Revisão ao N26 – Um Banco Online Revolucionário?

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Temos feito na Reorganiza um conjunto de revisões a algumas das principais Fintechs com que nos temos cruzado nos últimos meses. Neste artigo vamos dar a nossa opinião sobre o N26, um novo banco online que diz que vem revolucionar o mercado financeiro e a relação dos clientes com os bancos.

Quem é o N26

O N26 é um banco digital que nasceu na Alemanha em 2013 mas que apenas lançou o seu primeiro serviço em 2015. Atualmente tem clientes em mais de 17 paises na Europa e mais de 1 milhão de clientes.

Como a generalidade das Fintechs que estão a dar de falar, o N26 teve um financiamento de várias capitais de risco em 2018, com um investimento de $215 milhões. Este investimento destinou-se a financiar o crescimento da empresa que se espera continue sólido.

O N26 é um Banco Totalmente Digital

O N26 procura diferenciar-se e ter um posicionamento exclusivamente nos meios digitais. Não tem balcões e é tudo feito à distância. A abertura de conta é realizada no seu smartphone e poderá estar concluída em 8 minutos (não testámos, mas acreditamos que sim). Apenas terá a necessidade de tirar uma fotografia ao seu cartão de cidadão ou passaporte e passadas até 24 horas o processo está concluído.

É importante ter em atenção que o N26 está registado para operar em Portugal, pelo que cumpre com todos os requisitos regulamentares, inclusivamente o capital está protegido pelo Fundo de Garantia de Depósitos.

Quais os Produtos que Tem Disponível?

O N26 tem 3 produtos disponíveis:

  • N26 free – Conta sem custo de manutenção e com oferta do cartão de débito (Mastercard). Possibilita fazer até 5 levantamentos no ATM gratuitos (os restantes custam €2) e tem um custo de levantamento em moeda estrangeira de 1.7% do montante;
  • N26 Black – Uma conta com um custo mensal de €9.9 e fidelização de 12 meses. Oferece o cartão de débito, possilita os mesmos levantamentos que o N26 Free mas tem uma série de seguros associados e não cobra pelos levantamentos em moeda estrangeira.
  • Business – Uma conta de empresas com cashback mas sem grande interesse.

Quais As Vantagens Destas Contas?

Bem… parece-me que as principais vantagens existem para quem faz viagens com regularidade. Para alguém em Portugal ter de pagar pelos levantamentos bancários é algo que não faz qualquer sentido. A oferta da anualidade do Mastercard tem algum valor especialmente porque em Portugal estes cartões costumam custar mais de €10 a €15 por ano.

Existem Alternativas Mais Interessantes?

Olhando para o mercado atualmente parece-me que estes produtos, como existem e excluindo viajantes para países fora da Zona Euro, não são minimamente competitivos. Sim, é giro dizer que temos uma conta online e que temos um banco que poucas pessoas têm. É giro mostrar um cartão diferente e ter mais uma App no telemóvel. No entanto, as vantagens são muito reduzidas, especialmente se considerarmos outros bancos em Portugal com ofertas bastante mais completas e vantajosas:

  • ActivoBank – Um banco que funciona muito bem no mundo digital (nascido e desenvolvido nessa cultura), muito competitivo em termos de comissões e com uma ampla oferta de serviços;
  • Banco BNI Europa – Um banco que se posiciona como “Challenge Bank” e que está a correr para aumentar a sua oferta. Posiciona-se com parcerias interessantes com outras Fintechs. Não cobra comissões de conta à ordem e remunera o seu dinheiro com taxas interessantes.

Como estes bancos poderíamos nomear outros. Bancos que se posicionam no mercado pelo custo e pela conveniência da relação digital. Não têm o carimbo sexy das Fintechs mas para a maioria das pessoas têm uma oferta muito mais completa e interessante. Dito isto, se vai viajar pode conhecer um pouco melhor a oferta do N26, mas sugerimos que a compare com as facilidades de cartão de crédito do seu banco.

Reveja também os artigos sobre a nossa estratégia de investimento na Raize (que estamos a descontinuar), na Mintos e na TWINO. Em breve contamos ter mais 🙂

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João Morais Barbosa
Iniciou a sua carreira no setor financeiro onde desempenhou funções de analista de ações e gestor de fundos de investimento. Especialização em mercados e ativos financeiros no ISCTE e uma pós-graduação em Análise Financeira no ISEG, curso que lhe conferiu o Certificado Europeu de Analista Financeiro. Fundou a Escola de Finanças Pessoais – sendo co-autor de seis livros nesta temática (Manual das Finanças Pessoais, Manual da Poupança, Como Acabar com as Dívidas Pessoais e Familiares, O meu primeiro livro de Finanças Pessoais e Como ensinar o meu filho a poupar, Viva uma Reforma Feliz). Através da Escola de Finanças Pessoais já formou mais de 5.000 colaboradores de empresas nacionais e internacionais. Tendo sido Diretor-Comercial na DignusCapital, decide criar o seu projeto próprio na área da renegociação e intermediação de crédito, fundando a Reorganiza, empresa onde trabalha atualmente.

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