h3><strong>O seguro automóvel é obrigatório!</strong></h3>
<p>Existe uma cobertura obrigatória e outras coberturas facultativas. A cobertura do seguro auto obrigatória é a <strong>cobertura de responsabilidade civil</strong> que é vulgarmente conhecida como seguro contra terceiros (que não o condutor). Se não tiver o seguro com as coberturas obrigatórias poderá ter multas bastante pesadas. Se reparar, quem anda sem seguro assume uma postura bastante irresponsável.</p>
<h3><strong>Porque existem seguros automóvel?</strong></h3>
<p>Cada vez temos mais automóveis em circulação (sejam de quatro rodas ou motociclos) pelo que os riscos de sinistros e suas consequências aumentam de forma exponencial. Os custos envolvidos num acidente podem ser demasiado elevados, não se falando apenas dos custos nos próprios automóveis mas também em pessoas e outros equipamentos (por exemplo, se um camião mandar abaixo uma ponte). Imagine um sinistro que envolva danos corporais e calcule mentalmente os custos com tratamentos e pensões de invalidez.<a id="sa2"></a></p>
<h2>Quais os Tipos de Cobertura de Seguro Automóvel?</h2>
<p>Existem várias coberturas para num seguro automóvel. Podemos ter as coberturas mínimas obrigatórias ou podemos escolher coberturas bastante mais abrangentes. Quanto maior a cobertura, maior a sua proteção. Assim, falaremos de 3 tipos de coberturas: responsabilidade civil obrigatória, danos próprios e outras coberturas adicionais.</p>
<h3><strong>Seguro de Responsabilidade Civil Obrigatória (Contra Terceiros)</strong></h3>
<p>O seguro de responsabilidade civil obrigatória é conhecido vulgarmente como seguro contra terceiros. Neste seguro, a companhia assegura os custos de sinistros com consequências noutras pessoas. Falamos aqui da reparação de veículos de terceiros, do pagamento de tratamentos e indemnizações a terceiros vítimas de um acidente ou os danos causados em infraestruturas públicas ou privadas (por exemplo, o semáforo que foi abalroado ou a vitrine da loja que ficou partida).</p>
<h3><strong>Seguro de danos próprios</strong></h3>
<p>A cobertura de danos próprios paga o arranjo no próprio veículo. Muitas vezes assume-se que esta cobertura é contra todos os riscos, o que está errado porque é impossível segurar todas as consequências de um acidente. No entanto, saiba que em caso de sinistro a companhia paga a reparação do seu veículo.</p>
<h3><strong>Coberturas adicionais</strong></h3>
<p>Diversas companhias têm diversos produtos de seguro e coberturas adicionais para acoplar à apólice principal. Falamos, por exemplo:</p>
<ol>
<li>Assistência em viagem mais extensa;</li>
<li>Quebra isolada de vidros (atenção que não é roubo);</li>
<li>Seguros de bagagens;</li>
<li>Veículos de substituição;</li>
<li>Atos de vandalismo;</li>
<li>Capital de acidentes pessoais.<a id="sa3"></a></li>
</ol>
<h2>Fatores que influenciam o preço do seguro automóvel</h2>
<p>Como percebemos facilmente, quanto maior for o leque de coberturas, maior será o prémio a pagar. No entanto, este não é o único fator a ter em conta na determinação do preço do seu seguro.</p>
<h3><strong>Idade e experiência do condutor</strong></h3>
<p>A idade e a experiência de condução são dois fatores muito relevantes na determinação do prémio. Condutores mais jovens ou mais idosos têm uma maior propensão para ter sinistros. Por outro lado, condutores com mais experiência deverão ter uma condução mais segura.</p>
<p>Cuidado: Muitos clientes da Reorganiza procuram seguros para recém encartados e simulam o prémio com a experiência dos pais. Nestes casos, saiba que o seguro tem de ser feito em nome do condutor habitual, sob pena da companhia de seguros se recusar ao pagamento do sinistro.</p>
<h3><strong>Histórico de sinistros</strong></h3>
<p>O histórico de sinistros é outro critério na determinação do prémio do seguro. Condutores com mais sinistros são considerados mais arriscados, merecendo um pagamento superior. Assim, em caso de sinistros, pode fazer sentido fazer uma relação entre o benefício (o pagamento do sinistro) e o custo (pagamento da franquia e do agravamento do prémio).</p>
<h3><strong>Tipo e valor do veículo segurado</strong></h3>
<p>O prémio do seguro também é diferente de acordo com a tipologia, utilização e valor do veículo seguro. Podemos considerar o prémio como uma percentagem do valor do veículo, sendo que a sua maior ou menor utilização (utilização particular ou empresarial) tem impacto na probabilidade de sinistros.</p>
<h3><strong>Localização do veículo</strong></h3>
<p>É verdade. O seu código postal pode fazer com que pague mais ou pague menos pelo seu seguro automóvel. O motivo é simples. Estatisticamente, será menos provável ter um acidente em zonas rurais do que em zonas urbanas, onde o tráfego é bastante mais intenso.<a id="sa4"></a></p>
<h2>Como funciona a franquia do seguro automóvel?</h2>
<p>Outro fator que influencia o valor do prémio e que pela sua importância merece uma explicação mais extensa é a franquia do seguro.</p>
<h3><strong>O que é a franquia e como se aplica?</strong></h3>
<p>A franquia do seguro automóvel é a parte do custo do sinistro que fica a cargo da pessoa segura. Por outras palavras, independentemente do valor do sinistro, sabemos que iremos pagar sempre o valor da franquia, quer falemos de sinistros de grande valor quer falemos de outros com um valor mais reduzido. É certo que o valor do sinistro pode-nos levar a não querer acionar o seguro, caso a franquia seja superior ao custo com o arranjo. Assim, percebemos facilmente que o valor da franquia representa um desincentivo à participação de sinistros, alinhando ainda mais os interesses da pessoa segura com os da companhia de seguros.</p>
<p>Veja-se um exemplo:</p>
<ul>
<li>Valor do automóvel ou capital seguro – €15.000</li>
<li>% de franquia do seguro – 3%</li>
<li>Valor da franquia neste ano (o valor varia todos os anos com a redução do valor seguro) – €450</li>
<li>Valor do sinistro – €1.200</li>
</ul>
<p>Neste caso concreto, caso a pessoa segura decida fazer a participação do sinistro à companhia de seguros, fica a seu cargo o valor de €450, ao passo que a companhia de seguros irá suportar a diferença, ou seja €750. É certo que a existência de um sinistro pode influenciar o preço do seu seguro nos próximos anos (pode haver um agravamento), mas para uma situação como esta faz sentido.</p>
<h3><strong>Como é definida a franquia do seguro?</strong></h3>
<p>A franquia é uma parte integrante do contrato que a pessoa segura e a companhia assinam entre si. Deste modo, a pessoa segura tem a liberdade de escolher o valor da franquia. De notar que a franquia do seguro pode ser um valor percentual (como vimos acima, uma percentagem do valor do automóvel) ou um valor fixo.</p>
<h3><strong>Como a franquia influencia o custo do seguro</strong></h3>
<p>Como vimos acima, quanto maior o valor da franquia maior o envolvimento da pessoa segura. Logo, menor será o risco para a companhia de seguros. Assim, percebemos que franquias mais elevadas implicam um preço do seguro mais baixo. Por outro lado, se optarmos por não ter uma franquia, teremos de suportar um preço maior no nosso seguro automóvel. A relação é direta e imediata.</p>
<h3>Como escolher o melhor valor de franquia para si</h3>
<p>Como em tudo na vida, uma decisão desta natureza é uma decisão muito pessoal e que é afetada pela sua realidade financeira e pelas suas preferências. Alguns fatores que influenciam a decisão podem ser:</p>
<ol>
<li>Custo de ambas as alternativas, sendo necessário simular diversas situações;</li>
<li>Valor do automóvel e consequente impacto no valor da franquia;</li>
<li>Experiência de condução, que implica que quanto menor for a experiência maior o prémio;</li>
<li>Histórico de sinistros;</li>
<li>Condições financeiras da pessoa segura, pois se não tiver condições para suportar a franquia mais valerá que contrate um seguro sem franquia (mesmo que por um preço maior).<a id="sa5"></a></li>
</ol>
<h2>Como poupar no seguro automóvel?</h2>
<p>Aqui chegados, é altura de nos debruçarmos sobre algumas estratégias que devemos usar para poupar no prémio do seguro. Sempre conscientes da relação entre o prémio e as coberturas, pensemos nas seguintes dicas:</p>
<h3><strong>Comparar propostas de diferentes seguradoras</strong></h3>
<p>Os nossos consultores de seguros apresentam algumas <a href="https://reorganiza.pt/contactos/">propostas de diferentes seguradoras</a>, não sem antes perceberem as suas necessidades e aquilo que mais valoriza. De facto, colocar companhias em concorrência permite-nos baixar os preços ou, em alternativa, aumentar as coberturas. Assim, peça ao seu consultor as melhores propostas e vejam em conjunto as características dos diferentes seguros.</p>
<h3><strong>Escolher uma franquia adequada</strong></h3>
<p>A escolha das coberturas e das franquias é essencial para pagar apenas aquilo que valoriza. De pouco vale ter um seguro de danos próprios num automóvel que vale 1.000€ (na realidade, não terá essa possibilidade, mas serve o propósito de exemplo). Ou talvez valha mesmo a pena ter a cobertura de quebra isolada de vidros se costuma andar em estradas com muita gravilha. Tudo depende da sua realidade.</p>
<h3><strong>Periodicidade do pagamento</strong></h3>
<p>A generalidade das companhias de seguros aplicam penalizações por fracionamento do prémio. Assim, veja se o prémio a pagar é mais baixo se fizer o pagamento anual e se tem espaço no seu orçamento familiar para fazer esse pagamento todos os anos.<a id="sa6"></a></p>
<h2>Como escolher a melhor seguradora?</h2>
<p>A escolha da companhia de seguros não é um fator de menor importância. De facto, é fundamental que tenha em consideração:</p>
<ol>
<li>Solidez da companhia;</li>
<li>Processos de sinistros, com companhias conhecidas por facilitarem os pagamentos e outras que tudo fazem para não pagar;</li>
<li>Transparência nas condições contratuais;</li>
<li>Disponibilidade de descontos de venda cruzada, que reduzem os prémios dos vários seguros e podem compensar clientes mais fiéis.</li>
</ol>
<p>O seguro automóvel tende a ser contratado porque é obrigatório. Por outro lado, tendemos a procurar sempre o preço mais barato e em negociar o preço todos os anos, muitas vezes mudando de seguradora apenas para poupar alguns euros. Podendo ser uma estratégia adequada no curto prazo, sugerimos que procure uma relação de longo prazo com a companhia de seguros e com o seu mediador de seguros Reorganiza. Verá que os benefícios serão bastante maiores assim. E já agora, veja como podemos ajudar a escolher o<a href="https://reorganiza.pt/seguros-particulares/outros-seguros/"> melhor seguro automóvel</a> para si!</p>
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